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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 285

Capítulo 285 — O Santuário Violado

Noah Blake

O trajeto do hospital até o meu condomínio foi um borrão de luzes vermelhas e velocidade excessiva. Minhas mãos apertavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. A raiva pulsava nas minhas têmporas, quente e perigosa.

Por anos, eu fui o sobrinho passivo. O garoto que abaixava a cabeça para as maquinações dele, confundindo tudo isso com cuidado, quando, na verdade, hoje vejo que era apenas ele me manipulando esse tempo todo. Mas aquele garoto morreu. Hoje consigo enxergar quem ele realmente é e qual foi a sua intenção nesses anos todos. E, neste momento, ele cometeu o maior erro da sua vida. Invadir a minha casa como se fosse o dono? Sentar no meu sofá e ameaçar a paz da minha mulher e dos meus filhos?

Joguei o carro na entrada da garagem, ignorando o porteiro que já abria o portão apressado, e subi direto para a cobertura. O elevador privativo parecia lento demais. Cada andar que passava aumentava a minha fúria. Quando as portas de aço escovado finalmente se abriram, a cena que encontrei fez meu sangue gelar e ferver ao mesmo tempo.

A minha sala de estar, o lugar onde minha filha brincava e onde eu relaxava com minha esposa, estava contaminada. Natanael estava sentado no meu sofá de couro italiano, com as pernas cruzadas e um copo do meu melhor uísque na mão. Ele parecia o rei do mundo. Confortável. Arrogante. Como se aquele apartamento fosse dele.

Ao redor dele, o clima era tenso. Gayer, meu chefe de segurança, estava de pé com a mão no coldre, acompanhado por mais dois seguranças armados. Eles não tiravam os olhos do invasor.

Assim que me viu, Natanael abriu um sorriso cínico e se levantou, abrindo os braços.

— Noah, meu sobrinho... finalmente. Estava admirando sua vista.

Ignorei a existência dele. Passei direto por ele como se fosse um móvel indesejado e parei na frente do Gayer.

— Onde eles estão? — Perguntei, minha voz baixa e letal.

— No quarto do Norton, Senhor. — Gayer respondeu prontamente. — A senhora Juliet trancou a porta por dentro como orientei.

Assenti, soltando o ar que eu nem sabia que estava prendendo.

— Mantenha os olhos nele, Gayer. — Ordenei, apontando o queixo para o Natanael sem olhar para ele. — Se ele se mexer, atire no joelho. Eu vou ver minha família.

— Noah, isso é jeito de tratar seu tio? — Natanael questionou, a voz endurecendo. — Eu vim aqui conversar sobre o futuro da nossa...

Girei nos calcanhares, fechando a distância entre nós em dois passos largos. Fiquei cara a cara com ele, invadindo o espaço pessoal dele com uma agressividade que o fez recuar um passo, surpreso.

— Cale a boca. — Rosnei. — Você não tem direitos aqui, Natanael. Essa não é sua empresa. Essa não é sua cobertura. Essa é a minha casa.

— Eu sou seu sangue... — Ele tentou argumentar, a máscara de cordialidade caindo.

— Você é um parasita. — Cortei, ríspido. — E se você me provocar mais uma vez, eu nem vou ouvir o que você tem a dizer. Eu pego esse telefone agora e ligo para o Dominic Costello. Ele tem provas suficientes para te colocar numa cela federal pelo resto da sua vida miserável.

Natanael empalideceu levemente. Ele sabia do risco. Ele sabia que o jogo tinha virado.

— Fique quieto e não saia dessa sala. — Avisei, dando as costas para ele.

Caminhei pelo corredor até o quarto do Norton. A porta estava trancada. Bati o código de segurança na maçaneta digital. Assim que entrei, o clima mudou. O ar estava pesado, mas era seguro. Ju estava sentada na cama, com o Norton encolhido ao lado dela. Heitor lia um dos seus gibis para o tio na tentativa de acalmá-lo. Laurinha estava no tapete brincando com bonecas, alheia ao perigo, mas assim que me viu, correu para mim.

— Papai!

Peguei minha filha no colo, abraçando-a com força, cheirando os cabelos dela para me acalmar. Olhei para a Ju. Ela estava pálida, mas composta.

— Vocês estão bem? — Perguntei, beijando a testa da minha mulher.

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