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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 255

Capítulo 255 — O Som das Trombetas

José Alves

A dor nas minhas costelas era uma faca quente girando a cada respiração, e meu ombro parecia estar sendo segurado por arame farpado. Mas enquanto eu caminhava em direção ao Malik e sua trupe, minha coluna estava reta e meu rosto não demonstrava nada além de tédio e uma pitada de diversão sádica.

— Algum problema aqui, Malik? — perguntei, parando ao lado do Atlas. — Porque se tiver... Hermanito chegou para resolver.

Malik, um armário de dois metros de altura com cicatrizes de briga por todo o rosto, me encarou. Ele sabia que eu estava ferido. Ele podia ver as bandagens sob o uniforme e o inchaço no meu rosto. Ele farejou sangue.

— O problema é esse aí, Hermanito. — Malik rosnou, dando um passo à frente, tentando intimidar. — O playboy acha que é dono do pátio. Me atropelou e acha que um "desculpa" resolve.

Atlas não recuou. Ele sustentou o olhar do Malik, e senti uma pontada de orgulho. Meu cunhado estava aprendendo.

Dei uma risada curta e seca, balançando a cabeça. Coloquei-me fisicamente entre os dois, usando meu corpo como escudo, ignorando a fisgada violenta no meu lado esquerdo.

Cheguei bem perto do Malik, invadindo o espaço pessoal dele, e baixei o tom de voz para um sussurro que só nós dois ouvíssemos.

— Sabe, Malik... eu tô quebrado. Tô todo fodido. — Confessei, com um sorriso psicótico nos lábios. — Mas eu te garanto que ainda tenho força suficiente para enfiar essa sua cabeça no seu rabo antes de eu cair.

Malik trincou o maxilar, os olhos faiscando de ódio. Ele abriu a boca para retrucar, mas eu continuei, rápido e letal:

— Mas a questão é que eu não quero fazer isso. Eu vi daqui de cima, Malik. Eu vi que foi você quem se colocou no caminho do meu cunhado de propósito. Você estava caçando um motivo para brigar.

Malik virou o rosto para me encarar de frente, surpreso pela minha leitura de jogo.

— Só não sei se fez isso por burrice ou por dinheiro. — continuei sussurrando, frio como gelo. — Mas, independente do motivo, eu posso te ajudar com os dois. Se for dinheiro, o Snake paga o dobro para você ficar na sua. Se for burrice... bem, aí eu resolvo agora mesmo.

— Tá se achando muito, Hermanito. — Ele sibilou, mas vi a dúvida passar pelos olhos dele.

Dei de ombros, mantendo a postura relaxada.

— Eu não me acho, Malik. Eu sou. E você sabe disso.

Dei um passo para trás, quebrando a tensão do sussurro, e levantei a voz para que todos no pátio ouvissem. Envolvi o pescoço do Atlas com meu braço bom, puxando-o para perto como dois velhos amigos num bar.

— Olha, Malik... meu cunhado é novo por aqui. Ele está se adaptando ao clima. Vamos fazer assim: deixamos essa passar. — Abri os braços, abrangendo o pátio inteiro. — O Dixon caiu! O lugar tá cheio de federal, a Corregedoria tá aí, e fiquei sabendo que temos a presença ilustre do Comissário. Pode rolar até visita do Governador!

O murmúrio começou a correr entre os detentos. A queda de Dixon era a notícia do dia. Mudei meu tom de sério para festivo, debochado.

— Hoje é dia de festa, porra! Dia de comemorar que aquele diretor corrupto foi pro inferno! — Apontei para o Atlas. — E fazemos assim: meu cunhado aqui... ele tem um clube lá fora. O melhor de Nova York. E ele pode conseguir umas bebidas top, naquela "clandestinagem" que a gente gosta, para a Ala inteira na próxima visita.

— Bebida de graça?! — Alguém gritou no fundo.

— Do bom e do melhor! — Confirmei, batendo no peito do Atlas. — Whisky, Vodka... o que vocês quiserem. Por conta do Nosso Grande Wilson!

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