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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 275

Capítulo 275 — Liberdade Pela Metade

José Alves

Eu estava quebrado. Literalmente. Sentia o gosto metálico de sangue na boca, minha costela direita latejava como se tivesse um martelo batendo nela, e os nós dos meus dedos estavam em carne viva. A briga no pátio tinha cobrado seu preço. Mas, estranhamente, nenhuma dor importava agora. Porque a cada passo que eu dava em direção àquele trailer, a imagem dela queimava na minha mente como um bálsamo.

Minha Princesa.

Miller parou na frente da porta de metal branco. Ele me olhou de cima a baixo, vendo o estado do meu uniforme.

— Você tem uma hora, Alves. — Ele avisou, com aquele tom neutro de quem já viu de tudo. — Aproveite.

Ele abriu a porta. Respirei fundo, ignorando a dor aguda no peito, e entrei. O ar condicionado gelado bateu no meu rosto suado. A porta se fechou atrás de mim com um clique seco.

E lá estava ela. Athena. Ela estava sentada na beirada da cama, as mãos apertadas no colo, usando um vestido azul claro que a fazia parecer um anjo perdido no inferno. Quando me viu, ela congelou. Os olhos dela varreram meu corpo, parando no corte profundo na minha sobrancelha e nas manchas de sangue na minha camiseta branca.

Ela se levantou devagar, como se tivesse medo de que eu quebrasse se ela fizesse um movimento brusco. Ela não correu. Ela ficou parada, o choque estampado no rosto delicado.

Eu não aguentei. A necessidade de tocá-la era maior que a gravidade.

— Oi, minha Princesa... — Minha voz saiu rouca, arranhada.

Athena piscou, saindo do transe. Ela suspirou, um som trêmulo, e se virou para a bolsa que estava na mesa.

— A Sammy me disse para trazermos um kit de primeiros socorros. — Ela comentou, a voz falhando um pouco enquanto pegava gaze e antisséptico. — Parece que ela já sabia exatamente como iríamos encontrar vocês.

Ela deu um passo para o lado, indicando a cama com a cabeça.

— Vem. Senta.

Caminhei até ela. Mas eu não sentei. Parei na frente dela, invadindo seu espaço pessoal. Levantei minha mão machucada e toquei o rosto dela com a ponta dos dedos, sentindo a pele macia e quente. Ela fechou os olhos ao meu toque, inclinando a cabeça na minha mão. Aproximei meu rosto do dela, roçando nossos narizes.

— Hola, mi amor. — Sussurrei contra os lábios dela. — Estava morrendo de saudades.

Athena colou a testa na minha. Senti a umidade antes de ouvir o soluço. As lágrimas escorreram pelo rosto dela, molhando meus dedos. Meu coração apertou mais do que qualquer soco que levei lá fora.

— José... — Ela choramingou. — Olha pra você...

— Shh... eu tô bem. — Garanti, beijando as lágrimas dela. — Vaso ruim não quebra, lembra?

Ela me empurrou levemente pelos ombros para que eu sentasse na cama. Obedeci. Com mãos ágeis e delicadas, ela começou a limpar os cortes no meu rosto. O ardor do álcool era irrelevante perto do toque dela.

— Como você está? — Perguntei, segurando a cintura dela enquanto ela cuidava de mim. — E a saúde? Os remédios?

— Estou bem. — Ela garantiu, concentrada em colocar um curativo na minha testa. — O David foi preso, José. O Dom me contou. Os papéis para soltar o Atlas já estão sendo redigidos.

Forcei um sorriso.

— Isso é ótimo, cariño. O Atlas merece sair desse buraco.

Desviei o olhar. Eu sabia que a minha situação era diferente. O acordo com os federais exigia informações sobre a operação do Jamaica aqui dentro, e eu ainda não as tinha. O cara que eu soquei até quase a morte no meu primeiro dia aqui ainda estava em estado crítico na enfermaria; Dom conseguiu o melhor cirurgião, mas mesmo assim o cretino ainda estava ruim. Eu ia ficar. Mas não podia dizer isso a ela agora. Não podia estragar esse momento.

Athena percebeu meu silêncio. Ela terminou o curativo e segurou meu rosto com as duas mãos, me obrigando a olhá-la.

— Ei... — Ela sussurrou.

Não deixei ela terminar. A puxei para o meu colo num movimento rápido. Ela soltou um gritinho de surpresa, as pernas envolvendo minha cintura. Enterrei minhas mãos no cabelo dela e a beijei. Não foi um beijo doce. Foi um beijo de posse. De fome. De um homem que viu a morte de perto há alguns dias e precisava se sentir vivo.

— José... — Ela gemeu na minha boca.

— Eu preciso de você, Athena. — Rosnei, descendo os beijos para o pescoço dela. — Agora.

Não houve hesitação. Apenas urgência. Tirei o vestido dela com pressa, minhas mãos ásperas contrastando com a pele de seda dela. Quando ela ficou nua no meu colo, a visão foi a coisa mais linda que já vi. Ela tocou meu peito nu, traçando os hematomas recentes com os dedos, e depois desceu a mão para o meu zíper.

— Eu te amo. — Ela disse, os olhos brilhando com uma intensidade feroz.

Aquilo foi o gatilho. Liberei meu membro, duro como pedra, e a levantei um pouco. Ela desceu sobre mim, me engolindo inteiro de uma vez só. Gemi alto, jogando a cabeça para trás. A sensação de tê-la me apertando, me aceitando, era avassaladora.

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