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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 235

Capítulo 235 — O último Pedido

José Alves

O silêncio do quarto, agora que estávamos sozinhos, parecia gritar tudo o que eu precisava dizer e não tinha coragem. Olhei para Athena, tão frágil naquela cama, mas tão forte em espírito, e senti meu peito transbordar.

Caminhei até ela e segurei seu rosto com as duas mãos, deslizando meus polegares por suas bochechas.

— Eu nunca amei ninguém até conhecer você, Athena. — confessei, a voz rouca. — Naquele dia, no apartamento do Atlas... eu era o cara fodido da história. O errado. O problema. Mas quando eu coloquei os olhos em você, algo dentro de mim gritou. Eu não sei explicar, mas eu soube ali que você seria minha.

Ela sorriu, os olhos brilhando, e eu continuei, precisando que ela entendesse a profundidade disso.

— Você tem essa bondade... esse jeito de fazer o bem sem olhar a quem. Você me defendeu, cuidou de mim sem se importar com quem eu era ou o que eu tinha feito. E depois vieram os sorrisos, as mensagens...

Inclinei-me, roçando meu nariz no dela.

— Você é perfeita pra mim, mi amor. Porque você me enxerga além dos erros. Você me vê de uma maneira que nem eu mesmo consigo ver. Se eu me olhasse no espelho agora, eu veria um cara cheio de falhas. Mas quando olho nos seus olhos... eu vejo o homem que eu quero ser. É isso que me faz te amar ainda mais.

— José... — ela sussurrou, emocionada.

— Fora que você é linda. — Dei um beijo no pescoço dela, sentindo o perfume suave da pele dela. — Cheirosa...

Deslizei meus lábios até o lóbulo da orelha dela e sussurrei, a voz carregada de desejo e verdade:

— E gostosa pra cacete.

Athena soltou um gemidinho involuntário, seguido de uma risada fraca e envergonhada.

— José! Estamos num hospital! — ela repreendeu, mas suas mãos puxaram minha nuca para mais perto.

Afastei-me o suficiente para encará-la, ficando sério novamente.

— E quando eu digo que faria qualquer coisa por você... que eu morreria e até mesmo enfrentaria o inferno por você... — Encostei minha testa na dela, fechando os olhos. — Eu falo sério, princesa. Eu enfrento tudo pra te ver feliz.

Athena tirou uma das mãos da minha nuca e colocou no meu rosto, acariciando minha barba por fazer.

— Eu não preciso que faça nada, só quero você comigo.

Respirei fundo e senti uma lágrima traidora escapar. Sim, eu estava chorando de novo. Nem eu acreditava nisso, mas o medo de perdê-la, misturado com a dor da despedida, era demais para suportar.

Athena se esticou e beijou minhas lágrimas, me fazendo abrir os olhos e encará-la.

— Eu te amo, José. — ela disse, olhando bem dentro da minha alma. — Acho que senti algo por você desde o dia em que te conheci, só não sabia que sentimento era esse. Você mexeu com os meus pensamentos, me atraiu de uma maneira inexplicável. Libertou uma Athena que eu nem sabia que existia.

Ela passou o nariz pelo meu rosto, me fazendo suspirar trêmulo.

— Você me fez sua, José. E eu vou ser sua pra sempre.

Ela me puxou para um beijo, e dessa vez eu esqueci o hospital. Esqueci os bipes, o cheiro de remédio, o fato de que ela tinha acabado de voltar da morte. O beijo foi urgente, carregado de todo o meu sentimento, do medo avassalador de ir para aquele inferno e não conseguir voltar para ela.

Quando nos separamos, ambos ofegantes, encostei minha testa na dela de novo.

— Eu te amo, minha princesa. Nunca vai haver outra pessoa, porque esse sentimento vai ficar aqui pra sempre. — Peguei a mão dela e coloquei sobre meu peito, onde meu coração batia descompassado. — Promete que nunca vai esquecer do quanto eu te amo, Athena...

— José... — ela tentou falar, sentindo o tom de despedida.

— Só promete. — insisti, segurando o rosto dela entre as mãos, desesperado. — Promete que nunca vai esquecer disso. Não esquece que você é o amor da minha vida.

Ela me respondeu com uma firmeza e ternura que me desmontaram por dentro.

— É impossível esquecer, quando eu também sinto.

Ela sorriu para mim, e nos separamos devagar. Athena passou a mão pelo rosto, limpando os resquícios de emoção, e então me olhou com aquela inteligência afiada que ela tinha herdado do irmão.

— Agora me diz, meu amor... pra onde eles vão te levar?

Senti o chão sumir. Não tinha mais volta. Não tinha por onde correr. Chegou a hora da verdade.

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