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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 269

Capítulo 269 — O Arquiteto do Caos

Noel Blake (Drácula)

Amor é uma fraqueza. É uma doença que corrói os ossos e deixa o homem vulnerável. Eu aprendi isso da pior maneira possível, vendo o único ser que importava ser arrancado de mim por causa da língua solta de uma criança ingrata.

Encarei meu reflexo no vidro escuro da janela do apartamento, observando os cabelos brancos e as rugas profundas que o tempo e o ódio esculpiram no meu rosto. Mas meus olhos... ah, eles não envelheceram. Eles ainda queimavam com a mesma fúria incandescente de vinte e seis anos atrás. O fogo que me manteve vivo quando tudo o que eu queria era ver o mundo queimar.

Minha mente, traiçoeira, viajou para o passado, para os dias dourados. Dylan. Ele não era apenas meu motorista. Ele era meu confidente, meu refúgio, meu amor. Dylan era o único que me entendia, o único que via o homem solitário por trás da máscara de aço do CEO das Empresas Blake. Ele me fazia sentir vivo num casamento morto.

Mas aí veio o Noah. Aquele moleque maldito.

Ele tinha sete anos. Sete anos de pura inconveniência. Eu olhava para ele e não via meu filho; via um obstáculo. E quando ele abriu a boca para acusar o Dylan... quando ele correu chorando para os adultos com aquelas histórias sujas... eu não vi uma criança abusada. Eu não vi inocência perdida. Eu vi um traidor. Eu vi um ingrato querendo destruir minha felicidade, querendo roubar a única coisa que era minha.

Eu tentei silenciá-lo. Tentei ignorar, fingir que eram invenções de uma mente infantil fértil. Mas o fraco do meu irmão, Natanael, tinha que se intrometer. Ele sempre teve essa mania de "bom moço". Ele viu os sinais, as mudanças de comportamento, e então, o inferno desceu sobre nós.

Eles vieram como abutres, disfarçados de pilares da sociedade.

Primeiro foi Thomas Costello, aquele policial bruto, pai do Dominic. Lembro-me como se fosse hoje: as sirenes, os vizinhos olhando, e Thomas algemando o Dylan com uma força desnecessária, tratando-o como se fosse um animal raivoso. Ele fez questão de humilhá-lo, de jogá-lo na cela geral e anunciar o crime dele aos quatro ventos. Dylan morreu espancado, sofrendo nas mãos dos detentos o mesmo que diziam que o Noah sofreu nas dele. Justiça, eles chamaram nos jornais.

Assassinato, eu chamei no silêncio do meu luto.

Depois veio Ronald Wilson, o advogado moralista, pai do Atlas e da Athena. O homem que posava de santo, mas que anos depois mataria a própria esposa por dinheiro, a ironia não me escapa. Na época, porém, ele era o guardião da moral. Ele defendeu o Noah com unhas e dentes, garantiu que o Dylan apodrecesse na cadeia sem direito a fiança, segurou a mão do meu irmão Natanael enquanto eles desmantelavam minha vida pessoal peça por peça.

E, finalmente, Mason Reed, o economista arrogante, pai do Declan. O homem do dinheiro. Quando o luto virou fúria e eu tentei descontar minha raiva no Noah, quando tentei fazer aquele moleque pagar por ter tirado o Dylan de mim, Mason se intrometeu. Lembro-me dele entrando no meu escritório, terno italiano, olhar de desprezo. Ele ameaçou retirar os investimentos, ameaçou quebrar minha empresa e me deixar na sarjeta se eu tocasse num fio de cabelo do garoto. "Ele é uma criança, Noel. Se você encostar nele, eu acabo com você."

Eu fui humilhado. Castrado em minha própria casa. Fui obrigado a criar o assassino do meu amor sob o meu teto, alimentá-lo, vesti-lo. E conforme o tempo passava e o Noah crescia, eu via nos olhos dele a promessa silenciosa: ele sabia. Ele sabia que eu o odiava, e ele retribuía. Ele crescia forte, inteligente, e se sentia superior a mim.

Eu precisava sair. Os negócios estavam ruindo sob minha gestão emocionalmente instável, o dinheiro estava acabando. Eu precisava de um recomeço. Precisava forjar minha morte. Grace, aquela mulher insossa e patética com quem meu pai me obrigou a casar para manter as aparências, tinha que morrer. Se ela ficasse viva, herdaria o que restava do império. Ela não faria falta a ninguém.

O acidente foi planejado nos mínimos detalhes. A chuva, a estrada escorregadia, a falha nos freios. Mas o destino, com seu senso de humor sádico, me pregou uma peça: Norton sobreviveu. O garoto retardado, o peso morto que mal falava, sobreviveu à queda do carro na ribanceira. Eu olhei para ele, sangrando no banco de trás, e hesitei. Eu não podia deixá-lo lá para contar a história, para dizer que "papai saiu do carro antes". Então, o arrastei comigo. Ele seria meu fardo, mas também minha garantia.

Fugi do país. Vivi nas sombras, mudando de nome, de rosto, acumulando ódio e recursos. Jurei que voltaria para vingar o Dylan e recuperar meu império. E quando finalmente voltei, anos depois... descobri que os cretinos estavam mortos. Thomas, Ronald, Mason... todos foram para o inferno antes que eu pudesse mandá-los pessoalmente. Mas eles deixaram herdeiros. Dominic Costello. Atlas Wilson. Declan Reed. E o pior de todos, o líder dessa matilha de vira-latas: Noah Blake.

Eles herdaram os pecados dos pais. E eles pagariam. Olho por olho. Sangue por sangue.

A porta da sala se abriu abruptamente, me tirando das lembranças amargas. Natanael entrou, trêmulo, suando frio como o covarde que sempre foi.

— Eles estão com ele — Natanael disse, a voz falhando, os olhos arregalados de pânico. — O Noah... ele pegou o Norton.

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