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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 192

Capítulo 192 — O pacto

Jenny Cullen

O apartamento da Juliet estava com aquele cheiro gostoso de velas aromáticas e, surpreendentemente, de bolo recém-assado. Cece, como sempre, acertando o timing para adoçar nossas vidas.

Quando entrei, a "reunião das meninas" já estava em pleno vapor na sala de estar. Penny estava jogada no tapete felpudo, Sammy e Taylor dividiam o sofá maior, e Ju estava na sua poltrona favorita, com as mãos repousadas sobre a barriga.

Apesar do turbilhão que estava na minha cabeça desde a ligação da minha madrasta, eu me forcei a sorrir. Estar ali, com elas, era meu porto seguro.

— Nossa pequena Jen chegou! — Penny anunciou, batendo palmas.

— Atrasada, como sempre. — Taylor completou, mas me deu um sorriso cúmplice.

— Culpa do Declan e do chuveiro. — brinquei, sentando-me ao lado da Ju e pegando uma almofada para abraçar.

— Uh-la-la! — Sammy assobiou. — Parece que as coisas voltaram ao normal na residência do Senhor Reed.

— Voltaram. E estão melhores do que nunca. — confirmei, sentindo meu rosto esquentar. — Mas e então? Qual é a pauta da noite além de comer besteiras e falar mal dos nossos homens?

— Taylor está com desejo de croissant sem nem estar grávida. — Penny avisou.

— Ainda suspeito sobre isso. — Sammy disse, jogando uma almofada na Tay.

— Confesso que prevenção e meu grandão não andam juntos, mas é só lombriga mesmo… — ela fez uma pausa, antes de concluir. — Assim espero.

— A gente sempre pode ir até uma farmácia tirar essa dúvida. — Ju avisou.

— Bom, se pudermos passar na Lafayette antes, eu topo. — Tay disse, e nós todas rimos.

— Alguém realmente quer um croissant. — Falei com um sorriso antes de me virar para a Ju. — E aí? Como foi a consulta? Elijah é incrível, né?

— E lindo… — Penny disse, jogando uma das jujubas da Laurinha na boca.

— Deixa o Chris te ouvir dizer isso. — Sammy a alertou, e Penny só deu de ombros.

Juliet respirou fundo, um sorriso enorme iluminando o rosto dela. Os olhos dela brilhavam de um jeito diferente.

— Elijah realmente é um querido, vocês tinham razão sobre isso. — ela disse, alisando a barriga. — E a consulta de hoje foi... reveladora.

— O que foi? Está tudo bem com o bebê? — Sammy perguntou, inclinando-se para frente, preocupada.

— Está tudo ótimo. Com o bebê... e com o outro bebê.

O silêncio durou dois segundos.

— O quê? — Penny perguntou, de boca aberta.

— São gêmeos. — Ju soltou, rindo emocionada. — Eu vou ter dois bebês de uma vez.

A sala explodiu em gritos. Penny pulou do tapete para abraçar Ju, Sammy começou a chorar e rir ao mesmo tempo, e Taylor soltou um "Caralho, o Noah tá ferrado!" que fez todas gargalharem.

Eu abracei minha amiga, sentindo a felicidade dela contagiar um pouco da minha alma cansada.

— Ju, isso é maravilhoso! — eu disse, genuinamente feliz. — Dois presentinhos de uma vez.

Ficamos um tempo ali, naquela bolha de alegria, fazendo planos, chutando nomes, imaginando o caos que seria a casa Blake com duas crianças pequenas correndo junto com Laurinha e Heitor.

Mas, à medida que a euforia inicial passava, o peso que eu carregava no peito voltava a se fazer presente. Eu tentava disfarçar, rindo das piadas da Taylor, mas a Juliet, com aquele radar de mãe que ela sempre teve, percebeu.

Quando as outras estavam distraídas discutindo cores de berço, Ju tocou minha mão.

— Jen. — ela chamou baixinho. — O que aconteceu?

Tentei negar.

— Nada, eu só estou cansada do dia...

— Não mente para mim, meu bem. — ela apertou minha mão. — Seus olhos estão tristes desde que você chegou. O Declan fez alguma coisa?

— Não, o Declan foi perfeito. Ele é perfeito. — suspirei, sentindo as lágrimas pinicarem. Eu não queria estragar o momento dela, mas eu precisava colocar para fora. — Foi... uma ligação.

As outras meninas pararam de falar, percebendo a mudança no clima.

— Quem ligou, Jenny? — Sammy perguntou, suave.

— Minha madrasta. — soltei a bomba.

Penny engasgou com a própria saliva. Taylor fechou a cara na hora.

— Aquela que sumiu no mundo depois que seu pai morreu? — Taylor perguntou, com a voz afiada.

Assenti, sentindo a dor antiga rasgar meu peito de novo.

— Ela me procurou hoje. Depois de anos sem dar um sinal de vida. Depois de ter me deixado sozinha quando eu mais precisei dela. — minha voz tremeu. — Eu era uma garota de vinte anos que ainda estava começando a vida, que tinha acabado de perder o pai, e ela... ela simplesmente foi embora. Eu achei que ela me amava, que eu era como uma filha para ela. Mas eu estava enganada.

— E o que aquela vaca queria? — Penny perguntou, revoltada.

— Disse que precisava me ver. Que precisava de ajuda. — limpei uma lágrima que escapou. — Como ela tem coragem? Depois de fingir por anos que eu não existo?

Juliet me puxou para um abraço de lado, me acolhendo.

— Ela não tem coragem, Jenny. Ela tem cara de pau. — Ju disse, firme. — E você não deve nada a ela. Nada.

— Eu sei... mas dói. Dói saber que a figura materna que eu achei que tinha era uma mentira.

O assunto "mãe" pairou no ar, pesado e complexo. Cada uma de nós carregava uma bagagem diferente sobre isso.

Juliet foi a primeira a falar, com a voz embargada.

— Eu te entendo, amiga. De um jeito diferente, mas entendo. Eu não lembro da minha mãe. Meu pai foi incrível, ele fez por dois, mas... no fundo, sempre faltou aquele colo, sabe? Aquela conexão que só mulher entende. — ela sorriu, nostálgica. — Quando conheci a Anne, na beira daquela estrada, cuidando de mim e dos meus filhos com tanto amor... eu senti um pouquinho do que era isso. E hoje, eu tenho a Cece. Ela preencheu um espaço no meu coração que eu nem sabia que estava tão vazio. Ela é minha mãe de alma.

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