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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 270

Capítulo 270 — O Peso da Coroa

Noah Blake

— Parece que dessa vez não o decepcionei, filho. Aproveite o reencontro familiar. Abrace seu irmãozinho retardado. Porque eu estou chegando, Noah. E estou vindo para cobrar o aluguel de todos esses anos.

Aquelas palavras, ditas com aquela entonação macia e venenosa que assombrou minha infância, fizeram meu punho se fechar no parapeito da varanda até os nós dos dedos ficarem brancos.

— Você devia estar morto. — Rosnei, baixo e letal. — Eu paguei pelo seu caixão. Eu vi a terra cobrir seu túmulo.

— Ah, Noah... dinheiro compra caixões, mas inteligência compra liberdade. — Ele riu, um som seco. — Eu precisei sair de cena. Deixar você brincar de empresário. E devo dizer... você construiu um império interessante. Usando meu nome, claro.

— Eu construí apesar de você, não por sua causa. — Rebati. — O que você quer, Noel? Além de provar que continua sendo um desgraçado que usa os próprios filhos como peões?

— Peões? — O tom dele mudou, ficando mais agressivo. — Você não é um peão, Noah. Você é o rei do tabuleiro que eu criei. E o Norton... bom, o Norton foi apenas um dano colateral necessário. Uma apólice de seguro que você roubou de mim hoje.

O sangue ferveu nas minhas veias. A imagem do meu irmão sujo e faminto no depósito brilhou na minha mente.

— Você o manteve em cativeiro. — Minha voz tremia de ódio. — Você o torturou. Seu próprio filho. O garoto que nunca fez mal a uma mosca.

— Ele é um retardado inútil, Noah! — Noel gritou do outro lado, perdendo a compostura pela primeira vez. — Ele sempre foi um peso morto. A única utilidade dele era manter você na linha. E agora que você o tem... aproveite. Cuide do seu "irmãozinho". Brinque de família feliz com a mulher de outro e os filhos de outro. Porque eu estou indo aí para derrubar esse castelo de cartas.

— Tenta. — Desafiei. — Vem, Noel. Sai do buraco onde você se esconde. Vem me enfrentar. Mas dessa vez, não tem advogado, não tem polícia e não tem misericórdia. Se você chegar perto da minha família...

— Família? — Ele cortou, destilando veneno. — Você não tem família, Noah. Você tem reféns. E logo, logo... você não terá nada.

A ligação caiu. O silêncio da noite de Nova York parecia ensurdecedor. Fiquei ali, respirando pesado, tentando controlar a vontade de socar a parede de vidro.

— Noah?

A voz suave da Juliet veio de trás. Virei-me e vi minha mulher parada na porta da varanda, a expressão preocupada. Minha máscara caiu. Meus ombros cederam. Juliet caminhou até mim e envolveu minha cintura com os braços, apoiando a cabeça no meu peito.

— Quem era? — Ela perguntou baixinho.

Abracei-a com força, enterrando o rosto no pescoço dela, sentindo seu perfume de baunilha acalmar meus demônios.

— Meu pai, Ju. — Sussurrei, a dor vazando na voz. — Noel Blake está vivo. Ele é o Drácula. Ele manteve o Norton preso, faminto, vivendo como um animal... só para me punir. Só para ter uma vantagem sobre mim.

Senti o corpo dela ficar tenso, mas ela não me soltou.

— Um homem que fecha os olhos para o sofrimento do filho, e trata o outro como animal, só mostra o monstro que ele é. — Ela disse firme.

— Ele disse que está vindo destruir meu castelo, minha família. Noel quer tirar a única coisa boa que tenho na minha vida. Ele me olha ainda como aquele menino que ele permitiu viver o inferno.

— Mas você não é mais um menino, amor. E não está sozinho como esteve naquela época. — Ela levantou o rosto para me olhar. — Você nunca mais vai estar sozinho. Nunca mais.

Beijei a testa dela, grato por ela existir. Ficamos ali por um momento, apenas respirando juntos, até que a porta da varanda se abriu. Ava apareceu, parecendo um pouco afobada.

— Senhor Blake? Desculpe interromper. O Senhor Costello acabou de chegar.

Assenti. Dei mais um beijo rápido na Ju.

— Preciso falar com ele.

— Vai. — Ela sorriu, me encorajando. — Eu cuido do Norton.

Fui até a sala. Dom estava parado perto da entrada, terno impecável, mas com aquela aura de perigo que agora carregava o peso do cargo de Diretor. Fiz um sinal e fomos para o meu escritório. Fechei a porta e fui direto para a garrafa de uísque.

— Você parece péssimo. — Dominic comentou, sentando-se.

— Meu pai está vivo, Dom. — Soltei a bomba enquanto servia dois copos. — O Drácula é o Noel Blake. E o Norton... meu irmão gêmeo que eu achava que estava morto... estava sendo mantido em cativeiro por ele esse tempo todo.

Dom, que raramente demonstrava choque, arregalou os olhos. Ele pegou o copo que estendi, processando a informação.

— Puta que pariu. — Ele murmurou.

— Ele acabou de me ligar. — Falei antes de dar um gole generoso na minha bebida. — Me ameaçou. Disse que vai derrubar tudo. Dom, eu estou com vontade de queimar a cidade até achar esse desgraçado.

Dominic levantou-se e colocou a mão no meu ombro, apertando com força.

— Ei. Olha pra mim. — A voz dele assumiu o tom de comando. — Não deixa ele entrar na sua cabeça, Noah. É isso que ele quer. Ele quer o Noah descontrolado, o Noah impulsivo. Você não é mais aquele garoto. Você é um homem feito, cercado pelos melhores. Nós temos o controle agora.

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