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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 236

Capítulo 236 — A Promessa de Retorno

José Alves

Minha testa estava colada no vidro frio da UTI, meus olhos ardiam fixos na movimentação lá dentro, mas eu não conseguia me mexer. A imagem da Athena desmaiando, o som daquele monitor gritando... aquilo se repetia na minha cabeça como um pesadelo sem fim.

Senti uma mão pesada no meu ombro, seguida de uma voz firme.

— Vou avisar o Dom o que aconteceu. — Era a voz do Chris. — Ele segura as pontas lá até você estar pronto pra ir.

— Eu só saio daqui quando tiver certeza que ela está bem. — respondi, sem desviar o olhar do Elijah, que agora media a pressão dela.

Declan parou ao meu lado, completando a barreira de proteção.

— E não queremos que saia antes, garoto. É por isso que vamos falar com o Dom. Para que ele segure as pontas por lá e você tenha o tempo que precisa.

Assenti com um aceno breve, incapaz de falar. A garganta estava fechada, sufocada pela culpa e pelo medo.

Fiquei ali, preso num limbo de dor. Lembrei do jeito que ela gritou, do pânico nos olhos dela quando percebeu que eu ia embora. “Não me deixa”. Aquela súplica estava gravada na minha alma. Eu estava destruindo a mulher que eu amava para salvar o irmão dela.

Senti as lágrimas voltarem a escorrer, quentes e silenciosas.

Noah, que estava um pouco afastado no telefone, desligou e parou ao meu lado, olhando para dentro do quarto.

— Ela vai ficar bem, José. — ele disse, a voz baixa e controlada.

Sequei o rosto com a manga da camisa, fungando.

— Eu espero que fique, Noah... — sussurrei, a voz falhando. — Porque eu não sei viver sem a minha garota. Se acontecer algo com ela... eu acabo.

Houve um silêncio breve. Noah se virou para mim, a expressão séria, daquele jeito que parecia enxergar através das pessoas.

— E ela não vai saber viver sem você, então... — Ele esperou eu encará-lo. — Quando estiver lá dentro, lute pela sua vida, José. Não só pela do Atlas.

Franzi a testa, absorvendo as palavras.

— A prioridade é tirar o Atlas... — comecei.

— A prioridade é trazer a família de volta. — Noah me cortou, firme. — Athena precisa do irmão, sem dúvida. Mas ela precisa de você também. Talvez até mais. Se você se jogar na frente de uma bala sem pensar, achando que está fazendo um favor... você vai matar a sua irmã e a sua namorada de tristeza.

Noah deu dois tapinhas nas minhas costas, pesados, significativos.

— Lembre-se sempre disso quando o inferno começar lá dentro. Você tem para quem voltar.

Assenti, sentindo o peso daquelas palavras. Eu estava disposto a morrer pelo Atlas, achando que isso salvaria a dor delas. Mas Noah estava certo. Se eu não voltasse, a destruição da Athena seria igual ou pior.

A porta de vidro se abriu. Elijah saiu, tirando o estetoscópio do pescoço. Corri até ele antes mesmo que ele terminasse de fechar a porta.

— E então? Como ela está?

Elijah suspirou, parecendo cansado.

— Foi um pico de estresse muito forte, José. O corpo dela ainda está se recuperando da parada cardíaca de mais cedo. A notícia da prisão, o medo de te perder... a adrenalina subiu demais e o sistema dela desligou para se proteger.

— Mas ela está bem? — insisti.

— Está estável agora. A pressão baixou. — Elijah garantiu. — Mas ela precisa descansar. O coração dela não aguenta mais fortes emoções hoje. Eu apliquei um sedativo leve para garantir que ela durma e o corpo se recupere.

Soltei o ar que estava prendendo, aliviado.

— Ela está dormindo?

— Ainda não. — Elijah balançou a cabeça. — Ela está lutando contra o efeito do remédio. Está chamando por você.

Meu coração apertou.

— Eu posso entrar?

— Entra. — Elijah assentiu, abrindo espaço. — Mas o remédio vai derrubá-la em minutos. Seja breve, meu amigo.

Assenti e entrei. As enfermeiras terminaram de ajeitar o soro e saíram silenciosamente, me deixando sozinho com ela novamente.

Athena estava com os olhos semicerrados, lutando bravamente contra o sono pesado que tentava levá-la.

— José... — ela sussurrou, a voz pastosa.

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