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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 309

Capítulo 309 — A Última Oferta

Noah Blake

A visão do Atlas me paralisou. Meu amigo, sempre impecável e seguro de si, agora tinha o rosto coberto de hematomas, o lábio rasgado e os olhos arregalados, carregados de um terror cru. Mas não era o sangue que me impedia de respirar; era o colete grosso e pesado atado ao peito dele. Uma luz vermelha piscava ritmicamente, acompanhada de um bipe baixo que soava como uma contagem regressiva para o inferno.

Uma bomba.

— Chega dessa porra! — A voz do Snake explodiu do mezanino.

O latino desceu as escadas pesadamente, os olhos injetados de ódio, a arma perfeitamente alinhada com a cabeça do meu pai. Ele estava no limite, pronto para acabar com aquele teatro doente com uma única bala.

— Eu vou estourar a cabeça desse cretino agora! — Snake rosnou, o dedo apertando o gatilho.

— Para, Juan! — Chris gritou, avançando e segurando o braço de Snake com as duas mãos, puxando-o para baixo. — Olha pra mão dele!

Noel nem sequer piscou diante da ameaça. A arrogância exalava de cada poro do seu corpo enquanto ele erguia a mão livre. Entre os dedos, ele segurava dois pequenos dispositivos negros.

— Sempre tão esquentadinho, Rivera. — Noel zombou, ajeitando a gravata com a outra mão. — Se você atirar, o meu coração para. E se o meu coração parar... as três bombas explodem automaticamente.

O silêncio no salão ficou insuportável.

— Três? — Dom questionou, saindo de trás da pilastra, a voz vacilando ao captar a matemática macabra do meu pai. — Como assim, três?

O sorriso do "Drácula" se alargou, mostrando os dentes como um predador que finalmente encurralou a presa.

— Uma linda e pesada atada ao peito do nosso querido Atlas, bem aqui. — Noel apontou com o queixo. — Outra devidamente instalada na estrutura daquele prédio de luxo maravilhoso, onde as vagabundas de vocês acham que estão seguras. E a última... no hospital. Bem perto da maravilhosa suíte hospitalar onde o… — Meu pai fez uma pausa irônica. — Como vocês o chamam mesmo? — Ele não esperou a resposta. — Hermanito! Isso mesmo, Hermanito, junto da garotinha Athena e da vagabunda grávida do Wilson.

Foi um surto generalizado. Chris praguejou chutando uma cadeira antiga, Dom levou as mãos à cabeça, pálido como um fantasma, e eu senti o chão sumir sob os meus pés. Juliet. Meus filhos. Meu irmão. Taylor. Dona Marina… Todos que eu amava estavam com um alvo no peito. Nossa família estava correndo perigo.

— Vocês realmente acharam que conseguiriam me pegar? — Noel riu, uma gargalhada seca e perversa que ecoou no mármore. — Achavam que eram os caçadores? Vocês são patéticos.

— Eu tenho homens naquele hospital, seu filho da puta! — Snake gritou, a veia do pescoço pulsando de fúria. — Eu ligo agora e mando tirarem meu garoto e sua família de lá!

Noel levantou os dispositivos na altura do rosto, o polegar pairando milímetros acima do botão principal.

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