Capítulo 218 — Revelações e Golpes
José Alves
Eu falei te amo.
Porra, nunca foi tão fácil dizer essas três palavras. Eu sempre resisti a essa coisa de sentimentos, até mesmo fui um escroto com a minha irmã por causa disso, dizendo que ela era emocionada demais.
Mas com ela… com a minha Princesa. Mi amor. Foi perfeito. Foi o momento que esperei minha vida inteira e nem sabia.
Athena estava deitada ao meu lado, o corpo pequeno e macio aninhado ao meu, a respiração dela começando a se acalmar. Passei o braço por baixo dos ombros dela, trazendo-a para o meu peito, e ela suspirou, relaxando completamente. Não precisávamos de palavras bonitas ou poemas. O silêncio confortável entre nós dizia tudo.
Fiquei acariciando o braço dela, sentindo a pele arrepiada, até que ela se apoiou no meu peito, ergueu o rosto e me encarou. Os olhos castanhos estavam brilhantes, curiosos.
— O que foi? — perguntei, tirando uma mecha de cabelo do rosto dela.
Ela sorriu, e eu juro que o meu mundo parou naquele sorriso.
— Então você me ama? — ela perguntou, com uma pitada de malícia que fez meu pau dar sinal de vida novamente.
Não respondi com palavras. Num movimento rápido, girei o corpo na cama, prensando as costas dela contra o colchão e ficando sobre ela, prendendo-a na minha armadilha favorita.
Beijei-a com tudo o que eu tinha. Com amor, com posse, com a promessa de que eu faria qualquer coisa por ela. Quando nos separamos em busca de ar, colei minha testa na dela.
— Sim, eu te amo. Muito. Pra caralho. — confessei, olhando no fundo dos olhos dela. — Eu tô completamente louco por você, Athena.
Ela sorriu, envolveu os braços no meu pescoço e me puxou para mais perto.
— Também te amo.
Meu coração acelerou tanto que parecia querer sair pela boca. Esqueci como se respirava por um segundo. Era bom demais ouvir aquilo, mas ao mesmo tempo... o medo bateu. Medo de ser cedo demais, medo de ela estar confundindo a adrenalina do momento com amor.
Athena percebeu minha hesitação. O sorriso dela vacilou.
— O que houve? — ela perguntou, preocupada.
— Nada... só que... — Fiz uma pausa, buscando as palavras certas para não parecer um idiota, mas falhando. — Você não precisa dizer que me ama, princesa.
Ela franziu a testa, os olhos estreitando.
— Posso saber por quê? Você pode me amar e eu não posso amar você?
Notei a irritação na voz dela. Merda, José.
— Claro que pode, mi amor. — Beijei o pescoço dela, tentando acalmá-la. — Só que sei que somos recentes, e você...
— José Alves, não estrague o melhor momento da minha vida! — Ela bufou, me interrompendo, e tentou me empurrar, mas eu não me movi. — Tô cansada das pessoas me dizerem o que posso ou não sentir, o que posso ou não fazer, o que combina ou não comigo!
Tentei falar, mas ela não deixou. A garota tímida tinha dado lugar a uma leoa.
— Eu te amo! E amo pra caralho como diz você! — ela disparou. — E se eu não tivesse certeza do que estou sentindo, eu não teria me entregado a você.
Ela cruzou os braços debaixo do meu peito e virou o rosto para o lado, bufando.
Sorri de lado. Deus, eu amava essa mulher. Ela estava certa. Quem era eu para duvidar do que ela sentia?
— Desculpa. — sussurrei, passando o nariz no pescoço dela. Beijei aquele ponto sensível embaixo da orelha que eu tinha descoberto há pouco tempo.
Ela estremeceu, descruzando os braços devagar.
— Eu te amo, você me ama. — continuei, distribuindo beijos pelo maxilar dela. — Eu sou seu, você é minha. E não há mais discussão.
Ela virou o rosto para mim, a raiva derretendo e dando lugar ao desejo. Nossas bocas se encontraram de novo, urgentes. O beijo aprofundou, as nossas línguas dançavam, e ela gemeu na minha boca. Aquele som foi o suficiente para me deixar duro como pedra.
Ajeitei-me entre as pernas dela, sentindo a umidade que ainda estava lá.
Athena sorriu, surpresa, sentindo minha ereção contra a barriga dela.
— Não me diz que...
— Só se você não quiser. — ri, roçando em sua entrada.
Ela me olhou, confusa e encantada.
— Pensei que os homens não conseguissem seguida.
Ri alto da inocência dela.
— Amor, olha pra você. — Passei a mão pelo corpo nu dela, desenhando as curvas perfeitas. — Você é uma delícia! Eu consigo uma... — Beijei o pescoço dela. — Duas... — Beijei a ponta do nariz. — Três... e quantas mais você quiser.
Tomei a boca dela novamente, iniciando o segundo round. Dessa vez, eu não tinha pressa. Explorei cada centímetro, cada reação. Deitei de costas na cama e a puxei para cima de mim.
— Cavalga pra mim, princesa. — ordenei rouco.
Ela obedeceu. Ver Athena no comando, os cabelos caindo sobre o rosto, os seios balançando enquanto ela quicava no meu colo, foi a visão mais erótica da minha vida. Eu a estimulava com os dedos, tocando onde ela precisava, e ela se perdeu, caindo sobre meu peito, ofegante.
Ela estava mole, entregue, mas eu queria mais. Girei nossos corpos na cama, colocando-a de quatro.
A visão da bunda dela, empinada e perfeita, me fez rosnar. Depositei beijos ali, subi pelas costas, deixei uma mordida leve no ombro dela, enquanto minhas mãos não paravam de estimulá-la nem por um segundo.
— José... — ela sussurrou, a voz trêmula.
— Tô indo, mi amor.
Preenchi-a inteira numa estocada funda. Ela gritou meu nome, apertando os lençóis. O ritmo era forte e visceral. Ela se perdeu, gozando alto, e aquilo foi o gatilho. Explodi dentro dela segundos depois, sentindo minha alma sair do corpo.
Desabamos na cama. Ela ficou de barriga para cima, olhando para o teto, ofegante e rindo do nada. Eu deitei de lado, apoiando a cabeça na mão, e a puxei para perto, dando um beijo suado nela.

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