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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 268

Capítulo 268 — Laços de Sangue

Noah Blake

— E agora, Senhor Blake? — A voz do Snake quebrou o silêncio do depósito. — O que pretende fazer?

Não hesitei. Não havia cálculo, estratégia ou plano B. Havia apenas meu irmão tremendo ao meu lado.

— Vou levá-lo para casa. — Respondi, firme. — Para a minha casa.

Snake assentiu, respeitando a decisão.

— Ótimo. Só para te atualizar antes de sair: o presídio está sob nova direção. Dixon já era. Dominic Costello é o novo Diretor Interino.

Chris soltou uma risada baixa, balançando a cabeça.

— O mundo está mesmo de cabeça para baixo. O Fodão do FBI virou carcereiro dos nossos garotos. Pelo menos o serviço de quarto vai melhorar.

Rimos, um riso curto e nervoso, tentando amenizar a montanha de problemas que ainda tínhamos pela frente. O celular do Chris tocou. Ele atendeu, ouviu por cinco segundos e um sorriso predador surgiu em seu rosto.

— Entendido, Jay. Traga o pacote.

Ele desligou e olhou para mim.

— Pegaram o David. Jay está trazendo ele para cá.

— Eu levo o Norton. — Avisei, já puxando meu irmão para mais perto. — Você segura as pontas aqui?

— Pode deixar. — Chris garantiu. — Eu recebo o David e aviso o Dom. Vão. O garoto precisa de um banho e de paz.

Saímos do subsolo. Declan caminhava ao meu lado, sempre alerta, enquanto Norton se agarrava à minha camisa como se eu fosse desaparecer a qualquer momento. Lá fora, Gayer já nos esperava com a porta do SUV aberta.

O trajeto até Manhattan foi feito em silêncio. Norton não soltou minha mão um segundo sequer. Ele olhava pela janela com fascínio e medo, encolhendo-se a cada buzina ou luz mais forte.

Chegamos ao meu prédio. Subimos pelo elevador privativo. Norton parecia encolher dentro das roupas sujas diante de tanto luxo, mas eu sussurrava para ele que estava tudo bem.

Quando as portas de aço escovado se abriram na cobertura, o som de risadas femininas preencheu o ar. Penelope, Taylor, Samantha e Jenny estavam na sala com a minha mulher, com copos de suco nas mãos. Elas pararam instantaneamente. O silêncio caiu como uma bigorna. Cinco pares de olhos se fixaram em nós. Ou melhor, fixaram-se no homem sujo e barbudo ao meu lado, que tinha exatamente o meu rosto.

Norton, incomodado com a atenção, soltou um gemido baixo e se escondeu atrás das minhas costas, espiando por cima do meu ombro.

Juliet foi a primeira a se mover. Ela deixou o copo na mesa e caminhou até nós, os olhos arregalados, oscilando entre mim e a figura atrás de mim.

— Noah... — A voz dela saiu embargada. — Quem é esse?

Eu sabia que ela já sabia a resposta. A semelhança era uma assinatura genética impossível de ignorar.

Virei-me para o Norton e coloquei a mão no ombro dele, trazendo-o gentilmente para a luz.

— Vem, pequeno Ton... — Falei suavemente. — Quero te apresentar a minha mulher.

Norton saiu de trás de mim, os ombros curvos, segurando o ursinho azul contra o peito. Ele olhou para a Juliet e sussurrou, tímido:

— Olá...

Juliet, com aquele coração gigante que sempre me salvava, não recuou diante da sujeira ou do cheiro. Ela se aproximou com cuidado e estendeu a mão.

— Oi. — Ela sorriu, doce. — Eu sou a Ju.

Norton piscou algumas vezes, olhando para a mão dela e depois para o rosto.

— Ju. — Ele repetiu, testando a palavra na boca, falando rápido. — Ju.

Declan, percebendo que o ambiente estava carregado demais e que Norton precisava de espaço, pigarreou.

— Meninas... — Ele chamou a atenção da Tay, Penny, Sam e Jen. — Acho que o Noah precisa de um momento em família. Vamos?

As meninas concordaram sem questionar, lançando olhares de apoio para a Juliet antes de seguirem Declan para o elevador.

Assim que as portas se fecharam, ficamos apenas nós três. Olhei para a minha mulher.

— Ele precisa de um banho, Ju. E de comida.

— Eu vou pedir para a Cece preparar algo leve. Uma sopa, talvez. — Juliet assumiu o comando, prática e carinhosa.

— Não... — Lembrei, sorrindo triste. — Ele gosta de bolo. Bolo de chocolate. E hambúrguer.

Juliet sorriu, os olhos marejados.

— Bolo e hambúrguer, então. Vou providenciar. — Ela tocou meu braço. — Leve ele para o banho. Vou separar algumas roupas suas e levo no quarto de hóspedes.

— Obrigado, amor.

Levei Norton até a suíte de hóspedes. O banheiro era enorme, todo em mármore. Preparei a banheira, testando a temperatura da água. Ajudar meu irmão a tirar aquelas roupas imundas foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Quando o tecido caiu, a realidade me socou. Ele era pele e osso. As costelas marcadas, os braços finos. E as marcas... Cicatrizes antigas, marcas de cigarros, vergões nas costas. A raiva explodiu dentro de mim, quente e letal, contra o homem que fez isso. Contra o meu pai. Mas engoli o ódio. Ali, eu precisava ser amor.

— A água está quentinha, Ton. — Falei, ajudando-o a entrar.

Dei banho nele como se fosse uma criança. Esfreguei as costas, lavei o cabelo emaranhado. A água ficou escura rapidamente, levando embora anos de negligência. Norton brincava com a espuma, sorrindo para mim de vez em quando.

A porta se abriu e Juliet entrou com uma pilha de roupas. Norton, num reflexo de pudor, tentou se esconder na espuma. Ju riu, cobrindo os olhos com a mão de forma teatral.

— Ops! Não vi nada! — Ela brincou. — Deixei as roupas aqui em cima, meninos. E o cheiro que vem da cozinha está ótimo.

Ela saiu, deixando o clima leve. Depois do banho, sentei Norton na cadeira em frente ao espelho. Peguei minha espuma de barbear e a lâmina.

— Vamos tirar essa barba, Pequeno Ton?

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