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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 250

Capítulo 250 — O Dono do Jogo

Juan Rivera (Snake)

Assim que Dominic saiu do meu escritório com a fúria de um touro, acompanhado dos outros, terminei minha tequila com calma. O vidro bateu na mesa de mogno com um estalo seco.

— Sombra. — Chamei meu braço direito sem levantar a voz.

— Sim, Patrón? — meu homem respondeu prontamente.

— Prepare dois carros. Quero meus melhores homens comigo. Vamos fazer uma visita ao Estado.

— Agora? — Ele hesitou, olhando para o relógio. — É madrugada, chefe. O presídio está trancado. Visitas só...

Levantei o olhar devagar, interrompendo-o. Sombra calou a boca imediatamente.

— Regras são para quem não tem dinheiro para quebrá-las, amigo. — Levantei-me, abotoando meu paletó italiano de três mil dólares. — Vamos. Mi niño não pode esperar.

Descemos para o térreo do cassino. A música e a jogatina continuavam, alheias ao fato de que uma guerra estava prestes a começar. Meus homens, Santino e Marco, já me esperavam na saída dos fundos, ao lado de dois SUVs pretos blindados.

Entrei no banco de trás do primeiro carro. A viagem do Brooklyn até o presídio levou pouco mais de uma hora. A cidade ficava para trás, as luzes dos arranha-céus dando lugar à escuridão das estradas estaduais.

Olhei pela janela, vendo o reflexo do meu próprio rosto no vidro escuro. José Alves. Ou Hermanito, como eu o batizei. Aquele garoto era especial. Quando ele chegou no meu território anos atrás, era só um moleque assustado tentando pagar de durão. Mas eu vi nos olhos dele o mesmo fogo que eu tinha quando comecei. O fogo de quem já foi queimado pelo mundo e decidiu que, da próxima vez, seria ele a segurar o fósforo.

Ele tentou sair dessa vida. Tentou virar um "cidadão de bem" pela irmã. Eu respeitei isso. Mas sabia que, no fundo, o lobo nunca vira cordeiro. E agora, jogaram o lobo de volta na jaula.

— Estamos chegando, Patrón. — Santino avisou.

Os muros altos de concreto e arame farpado surgiram na escuridão, iluminados por holofotes potentes. O carro parou na guarita principal. Um guarda jovem e nervoso saiu com a lanterna, batendo no vidro.

— Identificação. O presídio está fecha...

Santino baixou o vidro. Ele não entregou documentos. Entregou um envelope pardo grosso.

— O Capitão Miller está esperando. Turno da noite.

O guarda pegou o envelope, espiou o conteúdo e engoliu em seco. A lanterna tremeu na mão dele. Dinheiro comprava até a alma naquele lugar.

— Podem... podem entrar. Portão 3.

Sorri no escuro. O Capitão Miller. Um homem com muitos vícios em jogo e pouca moral. O tipo de investimento que sempre dava retorno. Os portões se abriram. Não passamos por detectores de metal, não assinamos livros de visita, não fomos revistados. O carro parou direto na entrada lateral, longe das câmeras principais, onde as sombras escondiam os pecados do sistema.

Miller estava lá, fumando um cigarro, parecendo suar frio apesar da noite gelada.

— Você é louco, Snake. — Ele sussurrou assim que desci do carro, olhando para os lados. — Se o Diretor Dixon descobre isso...

— Dixon está dormindo em sua cama quente, sonhando com a aposentadoria. — Ajustei os punhos da camisa, sentindo o ar gelado da madrugada. — E você está aqui, garantindo que suas dívidas de jogo desapareçam esta noite. Onde ele está?

— Solitária. Ala Norte. — Miller jogou a bituca no chão e pisou com força. — Mas tem um problema.

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