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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 330

Capítulo 330 – Juntas

Samantha “Rivera”

O Expresso Rivera, também conhecido como a SUV blindada do Juan, cantou pneu na entrada de emergência do hospital exatamente no mesmo segundo em que o carro do Declan freou de forma tão brusca que cheirou a borracha queimada. A nossa chegada foi um verdadeiro espetáculo caótico.

A dor que irradiava pelo meu corpo era cega, surda e absoluta. Eu mal conseguia abrir os olhos quando a porta do carro foi aberta com violência.

– Tragam as macas! Rápido! – A voz do Elijah cortou a noite, carregada com aquela autoridade médica que não deixava espaço para pânico.

Senti braços fortes me levantarem do banco de couro. Atlas me ergueu com a mesma facilidade de sempre, mas o peito dele subia e descia num ritmo frenético de desespero. Do outro lado, Declan fazia o mesmo com a Jenny, correndo com a minha amiga nos braços em direção às portas de vidro que se abriram automaticamente.

Os enfermeiros já estavam a postos. Fui depositada na maca com cuidado, e a Jen foi colocada na outra, bem ao meu lado.

– Sala de parto cirúrgico dois! – Elijah gritou para a equipe, correndo ao lado da maca da Jenny. – Já mandei preparar a sala para um parto duplo. Quero as duas lá dentro agora!

Esther, que corria do meu lado checando o meu pulso, assentiu com firmeza.

– Perfeito. Mia, prepare os kits duplos e chame a equipe neonatal de prontidão.

Enquanto éramos empurradas pelos corredores brancos em uma velocidade alucinante, o nosso batalhão de homens engravatados e letais corria atrás de nós como se estivessem invadindo uma fortaleza inimiga. Elijah, Esther e Mia desviaram rapidamente para a sala dos médicos para se trocarem e se esterilizarem.

Na porta da sala de parto, a equipe de enfermagem tentou barrar a nossa família.

– Apenas um acompanhante por paciente! – A enfermeira avisou, assustada com o tamanho dos homens à sua frente.

Esther surgiu no corredor, já com a touca e o pijama cirúrgico. Ela olhou para o desespero estampado no rosto do Declan e do Atlas, e depois para a postura protetora do Noah, do Dom, do Juan e do José. A cirurgiã-chefe soltou um suspiro pesado, revirando os olhos escuros.

– Deixa pra lá, enfermeira. – Esther cedeu, balançando a mão. – Eu conheço esse bando de loucos. Se eu fechar essa porta, eles vão colocar a parede abaixo. Ninguém dessa família fica para trás. Entrem todos, mas vistam as roupas de proteção, lavem as mãos e não atrapalhem!

Foi o suficiente. Em questão de minutos, o caos foi transportado para dentro da sala de parto. As nossas macas foram posicionadas lado a lado, separadas apenas pelo espaço necessário para os médicos e os monitores.

O esquadrão se dividiu. Com a Jenny, ficaram o Declan, que segurava a mão dela com a vida, o Noah e o Dom. Do meu lado, o Atlas estava grudado na minha cabeça, enquanto José e Juan se posicionaram ao lado dele, formando uma parede de proteção familiar que aquecia o meu coração, mesmo no meio do inferno físico que eu estava vivendo.

E então, a verdadeira sincronia começou.

Uma contração colossal me rasgou ao meio.

– AAAAAAAH! – Gritei, apertando os olhos e esmagando os dedos do Atlas.

Um segundo depois, como um eco perfeito, a voz da Jen estourou do outro lado da sala.

– AAAAAAAI, MEU DEUS!

– Respira, pequena. Olha pra mim, amor, olha pra mim. – Declan implorava, a voz dele falhando de pânico enquanto ele secava o suor da testa da mulher com uma gaze. – Você é forte, Jen. Respira comigo.

Noah, sempre o pilar do grupo, apertou o ombro do Declan.

– Segura a onda, irmão. Foca nela. Ela precisa da sua força agora, e não do seu desespero.

Dom estava de braços cruzados, encarando o monitor de batimentos fetais da Jen como se fosse um painel de desarme de bomba.

– Os batimentos da bebê estão estáveis, Declan. A pirralha tá bem. Ela só precisa de ajuda para vir pro mundo agora, e a Jen consegue fazer isso. – O grandão da minha amiga Tay e padrinho do meu filho disse com uma tranquilidade que não chegava aos seus olhos.

Todos nós temíamos pela Jen, depois do que ela e Layla passaram quando ela foi baleada. Eu não gostava nem de lembrar daquele tormento, mas Elijah dizia que estava tudo bem e confiamos no nosso médico e amigo.

Do meu lado, o Atlas parecia que ia desmaiar a qualquer momento. Ele beijava a minha testa, a minha bochecha, sussurrando palavras de amor emboladas e sem sentido.

– Isso, meu amor, aperta a minha mão. Pode quebrar meus dedos. Eu tô aqui, Sammy, eu tô aqui.

Juan Rivera, já com a touca cirúrgica parecendo ridícula na cabeça dele, deu um tapa na nuca do Atlas.

– Deixa de ser frouxo, engomadinho! Você está mais pálido que a parede do hospital. Passa confiança pra mi hija!

José segurou a minha outra mão, dando um sorriso torto e encorajador.

– Você consegue, anjo. Eu te vi enfrentar marmanjo no Brooklyn, trazer o nosso garotinho pro mundo é fichinha pra você.

A porta se abriu com tudo e Chris passou por ela ofegante.

– Nada ainda? – ele disse se aproximando do Atlas.

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