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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 296

Capítulo 296 — Por um Fio

Athena Wilson

O dia deveria ter terminado com champanhe, risadas e o abraço apertado de um homem livre. Deveria ter terminado em festa. Em vez disso, terminou com o som monótono e aterrorizante de um bip cardíaco.

Fiquei parada ao lado da cama, observando o peito dele subir e descer com a ajuda dos aparelhos. Era difícil conciliar a imagem do José forte, invencível e debochado que saiu daquele presídio horas atrás, com esse homem pálido e imóvel cheio de tubos. Minha mente insistia em voltar para o momento do tiro. O jeito como ele me olhou... não com medo, mas com aceitação. Ele tinha se despedido. Ele tinha aceitado que aquele asfalto frio seria o fim dele. "Te amo pra sempre... minha princesa..." Aquelas palavras ainda ecoavam na minha cabeça, misturadas ao som dos disparos. Mas ele estava errado. Não foi o fim. Ele lutou. Ele voltou para mim.

Esther verificou o soro uma última vez e nos deu um aceno breve, saindo do quarto para nos dar privacidade. Ficamos apenas eu, Snake e o som da vida do José pendurada por fios.

Snake estava do outro lado da cama. A postura dele, sempre tão imponente, parecia curvada pelo peso da quase perda. Ele acariciou o cabelo do José com uma ternura que poucos imaginariam que o chefe de um cartel possuía.

— Ele é teimoso. — Snake murmurou, um sorriso triste nos lábios. — Se fosse meu filho de verdade, eu diria que puxou pra mim.

Sorri fraco, segurando a mão gelada do meu namorado.

— Gina sempre diz que pai é aquele que dá amor. — Falei, mantendo os olhos em José. — Acho que esse amor, que os une como pai e filho, é o que faz vocês se parecerem tanto. Não só na teimosia... — Suspirei e olhei para o Snake. — Mas na lealdade, Senhor Juan. Obrigada por ser leal a ele e por ensiná-lo a ser também.

Snake me olhou, os olhos escuros brilhando com gratidão e uma emoção crua. Ele suspirou e tentou mudar o clima, forçando aquele tom fanfarrão que agora sei que José também tinha aprendido com ele.

— Quando ele acordar e sair daqui... — Snake disse, gesticulando. — Vocês precisam sumir um pouco. Escolha um lugar, niña. Qualquer lugar do mundo. Eu pago. Que tal a Grécia? Nada mais justo para uma deusa como você, Athena.

Soltei uma risada baixa, enxugando uma lágrima que escapou.

— A Grécia parece ótima. — Concordei, olhando para o rosto sereno do José. — Mas honestamente, Juan... eu não me importo com o lugar. Pode ser a Grécia, pode ser Paris, ou pode ser aquele apartamento minúsculo dele no Brooklyn. Desde que seja com ele... qualquer lugar é o paraíso.

Snake assentiu, emocionado.

A porta se abriu suavemente e Elijah entrou. O rosto dele estava sério, profissional, mas com aquele toque de carinho de quem me viu crescer.

— Athena, Juan... — Ele chamou baixo. — Sinto muito, mas vocês precisam sair. O sistema imunológico dele está muito frágil. Não podemos correr o risco de uma infecção agora. Ele precisa de isolamento total.

Senti meu coração apertar. Sair dali parecia abandoná-lo. Olhei para o Elijah, depois para o Snake.

— Posso ficar sozinha com ele? — Pedi, a voz embargada. — Só por dois minutos. Por favor. Preciso dizer algo para ele.

Snake assentiu imediatamente. Elijah concordou com a cabeça e segurou a porta. Antes de sair, Snake se inclinou sobre o José. Ele beijou a testa do filho, demoradamente, e sussurrou:

— Descansa, mi hijo. Papá está aqui fora, cuidando de tudo. Te vejo em breve.

Aquela despedida, tão cheia de amor e certeza, fez minhas lágrimas voltarem com força. Snake saiu, seguido por Elijah, me deixando a sós com o meu amor.

Aproximei-me do ouvido dele, ignorando o cheiro de antisséptico, focando apenas no cheiro dele que ainda estava ali, escondido sob as camadas de hospital.

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