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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 259

Capítulo 259 — Mensagem para o Vazio

Athena Wilson

Acordei com um solavanco, o coração batendo descompassado contra as costelas. O ar entrou rasgando meus pulmões e o primeiro nome que saiu dos meus lábios foi um grito sufocado:

— José!

A lembrança dele indo embora, o olhar de despedida, o medo e a culpa nos seus olhos por me deixar... tudo voltou como uma onda gigante, me afogando. Tentei me levantar, me agitando na cama, arrancando o lençol.

— Athena, querida, fique tranquila. Você está bem.

Uma voz doce e calma freou meu pânico. Pisquei, tentando focar a visão embaçada, e vi uma enfermeira parada ao meu lado, segurando meu braço com gentileza.

Olhei para ela, confusa, a garganta seca.

— José... Atlas... — consegui sussurrar.

A enfermeira me olhou com compaixão, aquele olhar profissional de quem vê tragédias todos os dias, mas não perde a humanidade.

— Acredito que esses sejam seu namorado e seu irmão. — Ela disse suavemente.

Assenti, sentindo as lágrimas queimarem.

— Eles foram... eles... — Não consegui terminar a frase. A palavra "presos" parecia pesada demais, final demais.

A mulher colocou a mão no meu ombro, um toque quente e reconfortante.

— O Doutor Elijah já está a caminho. Ele disse que, se você acordasse bem e com os sinais vitais estáveis, te daria alta. — Ela apertou meu ombro de leve. — Depois disso, você vai poder vê-los.

Tentei dar um sorriso grato pelas palavras de esperança, mas meus músculos faciais não obedeceram. Ao invés disso, lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto, silenciosas e doloridas.

A enfermeira verificou o soro uma última vez e saiu, me deixando sozinha com o bip monótono do monitor. Não conseguia parar de pensar no Atlas. No meu irmão protetor, que sempre cuidou de mim desde que nossos pais morreram. E no José... meu amor, que tinha acabado de encontrar um caminho de luz e foi puxado de volta para as sombras. E a Sammy? Meu Deus, como minha cunhada devia estar lidando com tudo isso?

A porta se abriu, interrompendo meus pensamentos. Elijah entrou, vestindo seu jaleco branco e aquele sorriso encorajador que ele usava desde que eu era criança.

— Bom, garotinha... como está se sentindo? — Ele perguntou, checando o monitor.

— Bem. — Menti. Fisicamente eu estava, mas por dentro eu estava em pedaços. — Só um pouco grogue.

— Tivemos que te sedar, Athena. — Ele explicou, sentando-se na beira da cama. — Sua pressão atingiu níveis perigosos. Peço desculpas por isso, mas foi necessário para proteger seu coração e seus rins.

— E eles, Elijah? — perguntei, segurando a mão dele. — O Atlas e o José?

Elijah suspirou. Ele não mentiu, mas escolheu as palavras com cuidado.

— Eles estão na penitenciária estadual, Athena. Mas os caras... Dom, Chris, Noah... estão virando a cidade de cabeça para baixo para tirar os dois de lá. Eles não vão ficar lá por muito tempo.

Assenti, engolindo o choro.

— Obrigada, Elijah. Por ter assumido meu atendimento. Eu tive medo.

Elijah me puxou para um abraço desajeitado, mas cheio de carinho.

— Te conheço desde pequena, você é nossa garotinha. — Ele sussurrou no meu ouvido. — Nunca deixaria nada acontecer com você.

Me permiti sentir aquele carinho, chorando mais uma vez pelo medo, pela saudade, pela injustiça de ter os dois homens que eu mais amava naquele lugar horrível.

A porta se abriu com cuidado novamente. Limpei o rosto rapidamente e vi Declan entrar. Ao me ver chorando, a postura dele mudou. Ele correu até a cama e, sem pensar duas vezes, também me puxou para um abraço protetor.

— Ei, o que aconteceu? Ainda está se sentindo mal? — ele perguntou.

— Não. — respondi sem hesitar. — Estou bem, só com medo.

— Eu tô aqui, garotinha. — Ele disse firme, acariciando meu cabelo. — Não esquece nunca que você tem a todos nós. Você não está sozinha nessa.

Assenti, ainda agarrada a ele, buscando força naqueles "irmãos mais velhos" que a vida me deu. Nos separamos e olhei para Elijah que havia retomado a postura profissional.

— Vou te mandar para casa, Athena. Mas com algumas ressalvas. A principal delas: nada de ficar sem remédio. Nem por uma hora. A regularidade é o que mantém seu coração funcionando.

— Já lidei com a situação. — Declan explicou rápido, olhando para mim. — A logística está resolvida. — ele falou direcionado ao Elijah como se aquilo fosse um código que eu não entendia, ou era para que não entendesse mesmo.

— E eu já solicitei uma remessa reserva. — Elijah garantiu. — Para que ela nunca mais corra o risco de ficar sem, independente do que aconteça lá fora. — Ele respondeu ao Declan.

Olhei para o Elijah, o medo voltando.

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