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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 220

Capítulo 220 — A confusão se instalou

Athena Wilson

Acordei dolorida, mas era uma dor boa. Minha noite havia sido intensa para minha primeira vez, mas José foi perfeito em cada toque, em cada beijo, em cada momento que ele me proporcionou. Eu estava radiante, feliz, realizada... nem sei quantos adjetivos caberiam em uma frase para me descrever.

Mas durou pouco.

José ouviu batidas violentas na porta e foi atender. Tentei levantar para ir atrás dele, mas uma tontura forte me segurou na cama. Sentei rápido, e foi nesse momento que ouvi a confusão.

— SEU FILHO DA PUTA!!

Ignorei o que estava sentindo e corri para a sala. Quando cheguei, meu namorado estava com a mão no nariz, encurvado e sangrando. E meu irmão estava indo pra cima dele de novo.

— ATLAS, NÃO!! — gritei, correndo até o José e me colocando entre eles. — Amor, você tá bem? — perguntei, segurando o rosto dele.

Escutei uma risada seca, quase inumana, vindo do meu irmão.

— Amor? — Atlas perguntou incrédulo, os olhos injetados de fúria. — Você está chamando esse lixo de amor, Athena? Enlouqueceu?

— Parece que o único louco aqui é você, Atlas! — rebati, irritada.

— Princesa, tá tudo bem... — José tentou falar, a voz anasalada.

— Tudo bem, José? Ele entrou na sua casa, te agrediu sem motivos e está tudo bem?

— Dele? — Atlas zombou. — Não, querida irmãzinha, esse apartamento é da minha mulher. Esse marginal mora aqui de favor.

— Eu pago o aluguel para minha irmã, foi ela quem insistiu em devolver. — José respondeu, tentando estancar o sangue. — Droga, preciso cuidar disso. Aparecer desse jeito no trampo vai me prejudicar pra caralho.

— Vou te levar ao hospital. — decidi.

— Você vai é pra casa comigo. — Atlas disse, aproximando-se e me pegando pelo braço com força.

— Não vou a lugar nenhum com você! — Puxei meu braço do aperto dele. — Eu vou cuidar do meu namorado.

— Para de chamá-lo assim, Athena! Ele não é porra nenhuma sua.

— Ele é meu namorado, você goste ou não! — Me virei para o José, ignorando o Atlas. — Vamos para o quarto, nos trocamos e eu te levo.

— Mi amor, não precisa. Eu não posso perder esse emprego, já foi difícil encontrá-lo.

Atlas bufou ao meu lado, impaciente.

— José… — insisti.

Ele colocou a mão livre no meu rosto, sujando minha bochecha com um pouco de sangue, mas não me importei.

— Juro que estou bem.

— Viu? — meu irmão disse. — O traste está bem. Agora você vem embora comigo.

— Atlas Wilson, qual parte do “eu não vou a lugar nenhum com você” não ficou clara? — perguntei, a raiva pulsando nas minhas têmporas.

— Athena, não me obrigue a te jogar no meu ombro e te levar à força.

— Quero ver você tentar. — desafiei.

— É isso que você está aprendendo andando com ele? — Atlas perguntou, apontando para o José com nojo.

— Aprendendo a me impor? A não deixar as pessoas decidirem por mim? A me obrigarem a fazer o que não quero? — falei com deboche. — Porque se for isso? SIM!! A resposta é SIM.

— Athena, eu te recomendo parar de me provocar.

— E eu te recomendo a parar de tentar mandar em mim. Eu sou maior de idade, Atlas.

— Que mora na minha casa! — ele rebateu.

— Não seja por isso. Posso me mudar!

— Athena… — José me chamou. Olhei para ele. — Não age por impulso, minha princesa. Vai com seu irmão, vocês dois conversam e a gente se fala depois.

— Ouve o traste. — Atlas disse, e eu o fulminei com o olhar.

— Eu vou embora e nós vamos conversar. Mas não será agora! — falei, decidida. — Você pode ir. Depois que eu cuidar do meu namorado e deixá-lo no serviço, irei para a SUA CASA. — Enfatizei o final da frase, e isso mexeu com ele. — E lá conversaremos.

O celular do Atlas vibrou bem na hora. Meu irmão olhou no visor, confuso.

— Dom. — Ele atendeu, fazendo uma pausa. — Estou no Brooklyn, no antigo apartamento da Sammy.

Atlas se afastou um pouco para continuar a ligação, indo em direção ao corredor. Olhei para o José.

— Vem, vamos cuidar disso.

Segurei sua mão e o puxei para a banqueta da cozinha. Enquanto ele se sentava, fui pegar o kit de primeiros socorros que estava em cima da geladeira. Voltei até ele e comecei a limpar seu rosto.

— A segunda vez que cuida de mim só nessa semana. — ele tentou brincar, embora o sorriso doesse.

— E as duas vezes se machucou por minha causa. — respondi, chateada.

— Hey… — ele disse, me puxando pela cintura para ficar entre suas pernas. — Eu morreria por você.

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