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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 314

Capítulo 314 — Instinto de Sobrevivência

Taylor Laurent

Assim que a porta pesada da escada de emergência se fechou atrás de mim, o silêncio do corredor foi substituído pelo eco metálico dos meus próprios passos. A adrenalina, velha amiga das noites frias nas ruas, tomou conta do meu sangue. Eu não era mais apenas a noiva do agente Costello ou a grávida que precisava de proteção. Eu era a Taylor. E ninguém ia encostar na minha família.

Desci os degraus voando, pulando de dois em dois em direção ao andar do Atlas para buscar a Georgina. Mas eu não estava sozinha na escadaria.

No patamar inferior, a porta se abriu com um estrondo e um homem enorme de preto entrou. O fuzil estava pendurado no pescoço. Assim que me viu, ele abriu um sorriso nojento e avançou.

Meu instinto de sobrevivência gritou. Em vez de levantar a arma imediatamente, encolhi os ombros, me espremendo contra o canto da parede de concreto. Arregalei os olhos, forçando a voz a sair trêmula.

— Por favor... pelo amor de Deus, não me machuca! — Choraminguei, tremendo.

O mercenário abaixou a guarda na mesma hora, rindo da minha encenação.

— Olha só... um ratinho assustado. — Ele zombou, dando um passo displicente na minha direção.

Foi o erro dele. A expressão de pavor sumiu do meu rosto no milésimo de segundo seguinte. Saquei a arma que Gayer me deu, apontei direto para a rótula do cretino e puxei o gatilho. O barulho do tiro ensurdeceu a escadaria. O homem urrou de dor, dobrando o joelho destruído. Sem perder o ritmo, levantei a bota e acertei um chute certeiro no peito dele, mandando o "caçador" rolando escada abaixo como um saco de lixo.

Não parei para olhar o estrago. Continuei correndo, saí no andar do Atlas e invadi o apartamento.

— GINA! — Gritei a plenos pulmões.

Georgina apareceu correndo do corredor dos quartos, pálida e assustada.

— Taylor? O que foram esses estrondos?

— O prédio foi tomado. Precisamos subir para o apartamento do Noah, agora. O Gayer e as meninas estão lá. Vem! — Falei rápido, a puxando pelo braço.

Ela assentiu, em choque, e me seguiu. Corremos para o elevador privativo. Assim que as portas de metal se abriram, a porta da frente do apartamento do Atlas foi arrombada com um chute violento.

Empurrei Georgina para dentro do elevador com força. Ela gritou, assustada com a minha brutalidade, mas eu não me importei. Apertei o botão do andar do Noah freneticamente. As portas começaram a se fechar, mas um dos mercenários enfiou a mão grossa na fresta, forçando o metal a abrir novamente.

Ergui a arma e atirei direto na mão do cretino. Ele gritou, jorrando sangue, e recuou praguejando. O segundo homem, ignorando o parceiro, avançou com a arma em punho para atirar na gente. Fui mais rápida. Mirei no peito dele e atirei duas vezes. O corpo pesado caiu para trás no exato segundo em que as portas finalmente se fecharam, nos isolando na caixa de metal subindo.

Respirei fundo, checando o pente da arma. Faltavam poucas balas. O elevador parou no andar do Noah. Saímos correndo pelo hall privativo.

— Vai para o quarto de segurança! — Apontei o caminho para a Gina.

Mas antes que pudéssemos avançar, ouvi um barulho metálico vindo da cozinha. A entrada de serviço. Alguém estava arrombando a porta dos fundos.

— Gina, vai para o quarto. Agora. — Ordenei, mudando minha rota em direção à cozinha.

— Tay, não! Vem comigo! — Ela implorou, os olhos cheios de lágrimas.

— VAI, GEORGINA!

Ela correu pelo corredor principal. Eu chutei a porta da cozinha. Havia três deles. O primeiro já estava com metade do corpo para dentro. O sangue ferveu. A velha Taylor maloqueira, a que brigava por comida e espaço nas ruas, assumiu o controle. Eu não tinha o treinamento militar do Dom, mas eu sabia usar o ambiente.

O primeiro homem apontou a arma. Agarrei uma bandeja pesada de prata que estava no balcão da ilha e arremessei como um disco direto no rosto dele. O metal bateu no nariz dele com um estalo doentio, e ele cambaleou para trás.

O segundo avançou. Peguei a cafeteira de vidro cheia que a Ju tinha feito mais cedo e joguei o líquido fervendo na cara dele. Enquanto ele gritava, atirei no joelho dele, derrubando-o no chão.

Girei para o terceiro, o último que estava na porta. Levantei a arma, mirei no meio do peito dele e apertei o gatilho. Clique. Acabaram as balas.

O mercenário percebeu. Ele sorriu, um sorriso cruel, e avançou. Tentei recuar, mas tropecei no corpo do homem que eu tinha derrubado e caí de costas no chão frio da cozinha. Minhas mãos foram instintivamente para a minha barriga. O homem parou sobre mim, a arma apontada diretamente para a minha cabeça.

— Últimas palavras? — Ele perguntou, frio.

Ergui o queixo, recusando-me a demonstrar medo na frente de um verme daqueles.

— Vai se fuder, otário! — Cuspi as palavras.

Ele riu e engatilhou a arma. Fechei os olhos com força, esperando o impacto. A imagem do rosto do Dom invadiu minha mente. Te amo, grandão... desculpa. Sussurrei mentalmente.

O som do tiro foi ensurdecedor. Mas a dor não veio.

Abri os olhos. O homem à minha frente arregalou os olhos, um buraco vermelho surgindo no meio da testa dele, antes de desabar no chão ao meu lado. Olhei para a porta do corredor. Gayer estava lá, a arma em punho, fumaça saindo do cano.

Passos pesados e apressados ecoaram pelo hall. Gayer me ajudou a levantar rapidamente. Segundos depois, Dominic invadiu a cozinha como um furacão, seguido por Chris, Coletti e Jay.

— Taylor! — Dom gritou, varrendo a cena sangrenta com os olhos antes de focar em mim. — O que aconteceu? Você está bem?

Passei a mão na calça, tentando disfarçar o tremor nas pernas.

— Tudo tranquilo. — Dei de ombros, com o meu melhor deboche. — Só estava lembrando dos velhos tempos de rua.

Mas Dom não achou graça. Ele se aproximou em duas passadas largas e me puxou com força para o peito dele. Senti o corpo do meu grandão tremer debaixo do paletó. Meu sorriso morreu na hora. Ele estava realmente aterrorizado com a ideia de me perder.

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