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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 311

Capítulo 311 – O Fim do Pesadelo

Noah Blake

"E a ordem é muito clara, senhores: matem todos."

As palavras do meu pai ecoaram pelo salão de mármore, densas e carregadas com a promessa da morte. O impacto da revelação bateu nos meus amigos como um soco físico. Homens treinados para o perigo, acostumados a agir sob pressão, ficaram atordoados. A imagem de nossas mulheres, das minhas crianças e do meu irmão sendo caçados simultaneamente era um terror paralisante.

Mas nós não tínhamos tempo para o desespero. Eu não tinha esse luxo.

– Vão! Corram até lá! – Gritei, minha voz rompendo o silêncio fúnebre do salão, assumindo o controle da única forma que eu sabia.

Declan sacou o celular do bolso com as mãos trêmulas, discando o número com urgência. Ele colocou no viva-voz. Chamou uma, duas, três vezes. Caixa postal.

– Ele não atende! O Gayer não atende a porra do telefone! – meu amigo praguejou, chutando o ar, o pânico tomando conta.

Do outro lado, Snake estava com o celular colado no rosto. Santino atendeu no primeiro toque.

– Senhor?

– Santino, escuta bem. Tem mercenários a caminho do hospital. Proteja o andar do José. Estou chegando. – Snake não esperou resposta. Ele guardou o aparelho e olhou para mim. Os olhos do Predador estavam cheios de um conflito doloroso por ter que me deixar ali.

– Vai lá, Juan. – Falei firme, olhando no fundo dos olhos dele. – Salva a sua família.

Snake respirou fundo, o maxilar travado.

– A nossa. – Ele corrigiu, e sem olhar para trás, saiu correndo em direção às portas.

Atlas se virou para Dom e Chris, que ainda hesitavam.

– Podem ir vocês dois. – Atlas falou, a voz rasgada e ofegante, mas cheia de determinação. – Eu confio a vida da Sammy e da Athena ao Snake. Ele vai proteger o hospital. Mas eu não saio daqui sem o Noah.

Chris e Dom se entreolharam, divididos entre o dever de salvar a própria casa e a lealdade de não me deixar para morrer.

– Por favor. – Supliquei, olhando para os dois. – Salvem a minha mulher. Salvem os meus filhos e o meu irmão. Vão!

Dom apertou o ombro de Chris e os dois assentiram. Eles correram para fora do salão, rumo ao prédio.

No salão principal, ficaram apenas Noel, George, Natanael, Marcela, Declan, Atlas e eu, ainda preso ao colete explosivo.

Noel revirou os olhos, irritado com a presença dos meus amigos.

– Eu quero todos fora daqui. A conversa agora é estritamente em família. – Meu pai ameaçou, o dedo pairando sobre o detonador. – Saiam, ou eu aperto agora mesmo.

George, fiel à sua natureza covarde, foi o primeiro a recuar para as sombras e correr para fora sem questionar. Natanael olhou para a filha, suando frio.

– Vá embora, Marcela. Sai daqui!

– Não! Eu não vou deixar o senhor! – Ela chorou, agarrando o paletó do pai.

Declan e Atlas deram um passo à frente, recusando-se a me abandonar, mas eu os encarei com uma frieza que não deixava margem para discussão.

– Saiam. Agora. Não deixem que ele aperte esse botão. – Ordenei. Eles recuaram, passo a passo, a contragosto, saindo do campo de visão imediato do meu pai, mas eu sabia que não iriam muito longe.

Noel abriu os braços, sorrindo como se estivesse no palco de um teatro.

– Finalmente, a família reunida. – Ele zombou, destilando seu veneno, caminhando lentamente na minha direção. – Olhe para você, Noah. Vestindo uma bomba por pessoas que nem têm o seu sangue. Sempre foi fraco. Sempre foi um bebê chorão.

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