Capítulo 328 — Sincronia Caótica
Jenny Reed
Os dias voaram desde que o esquadrão parou o Brooklyn com a "Operação: Em busca do Hermanito perdido" para o pedido de casamento do José a Athena. O clima na nossa família não poderia estar melhor. Depois de tanto caos, tiros, hospitais e quase perdermos as pessoas que mais amávamos, finalmente tínhamos um motivo real e absoluto para festejar: os gêmeos, Luke e Logan, estavam finalmente saindo da UTI Neonatal e indo para casa.
Para celebrar, o apartamento do Noah e da Ju virou o quartel-general da alegria. Cece, Ava, Gina e Dona Diva se juntaram para preparar um verdadeiro banquete. Elas estavam radiantes com a casa cheia.
Eu estava no nosso apartamento, aproveitando o final da tarde depois de um cochilo pesado. A gravidez de oito meses me deixava exausta com qualquer mínima coisa. A porta do quarto se abriu devagar e os passos pesados e familiares soaram no piso de madeira.
Declan, ainda com o terno do trabalho um pouco amassado e a gravata frouxa, sentou na beirada da cama. Ele se inclinou e deixou um beijo demorado e quente na minha testa, descendo para os meus lábios.
— Oi, minha pequena. — Ele sussurrou, a voz grossa vibrando de carinho. O olhar azul dele era um mar de adoração enquanto a mão grande descia para acariciar a minha barriga enorme.
— Oi, amor... — Resmunguei, me espreguiçando com dificuldade e colocando a mão sobre a dele. — A Layla está impossível hoje. Muito agitada, não parou de chutar as minhas costelas um segundo.
Declan deu uma risada baixa, os olhos brilhando de orgulho.
— Ela é espevitada, Jen. Puxou a mãe. Tem o mesmo gênio da minha pequena.
Dei um sorriso frouxo, mas logo prendi a respiração quando uma pontada estranha e aguda irradiou do pé da minha barriga, endurecendo o músculo. Fechei os olhos com força por alguns segundos. Elijah já tinha me avisado que era normal. Com oito meses, as contrações de Braxton Hicks ou "contrações de treinamento", como ele chamou, ficariam mais frequentes. Era só o meu corpo se preparando para o momento.
Declan me ajudou a levantar com todo o cuidado do mundo. Ele preparou o meu banho, testando a temperatura da água, me lavou com uma delicadeza que não combinava com o tamanho dele, e depois me ajudou a vestir um vestido leve e confortável. Eu adorava aquele cuidado. Declan Reed, meu homem esquentadinho e explosivo, era o marido mais devoto e carinhoso que eu poderia pedir a Deus.
Quando finalmente seguimos para o apartamento do Noah, a festa já estava armada.
O lugar estava barulhento e cheirando a comida boa. No quarto principal, os gêmeos estavam dormindo tranquilos, sendo vigiados de perto por um verdadeiro esquadrão de avós babonas: Cece, Ava, Gina, Diva e, de quebra, a Dona Marina. Mesmo com a mente falhando na maior parte do tempo, Marina era um doce e acariciava os pezinhos dos bebês com um sorriso terno.
No meio da sala gigante, Laurinha, Heitor e Norton corriam de um lado para o outro brincando de esconde-esconde, rindo alto.
Nós, as mulheres, estávamos todas esparramadas pelo sofá em formato de U. Com exceção da Ju, que já tinha parido há dois meses e estava com a cintura fina de novo, e da Athena, que balançava o anel de noivado de um lado para o outro, o restante de nós estava no mesmo barco. Eu, Sammy, Tay e Penny éramos o clube das buchudas.
Estávamos rindo de uma história da Taylor quando senti outra dor. Dessa vez, mais forte, descendo pelas minhas costas. Prendi a respiração, levando a mão à barriga discretamente.
Penny, que estava sentada do meu lado, parou de rir e me olhou.
— Jen? Tudo bem?
— Tudo, tudo sim... — Murmurei, forçando um sorriso.
Mia, que havia chegado há pouco tempo com o Elijah, estava a caminho do corredor para dar uma olhada na Dona Marina, mas parou no meio do caminho. O radar de enfermeira dela apitou. Ela mudou a rota, sentou ao meu lado e me olhou de cima a baixo.
— Há quanto tempo você está com essa cara de dor, Jen? — Mia perguntou, a voz suave, mas direta.
Olhei confusa para ela.
— Cara de dor?
Mia riu baixinho.
— Eu sou enfermeira de pronto-socorro, Jenny. Eu conheço uma careta de contração de longe. Fala pra mim.
Suspirei, me dando por vencida.
— Tem algumas horas, mas é tranquilo. O Elijah já me disse que são aquelas contrações de prática, sabe? A Layla só está se acomodando.
Mia estreitou os grandes olhos castanhos, ainda meio desconfiada.
— Tá bom. Eu vou ver a Marina e as crianças, mas olha lá, hein? Vou deixar o Doutor Elijah avisado sobre essas suas "contrações de prática".

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