Capítulo 196 — Corpo, Alma e Ventre
Declan Reed
O jardim de inverno do hotel estava transformado. Flores brancas cascateavam do teto de vidro, e velas iluminavam o caminho até o altar, onde eu estava parado, sentindo meu coração bater contra as costelas como um prisioneiro tentando fugir.
A música mudou. A conversa dos convidados cessou.
As portas duplas no final do corredor se abriram.
E então, eu parei de respirar.
Jenny estava lá. O vestido sereia abraçava cada curva do seu corpo, desenhando a silhueta da mulher que me salvou e evidenciando a pequena, mas preciosa, saliência em sua barriga. O véu cobria seu rosto, mas eu podia ver o brilho dos seus olhos.
Ela não caminhou sozinha. Noah Blake, meu irmão de alma, ofereceu o braço para ela. Com a mãe expulsa e o pai falecido, Noah assumiu o posto. E ver os dois vindo em minha direção foi a confirmação final de que nós éramos uma família blindada.
Quando chegaram ao altar, Noah beijou a testa dela através do véu e colocou a mão dela na minha.
— Cuida dela, Reed. — ele sussurrou, com a voz embargada. — Ou eu te mato.
— Com a minha vida. — prometi, segurando a mão pequena e trêmula da Jenny.
Subimos os degraus. O padre começou a falar, mas eu só tinha olhos para ela. Levantei o véu devagar, revelando o rosto corado e os olhos marejados da minha Pequena.
— Você está linda. — murmurei, incapaz de guardar para mim.
— Você também não está nada mal, Senhor Reed. — ela sorriu, mordendo o lábio.
Os votos foram ditos. Eu não escrevi nada em papel. O que eu tinha para dizer estava gravado na minha alma.
— Jenny... — comecei, minha voz ecoando no silêncio do salão. — Eu vivia no escuro. Eu era um homem feito de culpa e raiva. Mas então, você entrou no meu escritório, tropeçando nas palavras e derrubando café, e trouxe a luz. Você me ensinou a perdoar. Me ensinou a amar. E hoje, diante de Deus e da nossa família, eu prometo te proteger, te honrar e te venerar todos os dias da minha vida. Você é minha paz, Jenny. E eu sou seu.
Uma lágrima escorreu pelo rosto dela. Jenny respirou fundo, segurando minhas mãos com força.
— Declan... eu sempre procurei um lugar para pertencer. Um lar. Eu achei que nunca teria isso. Mas descobri que meu lar não é um lugar. É você. São seus braços. É o seu coração. Eu prometo estar ao seu lado nas tempestades e na calmaria. Prometo amar você e o nosso bebê com todas as minhas forças. Eu sou sua, Declan. De corpo e alma.
Trocar as alianças foi um borrão de emoção. E quando o padre finalmente disse "O noivo pode beijar a noiva", eu não esperei.
Puxei-a pela cintura e tomei sua boca. Não foi um beijo casto. Foi um beijo de posse, de promessa, selando nosso destino.
O salão explodiu em aplausos e assobios dos rapazes.
A festa foi incrível. Dançamos, bebemos (ela no suco, eu no uísque), rimos com nossos amigos. Mas a cada minuto que passava, a minha paciência diminuía. Eu via o jeito que o vestido marcava o corpo dela, o jeito que ela sorria para mim, e meu instinto primitivo gritava.
Eu precisava tirá-la dali. E eu a tirei.
A porta da suíte presidencial se fechou com um clique suave, abafando o som do mundo lá fora.
O silêncio caiu sobre nós. A atmosfera mudou instantaneamente. Não éramos mais o casal sorridente da festa.
Jenny estava parada no meio do quarto, me olhando. Ela sabia. Ela conhecia meu olhar.
— Cansada, Senhora Reed? — perguntei, soltando a gravata borboleta e deixando-a pendurada no pescoço, desabotoando os primeiros botões da camisa.
— Um pouco. — ela sussurrou, os olhos escurecendo. — Mas não o suficiente para dormir.
Caminhei até ela, devagar, como um predador cercando sua presa favorita.
— Vire-se.
Ela obedeceu imediatamente, dando-me as costas. Afastei o cabelo do pescoço dela e beijei a nuca, sentindo-a estremecer. Minhas mãos foram para o zíper do vestido. Desci-o lentamente, expondo a pele macia das costas dela centímetro por centímetro.
O vestido caiu aos pés dela, formando uma poça de seda branca.
Ela ficou apenas de lingerie de renda, também branca, que contrastava com a pele levemente bronzeada. A calcinha e o sutiã mal cobriam o que era meu.
— Linda... — rosnei, passando as mãos pelas laterais do corpo dela, parando na barriga.
Acariciei a saliência ali. Nosso bebê.
Jenny cobriu minhas mãos com as dela, recostando a cabeça no meu ombro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar