Capítulo 217 — Eu te amo, minha Princesa
Athena Wilson
Eu não escolhi deixar de amar o Oliver. Eu escolhi dar uma chance ao José. E confesso que, nesse momento, foi a melhor escolha.
José me tira da minha zona de conforto, me faz olhar as coisas de forma diferente, me impor como nunca antes. Meu sangue ferve quando estou com ele, e hoje descobri que viro um vulcão pronto para destruir tudo quando vejo outra perto dele.
Tem outra coisa que ele desperta em mim… uma vontade louca de ser dele. Só dele. E foi exatamente isso que eu pedi.
— Tá tudo bem? — perguntei pra ele com um sorriso, vendo sua cara de espanto.
— Está, só que…
Levantei o rosto e dei um beijo no queixo dele, fazendo-o parar de falar na mesma hora.
— Só que… — repeti suas palavras.
— Princesa, não faz isso comigo. Eu tô tentando ser a razão dessa relação.
— E você é, amor… — respondi, e a forma como eu o chamei o fez amolecer um pouco. — Você é a razão por eu ter perdido completamente o controle.
Ele riu e me deu um beijo rápido. Quando nos separamos, ele colou a testa na minha.
— Eu tô louco para seguir em frente, minha princesa. — Ele se esfregou em mim, me mostrando que falava a verdade. — Mas é assim que você quer que seja sua primeira vez? No meu sofá, na segunda vez que fica comigo?
— José, eu realmente preciso responder isso? — Arqueei uma sobrancelha para ele.
Ele levantou de cima de mim, colocando-se de pé ao lado do sofá, e estendeu a mão pra mim.
— Vem.
Segurei sua mão e, assim que coloquei meus pés no chão, ele me pegou no colo. Soltei um gritinho de susto, depois ri.
— Se vamos fazer isso, será no meu quarto. — ele disse, me dando um beijo na ponta do nariz.
Entramos no quarto dele e mais uma vez ele me surpreendeu. Eu esperava cama desfeita, roupas espalhadas, essas coisas. Mas estava tudo perfeitamente no lugar, e o cheiro dele, aquele de menta com homem, dominava o ambiente.
Ele me deitou na cama, foi até a cômoda, abriu uma das gavetas e tirou algo de lá. Meu coração errou uma batida quando vi o que era. Ele ia seguir em frente.
— Atlas me mata se eu deixar um Josecito aí dentro. — falou, voltando para a cama comigo.
— Josecito? — perguntei rindo. — Acho que sou eu quem decido se quero um mini José ou não. — Peguei o preservativo da mão dele e o deixei de lado. — E eu quero te sentir inteiro, não quero que minha primeira vez seja com essas coisas.
— Princesa…
Sentei na cama, passando meus braços ao redor do pescoço dele.
— O Elijah me receita anticoncepcionais há anos, mesmo quando não tinha namorado eu já tomava. Se a sua única preocupação é essa, fica tranquilo.
— Eu sou limpo. — ele respondeu sério.
— Eu sei. Se tivesse dúvidas sobre isso, não iria sugerir que seguíssemos sem aquilo. — Olhei para o preservativo ao lado do travesseiro dele.
— Athena, não quero parecer chato. Mas tem certeza disso? Eu vou me odiar se você se arrepender depois.
Não respondi com palavras. Me ajeitei na cama, levantei meu vestido e o joguei no chão do quarto.
— Isso responde sua pergunta?
José ficou imóvel por um segundo, os olhos escuros percorrendo cada centímetro do meu corpo exposto. O olhar dele não era apenas de desejo; era de devoção. Ele parecia estar diante de um altar, e eu era a divindade que ele tanto queria.
— Isso responde... — a voz dele saiu rouca, grave, fazendo meu ventre contrair. — E responde pra caralho.
Ele se aproximou devagar, como um predador que não queria assustar a presa, e subiu na cama, ficando sobre mim. Mas ele não me tocou imediatamente. Ele apoiou o peso nos antebraços, enjaulando meu corpo com o dele, e me encarou.
— Eu disse que ia te venerar, Athena. — Ele sussurrou, roçando o nariz no meu pescoço, a barba rala arranhando minha pele e me causando arrepios deliciosos. — E eu vou cumprir cada letra dessa promessa.

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