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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 190

Capítulo 190 — Visitas do passado

Declan Reed

Assinei o último documento da pilha e soltei a caneta sobre a mesa de mogno, soltando um suspiro longo. O silêncio da minha sala era reconfortante, mas minha mente estava longe dali.

Estava em casa. Com ela.

Já faziam alguns dias desde o incidente no jantar do Noah, e embora a tensão ainda pairasse sobre o grupo, ou melhor, nossa família, minha vida pessoal parecia ter entrado em uma bolha de paz. Jenny estava em casa, recuperada do tiro, e nosso bebê crescia forte e saudável dentro dela.

Ter minha mulher salva, andando pelo nosso apartamento e sorrindo, era o único combustível que eu precisava para encarar o caos que estava por vir.

— Terra chamando Declan. — A voz do Noah me trouxe de volta.

Levantei o olhar. Noah estava na porta da minha sala, com a mão nas costas da Juliet, que sorria para mim.

— Desculpe. — ajeitei a postura. — Estava pensando na Jenny.

— Novidade seria se não estivesse. — Juliet brincou, entrando na sala. — Viemos avisar que estamos saindo. A reunião com os investidores japoneses fica por sua conta?

— Pode deixar. Eu cuido de tudo. — garanti. — Vão ver o Elijah?

— Sim, ultrassom de rotina e pré-natal. — Noah respondeu, e o brilho no olhar dele ao observar a barriga da namorada era algo que eu agora entendia perfeitamente. — Não quero arriscar nenhum atraso.

— Vão tranquilos. A empresa não vai pegar fogo em duas horas. — pisquei para eles. — Diz pro Elijah não se esquecer do seu compromisso comigo.

— Pode deixar, Sunshine.

— Ah, vai se ferrar, Blake. — falei irritado, e ele riu.

O riso dele morreu por um segundo, dando espaço para uma expressão séria.

— Agora é sério. Obrigado por segurar as pontas. Com tudo que vem acontecendo... ter você de volta é o alívio que eu precisava.

— Somos um time, irmão. Vai lá.

Noah me deu um aceno, Ju um sorriso, e depois os dois saíram.

Eu encerrei o expediente logo em seguida. A reunião foi rápida, precisa, como eu gostava. Peguei meu paletó e desci para o estacionamento.

Dirigi até em casa com aquela ansiedade boa de quem tem para onde voltar.

Assim que entrei na cobertura, o silêncio que eu esperava não existia. Em vez disso, gargalhadas altas vinham da cozinha.

Franzi a testa, sorrindo, e segui o som.

Quando entrei na cozinha, a cena me fez parar no batente. A ilha de mármore estava cercada. Jenny estava sentada em uma banqueta, com um pote gigante na frente. Ao redor dela, Samantha, Penelope, Taylor e Diva observavam com expressões que variavam entre o nojo e o divertimento.

— Amor? — chamei.

Todas as cabeças viraram para mim.

— Declan! — Jenny sorriu, com a boca suja de... aquilo era chocolate?

— O que está acontecendo aqui? — perguntei, me aproximando e beijando o topo da cabeça dela.

— Sua mulher é maluca, Declan. — Taylor disse, fazendo uma careta. — Ela está comendo sorvete de flocos com azeitona preta e... meu Deus, Jenny, o que é isso vermelho?

— Pimenta tabasco. — Jenny respondeu como se fosse óbvio, enfiando mais uma colherada na boca. — É a combinação perfeita. Doce, salgado e picante. O bebê adora.

— O bebê vai nascer cuspindo fogo, isso sim. — Penelope riu, roubando uma azeitona do pote. — Mas admito que o cheiro não é tão ruim.

— Nem vem, Penny! — Sammy alertou. — Se você começar com desejos estranhos, o Chris infarta antes de ter a oportunidade de ser pai.

— Vai me dizer que não teve nenhum desejo ainda, Sammy? — Penny perguntou.

— Ah, não foi tão estranho. Comi sorvete de chocolate com picles… — ela respondeu, envergonhada.

Todas riram, e eu balancei a cabeça, admirando a cena. Era bom vê-las assim, leves, unidas. Jenny parecia radiante, corada, viva.

— Bom, eu não vou julgar os gostos do meu filho.

— Ou filha. — Jenny me corrigiu. — Ainda não sabemos o sexo.

— Para ter gostos peculiares assim, provavelmente é uma menina linda como a mãe. — brinquei, roubando um beijo rápido nos lábios da Jenny, sentindo o gosto bizarro de chocolate com pimenta. — Mas vou deixar vocês se divertindo com essa gororoba. Preciso de um banho antes de encontrar os caras.

— Vai lá, querido. — Diva disse, já começando a organizar a bagunça na pia. — Eu cuido dessas meninas.

— Encontro na casa do Lawson, né? — Jenny perguntou.

— Isso. Atlas já confirmou. — peguei o celular e digitei uma mensagem rápida para o Atlas: "Tô em casa. Banho e chego aí em 30." — Não demoro. — Garanti, dando um último beijo nela.

Deixei a cozinha sob protestos da Taylor sobre o "crime culinário" da Jenny e fui para o nosso quarto.

Tirei o terno, a gravata, e senti o peso do dia escorrer. Entrei no chuveiro, deixando a água quente relaxar meus músculos. Apoiei as mãos nos azulejos, fechando os olhos.

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