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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 249

Capítulo 249 — Escuridão e Redenção

José Alves

O caminho até a ala de isolamento parecia mais longo do que eu me lembrava. Cada passo arrastando aquelas correntes era um lembrete do meu fracasso. Eu tinha uma única missão: proteger o Atlas. E na primeira oportunidade, eu me deixei levar pela raiva, quebrei dois caras e fui jogado no buraco, deixando meu cunhado sozinho no meio dos tubarões.

— Que merda, José... que merda! — xinguei baixinho, a raiva borbulhando.

— Calma, Hermanito. — Spencer, que me escoltava, disse em voz baixa. — Você sabe que o Diretor pegou leve. Um dia passa rápido.

— Um dia é tempo suficiente para matarem ele, Spencer. — rosnei, parando em frente à porta de aço maciço da cela 01. A solitária.

Spencer suspirou, tirando as chaves do cinto. Ele abriu a porta pesada. O cheiro de ar viciado, umidade e desespero saiu lá de dentro, me atingindo como um soco. Meu coração acelerou. Minhas mãos começaram a suar frio.

Spencer tirou minhas algemas.

— Entra.

Entrei, sentindo as paredes parecerem se fechar sobre mim instantaneamente. Spencer fechou a porta. O som da tranca girando ecoou na minha espinha. Ele abriu a pequena portinhola gradeada na altura dos olhos.

— Ei. — Ele chamou.

Aproximei meu rosto das grades, buscando a única fonte de luz vinda do corredor.

— Eu odeio esse lugar, Spencer. — confessei, minha voz falhando um pouco. — Você sabe que eu odeio.

Spencer me olhou com compaixão. Ele se lembrava. Lembrava da vez, anos atrás, em que me encontrou encolhido no canto, gritando com monstros invisíveis, tendo um ataque de pânico tão forte que precisei ser sedado.

— Eu lembro, garoto. — Ele disse suavemente. — Mas você aguentou daquela vez. E vai aguentar agora.

— É diferente. O Atlas...

— Foca em você agora. — Spencer interrompeu. — Não esquece, Hermanito: você pode ser melhor que toda essa merda aqui. Basta você querer. Você já provou isso lá fora. Não deixa esse lugar te engolir de novo.

Assenti, engolindo em seco.

— Obrigado, Spencer.

Ele assentiu uma última vez e fechou a portinhola. O clique final mergulhou o cubículo na escuridão absoluta.

Fiquei parado por um momento, a respiração ficando curta. Tateei a parede fria e úmida até encontrar o canto. Escorreguei até o chão, puxando os joelhos contra o peito, tentando controlar o tremor.

Mas o escuro não trazia apenas medo. Trazia memória. De repente, eu não tinha mais vinte e seis anos. Eu tinha cinco. O cheiro de mofo da cela se transformou no cheiro de terra do porão da minha antiga casa, antes da minha mãe fugir para o Brooklyn. Antes da Sammy.

"Fica quieto, moleque inútil!"

A voz do meu pai ecoou na minha mente. O som do cinto estalando. A porta do porão batendo, me deixando lá. Um dia. Dois dias. Sem comida. Sem água. Apenas o escuro e o medo de que, quando a porta abrisse, não seria para me alimentar, mas para ele extravasar a raiva do mundo nas minhas costas pequenas. Eu me lembrava da dor. Da fome. De mijar nas calças de medo quando ouvia os passos dele.

— Não... — sussurrei no presente, balançando a cabeça para afastar os fantasmas. Minha mãe tinha me salvado. Eu tinha salvado a Sammy. Eu era um homem agora.

Tentei focar na Athena. No sorriso dela. No toque dela. No seu cheiro único. No quanto eu a amo… E com isso o sono me atingiu.

Acordei quando ouvi o barulho. Não era um fantasma. Era metal. A tranca da porta da solitária girou.

Levantei a cabeça, confuso. Tinha passado algumas horas mas não as vinte e quatro que o Dixon exigiu. Spencer não voltaria tão cedo. A porta se abriu, e a luz do corredor invadiu a cela, me cegando momentaneamente.

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