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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 280

Capítulo 280 — A Sombra da Morte

Athena Wilson

Eu deixei meu coração para trás, preso atrás daquelas grades de ferro e concreto. Enquanto o carro do Dominic se afastava do presídio, eu olhava pela janela, mas não via a paisagem. Eu via o rosto do José. Machucado, sujo de sangue, mas sorrindo para mim com aquela promessa silenciosa de que ficaria bem. E via o Atlas, meu irmão, o homem que sempre foi minha rocha, escolhendo ficar no inferno para não abandonar o irmão.

“Irmão…”

Como desejei que Atlas olhasse para José dessa forma, como um amigo, um irmão. Como alguém que merecia estar entre nós. Mas meu peito doía, pesava mais do que a gravidade. Porque eu estava aqui, segura… e os homens da minha vida. Presos naquele inferno.

Mas a segurança era uma ilusão. Num segundo, estávamos conversando. No outro, o mundo girou. Pneus cantando. Tiros. Vidros estourando. Dominic gritando ordens. Taylor, com a ferocidade de uma leoa, saindo do carro para lutar.

E então, o pesadelo se materializou. A porta ao meu lado foi aberta. Mãos brutas me puxaram para fora. O cano frio de uma arma pressionado contra a minha têmpora. O cheiro de suor, sangue e maldade do homem que me usava como escudo.

Eu vi a Taylor. Ela estava lá, armada, linda e corajosa, enfrentando o monstro por mim. O som do disparo foi o fim do mundo. Eu vi o corpo dela girar. Vi o sangue explodir no ombro dela. Vi ela cair.

— TAYLOR!! — Gritei, minha garganta rasgando com a dor.

Dominic, que até então era uma máquina de matar focada em me salvar, travou. Por um milésimo de segundo, os olhos dele saíram de mim e foram para a mulher que ele amava, caída no asfalto. Foi a brecha que o monstro precisava.

— Vamos, vadia!

O homem me puxou com violência, aproveitando o caos e a fumaça. Ele não me soltou. Ele me arrastou para longe do carro, para longe do Dominic, para longe da única proteção que eu tinha. Eu tentei lutar. Tentei fincar os pés no chão, arranhei o braço dele, mas ele era forte demais. E estava desesperado.

— Cala a boca e anda! — Ele me deu uma coronhada nas costas que me fez perder o ar.

Fui arrastada para um beco lateral, longe da rua principal onde o tiroteio acontecia. Eu chorava, tropeçando nos meus próprios pés. Minha visão estava turva pelas lágrimas e pelo pânico. Passamos por algumas pessoas na calçada. Dois homens viram a arma, viram meu rosto aterrorizado... e baixaram a cabeça, apressando o passo. Ninguém ia ajudar. Eu estava sozinha.

A dor física começou a me atingir. Não só os hematomas de ser arrastada, mas uma dor interna, profunda e conhecida. Meu abdômen, logo abaixo das costelas direitas, começou a queimar. Meu fígado, já debilitado pela doença crônica e pelo recente colapso por falta de remédios, estava gritando sob a descarga de adrenalina tóxica.

O homem me empurrou contra uma parede de tijolos suja, num local isolado entre dois galpões. Ele estava ofegante, sangrando de um tiro de raspão no pescoço, e parecia insano.

— A ordem era te levar... — Ele murmurou, olhando para os lados, paranoico. — Mas se não der pra levar... eu mato aqui mesmo. O recado vai ser dado do mesmo jeito.

Ele levantou a arma, tremendo. Fechei os olhos. Pensei no Atlas. Meu irmão querido. Pensei no José. No toque dele, no cheiro dele, no nosso momento no trailer.

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