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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 267

Capítulo 267 — O Retorno do Garoto Perdido

Noah Blake

Eu continuei ali, imóvel, sentado no chão sujo e empoeirado do depósito, balançando meu irmão nos braços enquanto ele murmurava coisas desconexas sobre o sol e o escuro. O tempo parecia ter retrocedido quinze anos, ignorando tudo o que construí. Naquele instante, títulos não importavam. Eu não era o CEO bem-sucedido, o dono implacável de um clube de BDSM, ou o Dominador que todos temiam. Toda aquela armadura forjada na dor se desfez. Eu era apenas o Noah, o irmão mais velho, o único protetor que o Norton conheceu.

Passos rápidos e pesados se aproximaram, quebrando minha bolha de memórias. Ergui os olhos e vi Declan parado à nossa frente. O homem que geralmente era pura explosão, o meu braço direito que resolvia tudo na base da agressividade e do instinto protetor, estava ali, totalmente desarmado. A postura de combate sumiu. Seus olhos estavam vermelhos e ele levava a mão à boca, segurando um soluço que teimava em escapar.

Ele se agachou devagar, ficando na altura dos olhos do meu irmão, como se estivesse se aproximando de um animal ferido.

— Ei, Ton... — Declan chamou, usando o apelido que nós usávamos na infância. A voz dele saiu embargada, falha.

Norton parou de se mexer imediatamente. Ele virou o rosto devagar, desgrudando do meu peito, e encarou o Declan. Houve um segundo de reconhecimento, aquela faísca de memória atravessando as camadas de trauma e esquecimento.

— Dede... — Norton sussurrou, a voz infantil e trêmula.

E então, num movimento súbito e desesperado, Norton se lançou para frente, pulando no colo do Declan com tanta força que desequilibrou meu amigo. Declan caiu sentado no chão, soltando uma risada molhada pelas lágrimas, enquanto Norton o abraçava pelo pescoço, enterrando o rosto na curva do ombro dele.

— Ei, pequeno... — Declan retribuiu o abraço com força, apertando as costas magras do meu irmão. — Agora você não é mais tão pequeno assim.

Observei a cena, sentindo um misto avassalador de alívio e dor. Norton era meu gêmeo. Dividimos o mesmo útero, nascemos com minutos de diferença. Mas ali, vendo-o nos braços do Declan, a diferença era brutal. Eu cresci, ganhei músculos, cicatrizes e tatuagens para sobreviver. Norton parou no tempo, preso em um pesadelo eterno. Ele sempre foi o gêmeo menor, mais magro, a parte mais doce da nossa dupla... e agora, a fragilidade dele era palpável, como se fosse feito de vidro prestes a estilhaçar com um simples sopro.

— Tô feliz por vocês, sério. — A voz do Chris cortou o momento, trazendo a realidade crua de volta para a sala fria. — Mas precisamos entender como isso aqui aconteceu.

Chris apontou para o Norton, sua expressão séria, calculista. Ele estava certo. A emoção não podia nos cegar para o perigo que ainda nos rondava.

Levantei o olhar para encarar o Chris, secando o rosto com a manga da camisa, sentindo a tristeza dar lugar a uma raiva fria.

— Meu pai é o Drácula. — Falei, a certeza queimando na minha língua como ácido. — Desconfiei quando soube que o Natanael estava envolvido, mas a descrição do Snake não batia com ele, e sim com o meu pai. Depois, com aquele homem aparecendo na porta do meu clube hoje mais cedo... sorrindo para mim com aquele escárnio... só confirmou. Era o meu pai. Noel Blake. O homem que eu enterrei em um caixão lacrado estava vivo e jogando com nossas vidas.

Snake, que observava tudo em silêncio de cima das caixas como um sentinela, descruzou os braços.

— Ele esteve aqui. — Snake revelou, a voz grave. — No meu escritório. Queria que eu o ajudasse a marcar um encontro com você.

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