Capítulo 211 — O Gosto do Segredo
Noah Blake
Nossa semana foi como todas as outras nos últimos meses. Agitada.
Casamos Declan no sábado, noivamos Dominic no domingo e acalmamos Atlas na segunda. Os cretinos do tal Drácula nos deram uma trégua, meu tio viajou para Londres, e David anda escorregadio demais até para Dominic Costello, um dos melhores rastreadores do FBI.
Hoje é a reabertura da Paradise e, como donos, eu e os caras precisamos aparecer. Como alguns documentos urgentes na empresa precisavam de atenção, Declan e eu tivemos que deixar tudo por conta do Atlas. Nossas mulheres nos ajudaram por aqui, e Sammy e Penny o ajudaram por lá.
Resumindo, está tudo certo pra hoje. Mas o clima está pesado. Estamos felizes pelo Chris e Penny e o bebê a caminho, mas arrasados por Dom e Tay e o bebê que não virá mais.
— Estou pronta, amor. Jen e Declan já foram.
A voz da Ju me tirou da minha lista mental de acontecimentos.
— Então vamos, querida. Você precisa descansar um pouco antes de irmos para o clube.
Ela se aproximou, sentando em meu colo.
— Falei com as meninas, e pensamos em talvez ficarmos com a Tay.
— Amor, conhecendo meu amigo-irmão Dominic Costello... — Tirei o cabelo do ombro dela, depositando um beijo ali. — Ele não sai do lado da mulher dele até ter certeza de que ela superou tudo isso.
— E como supera? — ela perguntou, deitando a cabeça no meu peito. A voz carregada de dor pela amiga.
— Com o tempo — respondi com sinceridade. — Mesmo que no começo seja difícil, a Tay é forte. Falei com Elijah e ele disse que os exames dela estão bons. — Ela levantou os olhos para me encarar. — O que significa que em breve nossa maloqueira preferida vai poder engravidar novamente.
Juliet sorriu pra mim, passou a mão na minha nuca e me beijou. Lento, intenso, e do jeito que me desarmava por completo. Ajeitei-a no meu colo, e ela gemeu contra a minha boca quando percebeu o efeito que sempre causava em mim.
— Querido, será que passamos da fase de rapidinhas no escritório?
Sorri para suas palavras. Em um movimento rápido, coloquei-a sentada na minha mesa.
— De jeito nenhum. Essa fase é perpétua — garanti, antes de atacar a boca dela com uma fome que parecia nunca saciar.
Afastei os papéis da mesa com um movimento brusco do braço, pouco me importando se contratos milionários voariam pelo chão. O único patrimônio que me importava estava ali, nos meus braços.
Juliet arfou quando minhas mãos subiram pelas coxas dela, empurrando o vestido de tecido leve para cima. A pele dela estava quente, macia, e o cheiro... Deus, o cheiro natural dela misturado ao perfume floral era a minha droga favorita.
— Noah... — ela gemeu, jogando a cabeça para trás quando beijei o pescoço dela, mordiscando o ponto sensível logo abaixo da orelha.
Afastei a calcinha dela com o polegar, encontrando-a encharcada para mim. O visual dela ali, sentada na minha mesa, com a barriga começando a despontar, linda, entregue e excitada, fez meu sangue ferver. Havia algo primitivo em nós dois. Talvez por tudo o que passamos, cada toque nosso era uma celebração de sobrevivência.
Não houve preliminares lentas. Eu precisava senti-la.
Abri minha calça, liberando meu pau que já pulsava dolorosamente, e me encaixei entre as pernas dela. Quando entrei nela, o som que a Ju fez, um gemido rouco, profundo, vibrou direto no meu peito.
— Tão apertada... — sussurrei, segurando o quadril dela e impondo um ritmo forte.
— Mais... — ela pediu, as unhas cravando nos meus ombros, as pernas envolvendo minha cintura. — Por favor, senhor... mais forte.
“Senhor”... Minha mulher havia aprendido direitinho.
Atendi ao seu pedido, estocando fundo, sentindo as paredes dela me apertarem, me massagearem. Era visceral. Era sujo e sagrado ao mesmo tempo. Minha mão livre foi para o seio dela, apertando-o por cima do tecido, enquanto a outra se mantinha firme na nuca dela, dominando o beijo.
A gravidez a deixava mais sensível, mais reativa. Cada investida minha arrancava suspiros quebrados dela. Olhei nos olhos dela, aqueles olhos que me salvaram da escuridão tantas vezes, e vi o prazer nublando o azul.
— Eu te amo — falei, a voz grossa, entre dentes. — Eu amo cada pedaço seu.
— Eu te amo... — ela choramingou, o corpo dela resetando. — Noah, eu vou...
— Vem, amor. Vem pra mim.
Acelerei o ritmo, roçando o clitóris dela com meu polegar enquanto bombardeava seu interior. Minha mulher gritou meu nome, o corpo dela convulsionando em espasmos deliciosos que me ordenharam até a última gota. Explodi dentro dela segundos depois, derramando tudo o que eu tinha, marcando-a, protegendo-a da única forma que meu instinto animal conhecia.
Ficamos ali por um tempo, ofegantes, testas coladas, o silêncio do escritório sendo quebrado apenas pelas nossas respirações descompassadas.
— Uau... — ela riu baixinho, ajeitando o vestido. — Perpétua, é?
— Pelo resto da vida, senhora Blake. — Beijei a ponta do nariz dela, vendo-a corar por eu usar meu sobrenome nela. — Agora vamos para casa. Nossos filhos estão esperando.
Chegamos em casa. A cobertura estava estranhamente silenciosa quando, o que raramente era um bom sinal quando temos duas crianças. Mas logo o furacão Laurinha apareceu no corredor.
— Papai! Mamãe! — Ela correu, pulando no meu colo assim que me abaixei.
— Oi, princesa. — Abracei aquele corpinho pequeno, inspirando o cheiro do cabelinho dela que era único. — Cadê seu irmão?
— O Heitor tá chato — ela reclamou, fazendo bico. — Ele não quis brincar de chá comigo. Ele tá no sofá olhando pro nada.
Franzi a testa e troquei um olhar rápido com a Ju. Caminhei até a sala de estar, ainda com Laurinha no colo. Heitor estava lá, sentado com os joelhos dobrados contra o peito, encarando a TV desligada.
— E aí, campeão? — chamei, tentando soar casual.
Heitor sobressaltou-se, como se eu tivesse gritado. Ele virou o rosto rápido demais.

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