Capítulo 32 – Tentando descobrir
Juliet Pierce
Toda a raiva que eu pensei estar sentindo do Noah morreu no instante em que ele me beijou. E toda dúvida, medo de ter me precipitado nessa história de namoro, se esvaziou no momento em que ele me deu prazer.
Ele se desculpou, se justificou, e, droga, eu não devia, mas acreditei em cada palavra.
— Agora sim, podemos voltar ao trabalho.
Ele me disse, me ajudando a descer da pia e me puxando mais uma vez para um beijo rápido.
— Deus, eu estou me tornando uma vergonha, me perco em você no seu escritório, e agora no banheiro da sua empresa.
Ele me manteve presa a ele, deu um beijo em meu pescoço e meu corpo idiota reagiu por reflexo.
— E que vergonha deliciosa que você é. — Ele sussurrou em meu ouvido.
— Noah! — O repreendi.
— Agora me dê licença, preciso usar o banheiro e me recompor antes de encarar as pessoas lá fora.
— Querida, você não vai encarar ninguém além de mim. Nesse andar só trabalha Reed, eu e agora você. E meu amigo e sócio nem está na empresa neste momento.
— Mas ainda tem a tal… — Não terminei a frase, ele me envolveu novamente pela cintura e grudou nossos corpos.
— Marcela não trabalha aqui, e não virá mais. Já a mandei embora, e a avisei que se me desobedecer a proíbo de colocar os pés aqui.
— Ainda vamos conversar sobre ela. — Eu disse, envolvendo os braços por seu pescoço.
— Combinado, teremos tempo para isso. Agora precisamos voltar ao trabalho, tenho um almoço importante daqui a pouco.
— Tudo bem. — respondi.
Ele me deu um beijo rápido e me deixou sozinha. Terminei de usar o banheiro, me ajeitei e retornei para a minha sala. “Minha”, soava até bem. Voltei aos meus números e planilhas, e logo chegou o horário do almoço. Meu celular vibrou, e assim que o peguei, era uma mensagem do Noah.
“Estou indo para aquele almoço, Reed vai me acompanhar. Nos vemos quando eu chegar.”
Digitei rapidamente um simples “Ok”. E joguei o celular de lado para ajeitar as coisas antes de ir almoçar, meu celular vibrou novamente e era ele.
“Ok???”
Franzi a testa para a resposta dele, e digitei mais uma vez.
“??”
Assim que o respondi, chegou uma mensagem da Jenny.
“Pronta para o almoço?”
“Descendo.” — Digitei a ela rapidamente, e peguei minha bolsa para sair, mas antes que chegasse na porta, ela se abriu.
— Noah? — Disse, confusa. — Achei que tivesse ido para seu almoço.
Ele não me respondeu, em vez disso, avançou em mim me agarrando pela cintura, levantando e me colocando sentada sobre a mesa.

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