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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 256

Capítulo 256 — O Peso da Insígnia

Dominic Costello

A luz pálida do amanhecer começava a invadir o quarto, pintando o céu de Manhattan com tons de laranja e cinza. Eu estava acordado há horas, observando a cidade despertar lá fora, mas minha mente ainda estava presa na noite anterior.

O caos no presídio, a tensão no cassino do Snake, a corrida até a casa da Sammy... e o momento em que encontrei a Taylor. Olhei para baixo, para a mulher adormecida agarrada ao meu peito. A respiração dela era tranquila agora, mas as sombras escuras sob seus olhos denunciavam a noite péssima que ela teve.

Lembrei da dor que vi no olhar dela quando a busquei. Não era só física. Ela sabia, assim como eu sabia e o Elijah confirmou, que aqueles sintomas, os riscos de sangue na lingerie, as cólicas, os enjoos, eram o corpo dela rejeitando o que restava da gestação. Era a confirmação final, cruel e biológica, de que o nosso bebê nunca viria. Aquele filho que nem tivemos tempo de planejar, mas que já amávamos, tinha partido.

Senti um aperto no peito e beijei o topo da cabeça dela com suavidade, inalando o cheiro do xampu dela.

— Hummm... — Ela resmungou, se mexendo contra mim. — Bom dia, grandão.

Sorri, sentindo meu coração aquecer apesar de tudo.

— Bom dia, minha vida.

Taylor levantou o rosto devagar, piscando os olhos castanhos inchados de sono até encontrar os meus. Um sorriso fraco, mas genuíno, curvou os lábios dela.

— Adoro quando me chama assim. — Ela sussurrou, a voz rouca.

— Assim como? — provoquei, passando a mão pelas costas dela.

Taylor se esticou e me deu um selinho demorado, carinhoso.

— Minha vida...

Acariciei a bochecha dela com o polegar, sentindo a pele macia.

— Você é... — Comecei, roçando meu nariz no rosto dela do jeitinho que eu sabia que ela gostava, fazendo-a fechar os olhos. — A minha vida todinha, Taylor. Não existe mais Dominic Costello sem Taylor Laurent.

Ela abriu os olhos, brilhando.

— Ah, grandão... quem diria que um homem desse tamanho, Dominador, o Fodão do FBI, seria tão babão desse jeito? — Ela debochou, passando a mão no meu peito.

Ri, apertando-a contra mim.

— Eu babo mesmo por você. Babo porque eu te amo pra caralho.

Ela estreitou os olhos, fingindo indignação.

— Que isso, Senhor Costello? Que linguajar é esse logo cedo?

Rolei na cama, ficando sobre ela com cuidado, arrancando uma risada gostosa dela.

— É a convivência com você, futura senhora Costello. Você está me corrompendo.

— Eu? Jamais. Sou uma dama.

— Uma dama que roubou minha alma.

Não houve sexo. Ela ainda sentia dor, e o momento pedia outra coisa. Beijei-a com intensidade, um beijo quente, cheio de amor e posse, nossas línguas dançando numa pegação gostosa que servia para lembrar que, enquanto tivéssemos um ao outro, sobreviveríamos a qualquer tempestade.

O toque estridente do meu celular na mesa de cabeceira quebrou o clima como um tijolo numa vidraça.

Taylor suspirou, frustrada. Eu xinguei baixinho e alcancei o aparelho. Era o Snake. Minha postura mudou instantaneamente. Sentei na cama.

— Snake, não acha que é muito cedo?

— Buenos días, Agente. — A voz do Juan estava calma, fria. — Desculpe pelo horário, mas os acontecimentos da noite pediam por essa ligação.

Snake foi direto e rápido. Contou sobre o ataque ao José na solitária facilitado pelo Dixon. Contou como se vingou, abrindo a Ala D para os homens do Scar cuidarem do Diretor. E então, soltou a bomba final.

— O Caolho cantou antes do tratamento especial que planejei para ele, Dominic. Quem financiou tudo, quem pagou o Dixon para matar o Atlas e o José... foi o Natanael Blake.

Senti o sangue ferver nas minhas veias. Minha mão apertou o celular com tanta força que a tela poderia trincar. Natanael. O tio do Noah.

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