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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 338

Capítulo 338 — O Thor Gere e a Dominatrix

Dominic Costello

Encarei o meu reflexo no espelho do quarto, puxando o nó da gravata preta com as mãos que não paravam de tremer. Eu estava nervoso pra cacete. Fazia exatamente uma semana desde a cerimônia nada convencional do Chris e da Penny no clube, e hoje, finalmente, seria o meu dia. O dia em que eu veria a mulher da minha vida caminhar na minha direção.

A Tay já era minha. Desde o primeiro segundo em que bati os olhos nela. Eu a trouxe para a minha casa e nunca mais a deixei ir embora. Nós enfrentamos o verdadeiro inferno juntos. Sobrevivemos a tiros, a ameaças e à própria morte na mesa de cirurgia. Mas também contemplamos milagres, como o choro da nossa pequena Arianna. Taylor Laurent, que no final deste dia se tornaria Taylor Costello, veio como um furacão para mudar a minha vida, para me dar um propósito e para ser minha para todo o sempre.

Eu estava completamente perdido nesses pensamentos quando duas batidas suaves na porta, seguidas pela voz doce da Mia, chamaram a minha atenção.

— Dom... posso entrar?

— Entra, Mia. — Falei, virando-me para a porta.

Mia entrou no quarto, e o meu coração falhou uma batida. Ao lado dela, de braços dados, estava a minha mãe. Dona Marina vestia um vestido azul-claro, os cabelos brancos perfeitamente penteados. A mente da minha mãe havia sido levada pelo esquecimento. Ela nunca mais soube quem eu era, nunca mais me chamou de filho, mas, no fundo, quando eu olhava naqueles olhos idênticos aos meus, eu via o amor ali, adormecido, mas presente.

Mia sorriu e deu um passo para trás, deixando a minha mãe parar bem na minha frente.

Marina ergueu a mão trêmula e tocou o meu rosto com uma delicadeza que me deu um nó na garganta.

— Você se parece muito com o meu Thomas. — Ela murmurou, os olhos vagando pelos meus traços, referindo-se ao meu falecido pai.

Forcei um sorriso, cobrindo a mão dela com a minha.

— É porque eu sou filho dele, Dona Marina.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, a expressão confusa, antes de inclinar a cabeça e perguntar:

— E você também é meu filho?

Engoli as lágrimas que ameaçavam cair.

— Sim. Eu sou o seu filho.

Marina sorriu, um sorriso genuíno e doce.

— E por que você está tão bonito hoje?

— Porque eu vou me casar. — Respondi, a voz embargada. — Eu vou me casar com a Tay.

O sorriso de Marina se alargou, e os olhos dela brilharam com uma faísca de reconhecimento que me desarmou inteiro.

— A minha Tay vai casar?

Eu sorri abertamente. Desde que a Taylor trouxe a Marina para morar conosco, a minha mãe se apegou à minha mulher de uma forma visceral. E mesmo que doesse o fato de ela não se lembrar de mim, eu era o homem mais feliz do mundo por saber que, mesmo na confusão daquela mente apagada, ela amava a minha mulher.

Marina voltou a acariciar a minha bochecha. O olhar dela encontrou o meu com uma firmeza que eu não via há anos.

— Parabéns, meu filho.

O meu coração quebrou e se reconstruiu no mesmo milésimo de segundo. Quando olhei no fundo dos olhos dela naquele instante, eu acreditei com todas as minhas forças que ela estava lúcida. Que a minha mãe realmente havia se lembrado de mim. Ou, pelo menos, eu me agarrei àquela ilusão desesperadamente para me sentir feliz e amado por ela no dia mais importante da minha vida.

Mas a lucidez foi um relâmpago. Logo em seguida, Marina olhou para a janela, soltou o meu rosto e começou a falar sobre como o tempo estava bom para plantar flores. Suspirei fundo, dando um beijo na testa dela. Foi só um momento, mas eu era eternamente grato a Deus por tê-la ali.

Duas batidas fortes na porta cortaram o clima. Noah enfiou a cabeça para dentro do quarto, arrumando as abotoaduras.

— Irmão, ajeita essa gravata. A noiva já está subindo.

Assenti, o nervosismo voltando com o dobro da força.

Taylor não quis uma festa gigantesca nem um salão luxuoso como o The Plaza. Ela quis apenas a nossa família. Uma cerimônia simples e íntima na enorme sala de estar da nossa cobertura. Claro que, para a minha pincher, "família" também incluía o Gayer, o Coletti e o Freeman, que estavam lá na primeira fileira. Mas eu não me importei. Tudo o que me importava era que, quando o Atlas perguntasse, ela olhasse nos meus olhos e dissesse "Sim".

Caminhei até o altar improvisado de frente para a enorme parede de vidro com vista para Manhattan. A música começou.

A primeira a entrar foi a pequena Laurinha. O meu coração quase não aguentou. A filha da Ju e do Noah estava vestindo um vestido de noiva em miniatura, idêntico ao que a Taylor usaria. E, para completar, a garotinha caminhava jogando pétalas usando óculos escuros. Eu tive que segurar uma gargalhada no meio do altar, lembrando perfeitamente da Tay ensinando a pirralha que "óculos escuro era estilo".

E então, ela apareceu.

Taylor estava deslumbrante. O vestido branco abraçava o corpo dela, simples, sem exageros, mas que a deixava parecendo uma verdadeira deusa. Quando ela parou na minha frente e eu segurei as mãos dela, o mundo inteiro desapareceu.

Atlas conduziu a cerimônia com maestria, mas foi na hora dos votos que as minhas defesas ruíram.

Peguei o microfone, olhando para a mulher que segurava o meu coração nas mãos.

— Antes de você, Tay, a minha vida era uma linha reta. Regras, missões, controle. Tudo era cinza e previsível. E então você entrou na minha vida e bagunçou o meu mundo perfeito de uma forma irreparável. — Sorri, sentindo as lágrimas queimarem os meus olhos. — Eu confesso que não tive um único dia de paz desde que te conheci. Mas a verdade é que eu não quero calmaria nenhuma, eu não quero paz alguma, se isso significar não ter você do meu lado. Você é o meu caos favorito. É a dona da minha vida.

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