Capítulo 278 — A Caçada
Dominic Costello
Eu olhei para Atlas e José uma última vez. A teimosia daqueles dois era a ruína e a salvação deles.
— Vocês têm cinco minutos. — Avisei, minha voz soando mais cansada do que eu gostaria. — Depois, Coletti leva vocês de volta para o pavilhão.
Dei as costas para dar privacidade às despedidas e caminhei até o Agente Coletti, que organizava os papéis na mesa.
— Coletti. — Chamei baixo. — Esqueça a soltura. O Wilson fica.
Coletti me olhou confuso.
— Ok, mas tem certeza disso, chefe?
— Sim. — falei, sério. — Ele vai ficar como suporte do Alves. Quero que você altere a papelada agora. Coloque o Atlas na mesma operação do José. Classifique-o como ativo de inteligência federal. Quero proteção máxima para os dois. Se alguém espirrar perto deles, eu quero saber.
— Entendido, Diretor. — Coletti assentiu, pegando o telefone. — Vou formalizar isso com a agência.
— Ótimo. Eu vou levar as meninas. Cuide dos meus homens.
Saí da sala de visitas carregando um peso no peito que não diminuía. Sammy e Athena vieram logo atrás, os olhos vermelhos de choro, mas de cabeça erguida. Elas eram fortes. Tinham que ser.
Caminhamos até o estacionamento externo. O sol da tarde batia no asfalto quente. Encostada no meu SUV preto blindado, Taylor nos esperava. Ela roía a unha do polegar, um sinal claro de nervosismo, mas assim que nos viu, compôs a postura. Eu tinha tentado fazê-la ficar em casa, mas Taylor não aceitava "não" como resposta, especialmente depois que contei sobre a ameaça do Noel contra a Athena.
— E aí? — Taylor perguntou assim que me aproximei, abraçando a Sammy e a Athena rapidamente.
— Atlas decidiu ficar. — Contei, abrindo a porta traseira para as meninas. — Ele não quis deixar o José sozinho.
Taylor parou por um segundo, absorvendo a informação.
— Idiota. — Ela murmurou, mas havia um sorriso orgulhoso nos lábios. — Idiota leal.
Entramos no carro. Taylor foi no banco do carona, ao meu lado. Sammy e Athena foram atrás. Arranquei com o carro, saindo do complexo penitenciário e pegando a estrada principal em direção a Manhattan.
O silêncio no carro era denso. Pelo retrovisor, vi Sammy segurando a mão da Athena. Elas conversavam baixinho sobre a teimosia dos namorados, tentando normalizar o absurdo.
Dirigi por alguns quilômetros, minha mente trabalhando em como proteger todo mundo. Foi quando notei. Dois sedans pretos, modelos antigos, mantendo uma distância constante atrás de nós. Mudei de faixa. Eles mudaram. Acelerei um pouco. Eles aceleraram.
Meu instinto policial gritou.
Taylor, que estava mexendo no rádio, parou a mão no ar. Ela olhou para o meu rosto, viu a tensão na minha mandíbula e, lentamente, olhou para o retrovisor lateral. Ela não perguntou "o que foi?". Ela sabia.
— Meninas. — Minha voz saiu calma, mas com autoridade. — Cintos de segurança. Agora.
— O que houve, Dom? — Athena perguntou, sentindo a mudança no ar.
— Temos companhia. — Taylor respondeu por mim, a voz firme. — Dois carros.
Pisei fundo no acelerador. O motor do SUV rugiu. Os carros de trás não disfarçaram mais. Eles aceleraram, cortando o trânsito para nos alcançar.
— Taylor, liga para o Chris. Viva-voz. — Ordenei, costurando entre dois caminhões.
Ela discou imediatamente.

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