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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 312

Capítulo 312 — Onde o Mundo Não Cai

Declan Reed

O ar frio da noite cortava meus pulmões, mas não era isso que me sufocava. Era a raiva. Raiva por ter saído daquela casa. Raiva por ter deixado o meu irmão para trás.

Eu andava de um lado para o outro no gramado escuro, os punhos cerrados até as juntas ficarem brancas. Ao meu lado, Atlas estava no mesmo estado, os olhos fixos nas portas duplas de carvalho, o corpo tenso, tremendo de nervoso e adrenalina.

Nós queríamos entrar lá. Queríamos buscar o Noah e arrastá-lo para fora pelos colarinhos se fosse preciso.

Mas algo me prendia ao chão, uma ponta de esperança teimosa. Antes de sair, eu tinha visto. Eu prestei atenção. Noah havia deixado o colete ligeiramente frouxo quando o vestiu. Ele sempre foi o estrategista, a mente que calculava dez passos à frente de qualquer um. Meu irmão de alma daria um jeito de sair lá de dentro vivo. Ele tinha que dar.

Minha mente viajou, buscando âncora nas nossas lembranças. Como a Diva costuma dizer, com aquele sorriso largo: "Vocês dividiram fraldas". E essa era a mais pura verdade. Desde o berçário, por trinta e dois anos, nós nunca nos separamos. Eu, Noah e Atlas. Uma trindade forjada na dor e na lealdade. Não seria hoje que começaríamos a nos despedir. Já tinha sido doído demais ver o Atlas ser levado para aquele presídio. Agora, deixar o Noah lá dentro com o próprio carrasco... era contra a minha natureza.

Alguns agentes federais da unidade do Dom haviam ficado no perímetro. Freeman era um deles, mantendo os olhos atentos no casarão. George, o rato covarde que era, havia saído primeiro que nós e conseguido fugir pela escuridão, mas isso não importava agora. Depois que essa confusão acabasse, nós daríamos cabo daquele cretino.

Foi exatamente um segundo depois desse pensamento que o inferno aconteceu.

O som não foi apenas um estrondo; foi um rugido que fez a terra tremer sob as solas dos meus sapatos. Um clarão engoliu as janelas da mansão, e então, tudo veio abaixo. O teto cedeu, as paredes explodiram para fora, vomitando tijolos, vidro e fogo.

Eu gritei. Um som rasgado e primitivo que rasgou minha garganta. Atlas gritou ao meu lado, o desespero puro em sua voz.

Corri em direção à casa que desabava, mas braços fortes me interceptaram. Freeman me segurou com um golpe de peso, enquanto outro agente agarrava Atlas. A poeira espessa tomou conta do lugar, cobrindo o gramado como uma neblina cinza, com gosto de cinzas e morte. Era o caos absoluto.

— Me solta! — Berrei, lutando contra o aperto do agente.

— Sinto muito, Reed... — Freeman sussurrava no meu ouvido, segurando meus braços para trás enquanto eu me debatia. — Sinto muito, acabou.

— Não acabou! — Rosnei, chutando para trás.

Algo dentro de mim gritava mais alto que a explosão. Meu irmão tinha saído daquele centro de impacto. Ele era o Noah Blake porra!!

Ele sabia o que estava fazendo. Eu sentia isso. Ou talvez eu apenas quisesse acreditar nisso com todas as minhas forças, para não enlouquecer ali mesmo. Não importava de onde vinha a certeza, era no que eu acreditava. Eu não sairia daquela propriedade sem o meu irmão.

Usei toda a minha força bruta e me soltei de Freeman. Ao meu lado, Atlas também conseguiu dar uma cotovelada no agente e se libertar.

Nós dois corremos para os escombros fumegantes, rasgando a cortina de poeira em direção ao que antes era o salão principal. Freeman, percebendo que não conseguiria nos parar, correu conosco, já com o rádio na mão, ligando para os bombeiros que avisaram estar a cinco minutos de distância.

Eu e Atlas não esperamos. Começamos a puxar pedras quentes, vigas quebradas e pedaços de mármore com as próprias mãos. Tossíamos com a fumaça, mas continuávamos gritando pelo Noah a plenos pulmões. Os agentes que ficaram do lado de fora olhavam para nós dois como se fôssemos loucos, mas eu gritei tantos xingamentos que os obriguei a entrar na poeira e ajudar a cavar.

As sirenes rasgaram a noite e os bombeiros chegaram, assumindo a frente e começando a fazer o mesmo que nós, usando equipamentos pesados. O tempo passava, cruel e arrastado. Cada pedra removida que não revelava o Noah era uma facada no meu peito.

Depois do que pareceram horas, mas foram apenas longos minutos, um dos comandantes dos bombeiros se aproximou, balançando a cabeça, o rosto sujo de fuligem.

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