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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 274

Capítulo 274 — O Santuário

Atlas Wilson

Caminhar pelo pátio de terra batida em direção à área isolada onde ficavam os trailers parecia uma maratona. Meu corpo doía. Minhas costelas gritavam a cada passo e o gosto de sangue ainda estava na minha boca. Mas nada disso importava. Porque a cada passo, eu sentia o perfume imaginário dela no ar. O cheiro que estava guardado na minha memória.

Spencer caminhava ao meu lado, em silêncio respeitoso. Ele sabia o que tínhamos acabado de passar. Ele parou diante de um trailer branco, simples, estacionado longe dos olhares curiosos das torres de vigilância.

— Você tem uma hora, Wilson. — Spencer avisou, destrancando a porta. — Aproveite.

Ele abriu a porta e se afastou. Respirei fundo, tentando limpar a raiva e a adrenalina do jogo sujo, e entrei. O interior era pequeno, com uma cama de casal encostada na parede, uma mesa pequena e uma janela com cortinas fechadas. O ar-condicionado zumbia baixo.

E lá estava ela. Samantha. Minha Sammy. Ela estava de costas, mexendo nervosamente na alça da bolsa sobre a mesa. Quando ouviu a porta fechar, ela se virou num solavanco. O sorriso que ela preparou morreu instantaneamente. Os olhos dela, aqueles olhos que eram meu norte, se arregalaram de horror e se encheram de lágrimas em segundos.

— Meu Deus... Atlas! — O grito dela saiu estrangulado.

Ela correu até mim, as mãos trêmulas pairando sobre o meu rosto, sem saber onde tocar para não machucar.

— O que fizeram com você? — Ela soluçou, tocando de leve no corte na minha boca. — Você está sangrando... seu lábio... oh, Deus...

O desespero na voz dela foi como uma facada no meu peito. Eu queria ser forte para ela, queria ser o herói intocável, mas ali, diante da mulher que carregava meu filho, eu desmoronei.

— Shh... ei, ei... — Segurei as mãos dela, beijando as palmas freneticamente. — Eu tô bem, amor. Eu tô bem. É só superficial.

— Superficial? Atlas, você parece que foi atropelado! — Ela chorou, tentando se soltar para pegar algo na bolsa. — Eu trouxe antisséptico, curativos... senta ali, deixa eu limpar isso… eu sabia… não queria acreditar mas sabia que encontraria vocês machucados.

Ela tentou me puxar para a cadeira, o instinto de cuidadora falando mais alto. Mas eu não precisava de uma enfermeira. Eu precisava da minha mulher. Eu precisava sentir que estava vivo, e a única forma de fazer isso era através dela.

— Não. — Falei rouco, puxando-a para mim.

— Atlas, por favor, pode infeccionar...

— Eu não quero curativos, querida. — Envolvi a cintura dela com meus braços, ignorando a dor nas costelas, e colei nossos corpos. — Eu quero você, amor. Só você.

Antes que ela pudesse protestar, tomei a boca dela. Não foi um beijo calmo. Foi um beijo de sobrevivência. Foi a colisão de dois mundos, o inferno onde eu estava e o paraíso que ela representava. Minha língua invadiu a boca dela com urgência, buscando o gosto dela, a umidade, a vida.

Sammy gemeu contra meus lábios, as mãos dela subindo para os meus ombros, os dedos se embrenhando no meu cabelo sujo de poeira. Ela parou de lutar contra a necessidade e se entregou. Fui guiando-a até a cama, sem quebrar o beijo, tropeçando nos próprios pés.

— Atlas... — Ela sussurrou quando nos separamos por um milímetro para respirar. — Você está machucado...

— A única coisa que dói... — Sussurrei de volta, descendo os beijos para o pescoço dela, sentindo o pulso acelerado sob a pele macia. — É não estar dentro de você agora.

Ela estremeceu. Com mãos ávidas, mas trêmulas, comecei a despi-la. O vestido leve caiu no chão. O sutiã foi logo em seguida. Quando ela ficou nua diante de mim, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia grades, não havia os caras do Jamaica, não havia Drácula. Havia apenas Samantha.

Meus olhos desceram para a barriga dela. Redonda, linda, carregando a promessa do nosso futuro. Caí de joelhos diante dela. Sammy arfou, segurando minha cabeça. Beijei o ventre dela com uma devoção sagrada. Venerando cada centímetro de pele esticada, cada estria invisível, cada curva.

— Minha vida inteira está aqui. — Murmurei contra a pele dela. — Vocês são tudo o que importa.

— Atlas... — A voz dela falhou, cheia de desejo e emoção.

Minhas mãos desceram para as coxas dela, afastando-as. O cheiro dela... doce, feminino, excitante... invadiu minhas narinas, apagando o cheiro de sangue e medo do presídio. Eu a provei. Minha língua traçou o caminho do prazer, lenta e torturante no início, depois faminta e intensa. Sammy jogou a cabeça para trás, as mãos agarrando meus cabelos com força, gemendo meu nome como uma prece.

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