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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 194

Capítulo 194 — Definições de amor

Athena Wilson

O cara que segurava meu braço travou. Ele olhou para cima, encarando a montanha de músculos e cara fechada que tinha acabado de lhe dar um ultimato.

— Um... — José começou a contar, a voz baixa e letal.

O homem soltou meu pulso imediatamente, levantando as mãos em rendição.

— Calma aí, cara. Eu só estava conversando com a moça.

— Dois. — José continuou, ignorando a desculpa esfarrapada.

Antes que ele chegasse ao três, Bob surgiu ao nosso lado. Profissional, discreto, mas com aquela aura de "vou te quebrar" que todos os seguranças do Gayer tinham.

— Algum problema aqui, senhorita Wilson? — Bob perguntou, olhando fixamente para o engraçadinho.

— Nenhum, Bob. — respondi, massageando meu pulso. — O rapaz já estava de saída. Não é?

— É... é sim. — O cara gaguejou e sumiu na multidão mais rápido do que eu consegui piscar.

Soltei o ar, aliviada, e me virei para o meu salvador. José estava parado ali, usando uma camiseta preta simples e jeans, mas a postura dele era a de quem dominava o ambiente. A expressão dura suavizou assim que seus olhos encontraram os meus.

— Você está bem, princesa? — ele perguntou, analisando meu rosto.

— Estou. Obrigada. — forcei um sorriso. — Bob ia intervir, mas você foi mais rápido.

José olhou para o Bob e fez um aceno respeitoso de cabeça. Bob retribuiu e se afastou um pouco para nos dar privacidade, mas manteve os olhos atentos.

— O que você faz aqui sozinha? — José puxou uma cadeira e se sentou de frente para mim, preocupado. — Sammy disse que hoje era a despedida do Oliver.

Senti a pontada no peito ao ouvir o nome dele, e minha expressão deve ter me entregado, porque José logo percebeu.

— Desculpa. — ele disse rápido. — Falei besteira.

— Não falou. — suspirei, brincando com a borda do meu copo vazio. — É a despedida dele sim. Mas eu não consegui ir. Dói demais ver ele partir, José. Então vim afogar as mágoas.

Levantei o copo vazio e ele assentiu, compreensivo.

— E você? — mudei de assunto para não chorar. — O que faz aqui?

— Happy hour da firma. — ele sorriu de canto e apontou para uma mesa no canto oposto, onde dois caras e uma moça conversavam animados. — Lembra do emprego que eu consegui? — dei um aceno confirmando. — É no estoque da Macy's. Carregar caixa, organizar prateleira... trabalho braçal, mas honesto. O pessoal me chamou pra beber uma e eu vim.

Sorri, genuinamente feliz por ele.

— Isso é ótimo, José. Fico feliz por você.

— Por que não senta com a gente? — ele convidou. — É melhor do que ficar aqui sozinha atraindo babacas. O pessoal é gente boa. A Lisa é engraçada, você vai gostar.

Hesitei por um segundo, mas a ideia de ficar sozinha com meus pensamentos sobre o Oliver era terrível.

— Tudo bem. Eu aceito.

Juntei-me à mesa dele. José me apresentou como "cunhada da irmã dele", o que evitou perguntas estranhas. A noite, que tinha tudo para ser depressiva, acabou se tornando leve. O pessoal do trabalho dele era simples e divertido, contando histórias sobre clientes malucos na loja. José ria, participava, e eu vi um lado dele que não conhecia: leve, trabalhador, normal.

Meu celular vibrou na bolsa. Era Atlas.

Atendi, revirando os olhos.

— Onde você está? Bob disse que você entrou num bar.

— Estou bem, Atlas. Estou com o José e uns amigos dele.

— Com o José? O irmão da Sammy? — o tom dele mudou de preocupado para desconfiado. — Athena, eu não gosto desse cara…

Me afastei um pouco da mesa para responder.

— Estamos com amigos do trabalho dele, Atlas. Pessoas trabalhadoras, decentes, do jeito que você gosta. E José me ajudou com um cara chato agora pouco. Relaxa. Eu estou segura e o Bob está aqui. Tchau.

Desliguei antes que ele começasse o sermão. Voltei para a mesa do José, e a conversa continuou fluída e divertida. Pouco tempo depois, o grupo decidiu ir embora. Saímos do bar para a calçada fria de Nova York.

— Para onde você vai agora? — perguntei para o José, enquanto os amigos dele seguiam para o metrô.

— Casa. — ele ajeitou a jaqueta. — Tô morando no antigo apartamento da Sammy, no Brooklyn. Ela tinha uns aluguéis pagos e liberou pra eu ficar lá até me estabilizar.

— Eu te dou uma carona. — ofereci.

Ele franziu a testa.

— De jeito nenhum. O Brooklyn a essa hora não é lugar pra você, e muito menos pro seu carro. É perigoso, princesa. Eu pego o metrô.

— Para com isso. — insisti. — O Bob vai com a gente no carro de trás. É seguro. Entra logo, não aceito não como resposta.

José ponderou, olhou para o carro preto do Bob parado na esquina, e acabou cedendo com um suspiro.

— Você é teimosa igual à sua cunhada.

A viagem até o Brooklyn foi surpreendentemente agradável. O som do rádio estava baixo, e o silêncio entre nós não era constrangedor. José tinha uma energia diferente dos caras com quem eu convivia. Ele não tentava impressionar, ele era apenas... ele.

Quando estacionei em frente ao prédio antigo de tijolos, Bob encostou logo atrás.

Desliguei o motor, mas José não fez menção de sair imediatamente. Ele se virou no banco, me observando à meia-luz da rua.

— Você ainda está triste. — não foi uma pergunta.

Encostei a cabeça no banco e fechei os olhos.

— É difícil disfarçar, né?

— Quer conversar? — ele ofereceu. — Sou um bom ouvinte.

Abri os olhos e o encarei. Talvez fosse a bebida, ou a facilidade de falar com ele, mas desabafei.

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