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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 189

Capítulo 189 — Procedimento de Risco

Taylor Laurent

— Você perdeu o juízo?! — gritei, esquecendo completamente que tinha gente dormindo nos outros quartos. — Dominic, você já abriu a porra desses pontos mais do que é permitido! Você devia estar em uma cama hospitalar, cheio de tubos e sendo vigiado por enfermeiras, e não invadindo o meu quarto no meio da madrugada!

Minha "arma" improvisada já estava longe, mas minha vontade era bater nele com ela.

— Fala baixo, Taylor... — ele grunhiu, levando a mão ao ombro ferido e fazendo uma careta de dor que fez meu coração apertar, embora eu ainda estivesse furiosa.

— Falo baixo o caramba! Eu vou ligar para o Chris agora e ele vai te levar de volta nem que seja amarrado no teto do carro!

Peguei meu celular na mesa de cabeceira, mas a mão grande e quente dele cobriu a minha, impedindo o movimento.

— O Chris sabe que estou aqui. — ele disse, a voz rouca e séria. — Foi ele que me trouxe.

Parei, encarando aqueles olhos azuis exaustos.

— O Chris te ajudou nessa loucura? — soltei uma risada incrédula. — Ótimo! Dois irresponsáveis! Vocês acham que saúde é brincadeira? Você quase morreu, Dominic!

— Taylor, me escuta. — ele segurou meu rosto com a mão boa, forçando-me a olhar para ele. A brincadeira sumiu do rosto dele. — Eu não saí porque estava entediado. Eu saí porque tentaram entrar no meu quarto.

O mundo parou. Minha raiva evaporou instantaneamente, substituída por um gelo na espinha.

— O quê? — sussurrei.

— Uma hora depois que desligamos a chamada. — ele explicou, sentando-se na beirada da minha cama com dificuldade. — Alguém entrou. Não era a enfermeira loira, e não era nenhum médico da equipe do Elijah. Estava de máscara, jaleco, mas o jeito de andar... era pesado.

Me ajoelhei na frente dele, checando seu corpo freneticamente com os olhos.

— Ele te machucou? Você lutou?

— Eu percebi antes que ele chegasse perto com a seringa. — Dom sorriu, um sorriso predador e perigoso. — Joguei a bandeja de metal nele e apertei o botão de emergência. O cara fugiu antes da segurança chegar.

— Meu Deus... — passei a mão pelo cabelo, trêmula. — Eles tentaram terminar o serviço... dentro do hospital.

— Exato. O hospital não é seguro. — ele suspirou. — Liguei para o Chris. Ele concordou que o único lugar seguro era onde nossas equipes estivessem montando guarda pesada. Ou seja... aqui.

Respirei fundo, tentando processar. A raiva voltou, mas agora direcionada a quem tentou matá-lo. E uma pontinha de irritação sobrou para os dois patetas que agiram nas minhas costas ao invés de me avisar.

— E por que vocês não me avisaram? Eu podia ter infartado quando vi você aqui!

— Você já tinha lidado com o senhor Blake, sei que não deve estar sendo fácil com a minha mãe... — ele tocou meu rosto com o polegar. — Não queria te preocupar até eu estar a salvo, dentro do nosso quarto.

Olhei para ele. Ele estava pálido, suando frio, e a postura curvada denunciava a dor que ele estava tentando esconder. Toda a minha marra de "durona" desmoronou.

— Você é um idiota teimoso, Dominic Costello. — murmurei, mas minha voz saiu embargada. Encostei a minha testa na dele. — Mas eu te amo pra caralho.

— Também te amo, querida. Mas será que consegue maneirar nesse linguajar?

— Cala a boca, Dominic. — dei um beijo rápido nele. — E o Elijah sabe dessa sua saída?

— Sim, a equipe de enfermagem ligou para ele. O Chris também ligou, ele vai dar uma passada aqui quando amanhecer.

— Achei que ele só cuidasse de grávidas.

Dom sorriu e me deu outro beijo.

— Elijah é cirurgião-geral, e também obstetra.

— Entendi. — levantei e o encarei. — Fica quietinho aqui que eu já venho.

Ele não retrucou, o que era um milagre. Fui até o banheiro e liguei a torneira da banheira, ajustando a temperatura para ficar bem quente, do jeito que ajuda a relaxar os músculos, mas sem cozinhar a pele. Joguei sais de banho na água, vendo a espuma subir.

Voltei para o quarto. Dom estava tentando tirar a camisa do hospital, mas gemia baixinho a cada movimento do braço esquerdo.

— Para com isso, deixa eu fazer. — afastei as mãos dele.

Com cuidado, ajudei-o a despir a roupa. Quando o tecido caiu, vi o curativo no ombro. Estava um pouco manchado de sangue, provavelmente pelo esforço da fuga e do "confronto" com o invasor.

— Você precisa de um banho e de remédios. — decretei.

Levei-o até o banheiro. Ajudei-o a entrar na banheira, segurando seu braço bom para dar apoio. Ele suspirou de alívio assim que a água quente envolveu seu corpo.

Sentei na borda da banheira, pegando a esponja.

— Escuta aqui. — apontei o dedo na cara dele, molhando a ponta do nariz dele com espuma. — Se você fizer qualquer movimento brusco e abrir esses pontos de novo, eu juro por tudo que é mais sagrado que ligo para o Elijah e mando ele te induzir ao coma. Só para você não se mexer. Fui clara?

Dominic riu, aquele som grave que reverberava no meu peito.

— Cristalina, pinscher. — ele me olhou, e o humor nos olhos dele escureceu para algo mais intenso. — Mas você sabe que eu não sou bom em seguir ordens. Só em dá-las.

Antes que eu pudesse reagir, a mão boa dele saiu da água, agarrou minha nuca e me puxou.

— Dom, não! — tentei protestar, mas perdi o equilíbrio.

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