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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 333

Capítulo 333 — Eu Confio

Dominic Costello

O peso quente e macio do pequeno Eros no meu braço era uma das sensações mais reconfortantes que eu já tinha experimentado. Balançando o meu afilhado de cinco meses contra o peito do meu smoking, eu olhava para o altar no grandioso salão do The Plaza Hotel e sentia o meu coração transbordar. Eu estava genuinamente feliz pelos meus amigos. Ver o Atlas, um cara que eu considerava como um irmão de sangue, chorando no altar enquanto a Sammy caminhava na direção dele, era a prova de que até os homens mais quebrados mereciam a redenção. Meu irmão tinha encontrado a paz dele. E me sentia imensamente honrado por eles terem escolhido a mim e à Taylor para sermos os padrinhos do Eros.

Virei o rosto para olhar a minha mulher sentada na cadeira ao lado. Taylor revirava os olhos toda vez que eu a elogiava ultimamente, dizendo que estava redonda, pesada e que parecia uma melancia ambulante vestida para uma festa de gala. Mas ela estava redondamente enganada. Mesmo grávida de nove meses, com o rosto um pouco inchado e aquele vestido marcando cada curva do corpo dela, a minha maloqueira era, de longe, a mulher mais linda daquele lugar. A dona absoluta de toda a minha sanidade.

E tudo o que eu mais queria, logo depois de finalmente segurar a minha princesinha Arianna nos braços, era que o meu dia e o da Tay chegasse. Eu queria ver a minha mulher caminhando na minha direção, vestida de branco, com aquele sorriso debochado e os olhos brilhando só para mim.

Eu estava tão perdido a admirando que notei quando ela apertou os olhos e travou o maxilar. Tay estava estranha desde cedo. Eu a questionei, mas, teimosa e orgulhosa como só ela sabia ser, fugiu do assunto com o sarcasmo de sempre. Achei que fosse apenas o cansaço do final da gestação.

Mas então, a orquestra tocava a música de saída dos noivos e o universo resolveu que a calmaria tinha acabado.

O grito rasgou a garganta da minha mulher e ecoou pelo luxuoso salão, paralisando a todos. — CARALHOOOO!

Meus reflexos de agente federal gritaram. Num piscar de olhos, eu já a estava segurando pela cintura. O silêncio que caiu no salão foi ensurdecedor, quebrado apenas pelo som de um líquido molhado ensopando o tapete persa caríssimo do hotel, escorrendo pelas pernas dela. A bolsa havia estourado.

Todo mundo a olhava, em choque. Mas Taylor Laurent, mesmo pálida de dor, olhou para o meu rosto apavorado, abriu um sorriso torto e soltou, com o deboche que era a sua marca registrada:

— Fodeu, grandão. A sua Santa vai nascer.

O caos desceu na terra no segundo seguinte.

— Taylor! Pelo amor de Deus! — Elijah gritou, correndo para o nosso lado, os olhos arregalados, o jaleco invisível substituindo o terno de convidado.

Meu coração batia tão forte que parecia que ia quebrar as minhas costelas.

— Amor, respira! Alguém liga o carro! Peguem as coisas dela! — Comecei a gritar, a voz perdendo completamente o controle.

De repente, a família inteira se moveu. O esquadrão de homens engravatados, as noivas com seus vestidos brancos arrastando no chão, todos queriam correr para o hospital com a gente.

— Ninguém vai sair daqui! — Taylor esbravejou, ofegante, agarrando o meu paletó. — O casamento de vocês não acabou! Se um de vocês aparecer naquele hospital antes de cortar a porra do bolo, eu atiro em todo mundo! E eu sei bem onde meu noivo esconde as armas.

A ameaça, vinda de uma mulher em trabalho de parto, soou terrivelmente real.

— Mas Tay... — Ju tentou argumentar, desesperada.

— Só... ahhh! — Taylor gemeu, dobrando os joelhos. — Só cuidem da Dona Marina para a Mia poder ir com a gente!

Dona Diva, ágil como sempre, já estava ao lado da cadeira de rodas da Marina.

— Vão com Deus, meus filhos! Eu cuido da Marina, não se preocupem! — A senhora garantiu, os olhos marejados.

— Obrigado, Diva. — Falei, a voz embargada pelo desespero, entregando o pequeno Eros de volta para a Sammy.

Mia correu para o nosso lado, segurando a barra do vestido de madrinha.

— Eu vou com vocês no banco de trás!

Oliver, o garoto sempre prestativo, se aproximou com a fisionomia preocupada.

— Precisam de ajuda? Eu posso dirigir para vocês.

Abri a boca para aceitar a oferta, no estado em que eu me encontrava, eu mal conseguiria segurar um volante sem tremer, mas Elijah respondeu primeiro.

— Não. — A voz do meu amigo obstetra saiu dura, direta e seca como um tiro, fuzilando o Oliver com os olhos.

Eu não era idiota, entendi no mesmo milésimo de segundo que aquilo era um ciúme absurdo do Elijah por causa da Mia, mas naquele momento eu queria que os dois se fodessem. Eu não tinha tempo para drama de médico apaixonado. A minha mulher estava parindo a minha filha e a dor dela estava me deixando cego.

O trajeto até o hospital foi um borrão de semáforos vermelhos ignorados, buzinas e o som da respiração pesada da Tay no banco de trás. Eu segurava a mão dela pelo vão dos bancos, fazendo carinho, dizendo que a amava, tentando ser a porra da fortaleza que ela precisava. Mas ela era a fortaleza. Entre um gemido de dor e outro, ela ainda encontrava forças para xingar o Elijah por dirigir rápido demais e depois por dirigir devagar demais. A personalidade forte dela lutava bravamente contra o processo brutal que o corpo enfrentava.

Mas a marra não durou muito.

Assim que entramos no quarto de parto do hospital, as coisas começaram a sair do controle. O trabalho de parto estava sendo longo, exaustivo e doloroso ao extremo. A cada hora que passava, Taylor sofria mais, e eu sofria junto com ela, me sentindo o homem mais inútil do planeta por não poder absorver aquela dor.

— Força, Tay! Você está indo bem! — Elijah incentivava, mas a testa dele brilhava de suor sob as luzes cirúrgicas.

A nossa Arianna era grande demais. O corpo da Taylor estava chegando ao limite da exaustão.

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