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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 272

Capítulo 272 — Jogo Sujo

Atlas Wilson

Eu contava os segundos. Não os dias, nem as horas. Os segundos. A cada batida do meu coração, eu sabia que estava um segundo mais perto de ver a Sammy.

Acordei com uma sensação diferente no peito. A grade fria e o cheiro de mofo da cela pareciam menos sufocantes hoje. Miller, o guarda que estava na folha de pagamento do Snake, tinha passado na nossa cela na noite anterior, durante a contagem, e sussurrado as boas novas: "Pegaram o David. O Diretor Costello já está processando a papelada de vocês. Está acabando."

Aquilo foi como oxigênio puro. Mas Miller também trouxe um recado do Dom para o José: "Você precisa de algo concreto para entregar aos federais antes de sair. Feche o cerco." José, claro, levou aquilo como um desafio pessoal. Ele não sairia daqui apenas como um homem livre; ele sairia como um herói da operação.

— Vamos, Bela Adormecida. — A voz do José me tirou dos pensamentos. — Hora do pátio. E, mais importante... hora de limpar o terreno para as visitas.

Saímos para o pátio principal. O sol de fim de manhã estava forte, iluminando o concreto cinza e os grupos segregados de detentos. Caminhamos até as arquibancadas de cimento. Scar estava lá, sentado como um rei em seu trono, cercado por seus homens. Ele acenou para nós com respeito. Ao nosso redor, o "time" estava reunido: Jack, Gigante e Fumaça.

— E aí, garanhões? — Jack riu, dando um soco leve no meu braço. — Ouvi dizer que hoje o trailer vai balançar, hein?

— O Diretor novo é parça mesmo. — Gigante comentou, mastigando um palito. — Liberou visita íntima em plena segunda-feira? Isso é VIP, irmão.

— Só cuidado pra não infartar, Atlas. — Fumaça provocou, rindo. — Com essa cara de desespero, parece que tá na seca há anos. Vai com calma ou a visita acaba em dois minutos.

Rimos, o clima descontraído mascarando a tensão constante daquele lugar. Eu estava ansioso. Minha mente só conseguia projetar a imagem da Sammy, o cheiro dela, o toque da pele dela...

— Ei! — José me deu uma cotovelada. — Foca aqui. Se ficar com essa cara de apaixonado, vão te comer vivo antes da Sammy chegar.

Abri a boca para responder, mas o ar foi expulso dos meus pulmões. Uma bola de basquete pesada bateu com força nas minhas costas, bem na altura dos rins. O impacto me fez dar um passo à frente, quase caindo.

A dor aguda irradiou pela minha coluna. O riso na arquibancada morreu instantaneamente. Virei-me devagar, a raiva substituindo a saudade.

No centro da quadra, Malik sorria, girando outra bola no dedo. Reconheci o cara ao lado dele. José me contou sobre ele ontem: era o Akin, braço direito do Malik, um sujeito enorme com cicatrizes no rosto e um olhar de psicopata.

José não esperou. Ele desceu os degraus da arquibancada como um raio, o peito estufado.

— Perdeu a noção do perigo, Malik? — José rosnou, parando a dois metros dele.

Desci logo atrás, parando ao lado do meu cunhado. Não íamos baixar a cabeça.

— Foi mal. — Malik disse, sem um pingo de sinceridade. — Minha mão escorregou. Talvez porque eu esteja enferrujado. Que tal um jogo pra aquecer?

Ele jogou a bola na direção do José, que a pegou no ar com reflexo rápido.

— Um jogo? — José ergueu uma sobrancelha.

— Dois contra dois. — Malik apontou para mim e para o José, depois para si mesmo e Akin. — Se vocês ganharem, o pátio é de vocês até a visita das... damas. Se perderem... bom, digamos que vocês vão chegar na visita um pouco machucados.

— Como ele sabe das meninas? — Perguntei sem olhar para meu cunhado.

— Aqui todo mundo sabe de tudo. — ele respondeu irritado.

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