Capítulo 337 — O Mestre Perfeito
Penelope Lopez
Já haviam se passado três meses desde o caos e a emoção do casamento triplo, e a vida parecia finalmente ter encontrado o seu ritmo. Um ritmo frenético, barulhento e repleto de fraldas, mas absolutamente perfeito. A nossa Íris já estava com quatro meses, e o meu coração transbordava de amor cada vez que eu olhava para a minha filha. Hoje, no entanto, a Íris ficaria com as avós babonas. A cobertura do Noah e da Ju tinha se transformado em uma verdadeira creche de luxo. Cece, Ava, Gina, Diva e, de quebra, a doce Dona Marina, junto com as duas babás freelance que eles contrataram, estavam encarregadas de cuidar do exército de crianças da nossa família.
E tudo isso porque hoje era o meu dia. Um casamento diferente. Hoje não haveria igrejas tradicionais nem marchas nupciais clássicas. Hoje seria a minha cerimônia de encoleiramento como slave do Chris, e ali mesmo, no palco de um clube BDSM, seria celebrado o nosso casamento.
O trajeto para a Paradise foi uma verdadeira comédia. Nós oito, eu, Ju, Sammy, Tay, Jen, Athena, Esther e Mia fomos literalmente esmagadas dentro da SUV blindada do Juan. O "vovô Snake" insistiu que o carro era de família, mas sete lugares para oito mulheres vestidas para matar provou ser um desafio logístico.
— Chega um pouco pra lá, Tay, a sua perna tá esmagando o meu vestido! — Sammy reclamou, rindo enquanto tentava arrumar espaço no banco de trás.
— A culpa não é minha se o Juan acha que isso aqui é um ônibus! — Tay retrucou, se ajeitando no meio da Athena e da Jen. — E que caberia as oito. — ela bufou.
O clima dentro do carro era de pura festa. O nervosismo que apertava o meu estômago era aliviado pelas gargalhadas delas.
— Quem diria, hein, Penny? — Sammy provocou, com aquele sorriso malicioso de sempre. — Veio para Manhattan atrás do Dom perfeito pra umas brincadeiras e acabou arrumando um marido e uma filha.
Corei levemente, alisando o tecido do meu vestido de noiva, que era tudo menos convencional: um modelo justo de seda branca, com um decote profundo nas costas e uma fenda ousada nas pernas.
— Mestre... — Corrigi, com um sorriso orgulhoso curvando os meus lábios. — O mestre perfeito.
Athena estremeceu ao meu lado, balançando a cabeça.
— Eu dou graças a Deus todos os dias que o José não curte essas coisas. Ele já é intenso o suficiente no modo normal, imagina se inventa de ser Mestre? Eu matava o Hermanito.
— Ou ele te matava… — falei com um sorriso. — Mas não no sentido literal.
— Pois fique sabendo que ele já dá muito bem conta do recado. — Athena me retrucou.
— Pelo amor de Deus, eu não preciso saber disso. — Sammy disse indignada.
— Como se você nunca falasse sobre suas “façanhas” com o meu irmão. — Athena rebateu e nós rimos.
— E você Tay? — Ju perguntou com um sorriso.
— Eu deixo o Dom pensar que é ele quem manda. Funciona lindamente, meu grandão fica todo orgulhoso achando que tá no controle.
Mia, que sempre foi a mais recatada de nós, ficou com as bochechas vermelhas como pimentões. Ela olhou para as próprias mãos antes de murmurar:
— Eu confesso que estou me descobrindo com o Elijah... Ele tem um lado muito... dominante, que eu não imaginava.
Um coro de assobios e risadas encheu a SUV, fazendo Mia esconder o rosto nas mãos.
Sammy suspirou, um sorriso apaixonado surgindo no rosto dela.
— Eu não julgo você, Mia. Eu adoro quando o Atlas me amarra. Aquele ar de engomadinho some por completo. É uma loucura.
Jen mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando com a lembrança do marido.
— Nem me falem. Só de ouvir a voz rouca do Declan falando "ajoelha", eu desmonto inteira. Meu homem sabe exatamente o que faz.
Esther, que estava no volante, virou para trás com um sorriso diabólico e puramente letal.
— Pois eu fiz o contrário. Outro dia fiz o Juan provar do próprio veneno. Amarrei o Predador na cama e assumi o controle.
Tay arregalou os olhos e bateu palmas.
— Mentira! Certeza que ele gostou. Eu ainda vou fazer isso com o Dom.
Esther deu uma gargalhada rouca, o olhar carregado de pura malícia.
— Oh, se gostou...
Sammy bufou, colocando as mãos sobre os ouvidos, horrorizada com a imagem mental.
— Pelo amor de Deus, Esther! Eu não preciso saber o que você e o meu pai fazem na cama! Que trauma!
Todas nós caímos na gargalhada até faltar o ar. Athena, ainda rindo, tocou no ombro da Juliet que estava no banco da frente ao lado da Esther.
— E você, Ju? Como é na casa Blake?
Juliet suspirou, um sorriso suave e radiante tomando conta das feições dela.

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