Entrar Via

Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 260

Capítulo 260 — A Voz da Proteção

Athena Wilson

O mundo parou por um segundo. Aquela voz. Grave, protetora, a voz que espantava os monstros debaixo da minha cama desde que eu tinha cinco anos.

Fiquei em silêncio, paralisada, o celular pressionado contra o ouvido com tanta força que doía. Minha respiração travou.

— Ei, garotinha... tá tudo bem? — A voz repetiu, agora com um tom de preocupação.

O dique se rompeu. As lágrimas que eu achei que tinham secado voltaram com força total, quentes e abundantes.

— Atlas... — O nome saiu num soluço rasgado. — Atlas... eu tive tanto medo de não ouvir mais sua voz.

Ouvi meu irmão soltar um suspiro pesado do outro lado da linha, um som carregado de alívio e culpa.

— Eu sei, minha garotinha... eu sei. — A voz dele falhou um pouco. — Me desculpe. Me desculpe por não estar lá quando você acordou. Me desculpe por ter deixado você sozinha.

— Você não me deixou... — funguei, secando o rosto com as costas da mão livre. — Eles te levaram. Não foi culpa sua.

— Sinto muito pelo que aconteceu. Eu devia ter te protegido melhor, Athena. Eu sou seu irmão mais velho, essa é a minha única função. E eu falhei.

— Do que você está falando? Eu passei mal por falta dos remédios, não foi culpa sua.

— Exatamente. Eu não vi isso acontecendo. Eu falhei e você quase morreu por isso.

— Para com isso, Atlas Wilson. — Minha voz ganhou um pouco de firmeza, a mesma que eu uso quando vejo a teimosia tomando conta dele. — Você nunca falhou comigo. Nunca.

Ficamos em silêncio por um instante, apenas ouvindo a respiração um do outro. Aquilo era prova de vida. Ele estava lá. Ele estava vivo. E pra mim, isso era tudo que importava.

— Mas... — A confusão tomou conta da minha mente. — Como você está me ligando? Celulares são proibidos na prisão, não são?

Ouvi meu irmão soltar uma risada curta, quase um bufo.

— Preciso te falar que seu namorado é bem influente por aqui. — Ele disse, e notei um tom inédito na voz dele ao se referir ao José: respeito. — Digamos que ele tem os contatos certos para conseguir uma linha segura.

Meu coração aqueceu. Não só por saber que José estava cuidando dele até lá dentro, mas pela forma como Atlas falou. "Seu namorado". Sem escárnio, sem raiva. Apenas aceitação.

— Meu namorado é maravilhoso, Atlas. — Falei, sentindo um sorriso surgir no meio do choro. — Você é que era cabeça dura demais para perceber.

— É... — Atlas concordou, e senti a sinceridade em cada letra. — Preciso dizer que eu realmente errei muito no meu julgamento sobre ele. O cara é... ele é leal, Athena. Ele se jogou nesse inferno por mim. Por nós. E nem mesmo se importa em se queimar.

Suspirei, fechando os olhos. Precisou acontecer uma tragédia, precisou o mundo virar de cabeça para baixo para que meu irmão conseguisse enxergar o José além do seu passado. Agora ele finalmente enxergava o homem pelo qual eu me apaixonei, enxergava o homem incrível que eu amava.

— Ele ama a gente, Atlas. De verdade.

— Eu sei. Agora eu sei.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar