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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 297

Capítulo 297 — Do Lado de Fora do Vidro

Athena Wilson

As palavras de Esther caíram sobre nós como chumbo derretido. Risco de morte iminente.

— Explique. — A voz do Snake saiu rouca, quase um rosnado contido. — Se a cirurgia foi um sucesso, por que ele ainda corre risco?

Esther suspirou, cruzando os braços sobre o jaleco. Ela parecia exausta, mas mantinha o profissionalismo firme.

— A cirurgia reparou os danos físicos, Juan. Costuramos o pulmão, a artéria e o abdômen. Mas o corpo dele sofreu um trauma massivo. — Ela olhou para o José através do vidro da UTI. — Foram três disparos à queima-roupa. E, pior do que isso, houve a demora no atendimento. O tempo que ele ficou sangrando naquele corredor... o choque hipovolêmico foi severo. Os órgãos dele estão lutando para não entrarem em falência.

Senti minhas pernas fraquejarem e Snake me amparou pelos ombros.

— O que isso significa na prática? — Perguntei, a voz trêmula. — Ele vai acordar?

Esther me encarou com honestidade brutal.

— Não sabemos, Athena. Ele está em coma induzido para poupar energia. Pode ser que ele acorde daqui a algumas horas... pode ser amanhã... ou pode levar dias. O corpo dele precisa reagir. Se tentarmos transferi-lo agora, a oscilação de pressão pode matá-lo na hora. Por isso ele fica aqui.

O silêncio que se seguiu foi sufocante.

Dominic, que havia chegado no meio da conversa e se manteve calado, encostado na parede ouvindo tudo, desencostou e tocou o ombro do Snake.

— Snake... — Dom chamou baixo. — Precisamos conversar. Agora. Temos que coordenar os próximos passos da caçada. O Noel não vai esperar o José acordar.

Snake olhou para o filho deitado. Eu via a batalha interna dele: o pai que queria ficar e segurar a mão do seu garoto, e o predador que precisava sair para matar quem fez aquilo. O predador venceu, por necessidade.

— Eu volto logo. — Snake prometeu, olhando para o vidro uma última vez antes de seguir Dominic pelo corredor.

— Athena... — Esther tocou meu braço gentilmente. — Você devia ir para casa. Tomar um banho, comer algo. Nós vamos ficar aqui. E a Mia está chegando.

Neguei com a cabeça imediatamente.

— Não. Eu não vou a lugar nenhum.

— Você precisa descansar, somente há alguns dias você... — Elijah começou, mas o interrompi.

— Eu disse não! — Minha voz subiu um tom, desesperada. — E se ele acordar? E se ele abrir os olhos e estiver sozinho naquele quarto frio? Eu não vou deixar ele pensar que eu o abandonei, Elijah. Não vou.

Minha cunhada apareceu no corredor, amparada pelo meu irmão. Ela estava pálida, com a mão na barriga. O estresse estava cobrando o preço. Elijah foi ao encontro deles e disse num tom médico que não aceitava recusa.

— Sammy, você precisa ir para casa. Pelo bebê. Você está entrando em e****a.

— Eu preciso ver ele... — Sammy chorou. — Só um pouco.

Elijah olhou para Esther, que assentiu.

— Rápido. Só você e o Atlas.

Vi meu irmão e minha cunhada entrarem no box. Fiquei do lado de fora, assistindo pelo vidro. Vi Sammy chorar sobre a mão do irmão, vi Atlas, o homem de ferro, beijar a testa do cunhado que ele jurou odiar um dia.

— Athena, pense sobre ir com Atlas e Sammy. — Esther disse.

— Não vou. Já disse! — Falei, ríspida.

Noah, que havia chegado junto com Atlas e Sammy, apertou meu ombro com carinho.

— Ele não te deixou. — Noah comentou, a voz suave e cheia de memória. — Quando era você, na cama do hospital... José se recusou a ir para o presídio até que você acordasse.

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