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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 183

Capítulo 183 — Quero você…

Athena Wilson

Chegamos ao apartamento do Dom e Diva já nos esperava. No caminho, Taylor ligou para ela e contou resumidamente o que havia acontecido e sua decisão de Marina morar com ela e Dom até as coisas se ajeitarem.

Diva, como sempre prestativa e competente, e com a ajuda de Georgina, que também era um anjo, preparou tudo para nossa chegada. Com isso, o impacto de Marina no novo ambiente não foi tão ruim como esperávamos.

— Espero que eu consiga lidar com ela. — Taylor disse preocupada, enquanto olhava para Marina, que agora dormia em um dos quartos de hóspedes.

— Você vai, e estaremos aqui para o que precisar. — disse Diva, abraçando-a de lado.

— Obrigada, a todas vocês. Sei que ajo muito por impulso, e talvez trazer Marina para cá tenha sido mais um ato impulsivo. Mas eu não poderia deixá-la lá correndo riscos, não seria justo com ela e nem com o meu grandão, que ainda nem sabe o que está acontecendo.

— Tay, você não fez nada por impulso. Fez o que seu coração mandou, e isso era o certo. Vamos te ajudar no que precisar nessa nova adaptação. Mas eu recomendo que contrate uma cuidadora para te auxiliar. — eu disse a ela.

— Isso é uma boa ideia, mas preciso pesquisar e falar com o Dom. Não quero colocar qualquer pessoa aqui. — Tay me respondeu.

— Mia trabalha com Marina desde que ela foi para a casa de repouso. Podemos conversar com ela e com a Dawson; acredito que seja uma boa opção para vocês no momento.

— Confia mesmo nela, Athena? Ela deixou Marina fugir. — Taylor me questionou.

— Confio. — respondi sem hesitar. — Mia é uma querida e sempre cuidou muito bem da Marina, né, Diva?

— Sim, concordo com Athena. E estaremos sempre por perto também. Um rosto familiar pode ajudar a Marina nessa adaptação. — Diva falou, se direcionando a Tay.

— Ok. Vou falar com o Dominic, contar o que aconteceu, a decisão que tomei e depois peço para ele ligar na clínica e solicitar a cuidadora.

Assentimos. Tay pediu para Diva ficar com Marina, pois queria ver o Dom e contar pessoalmente tudo que havia acontecido. Chris apareceu e disse que iria com ela ao hospital; Penny não estava se sentindo muito bem, então ficaria por aqui fazendo companhia para a Diva até eles voltarem.

Aproveitei a saída deles para ir ver o Oliver. Além da saudade que estava do meu jogador, minha mente ainda estava a mil com nossa conversa.

“O assunto pede olho no olho.”

O que será que ele queria conversar que precisava ser pessoalmente?

Mandei uma mensagem ao meu irmão dizendo que estava indo no Oliver. Claro que Atlas me questionou sobre tudo.

“Você comeu?”, “Não acha que precisa descansar um pouco?”, “Athena, não curto você e Oliver sozinhos no apartamento”, “Você e o Oliver ainda não…”

Atlas ainda me trata como criança. Entendo que tenho uma saúde frágil como a minha mãe, mas ele exagera demais. Tenho até dó da Sammy. Mas isso não é nada; o pior é ele, que tem uma vida sexual bem peculiar, ficar querendo cuidar da minha.

Só que ele pode ficar tranquilo sobre isso. Oliver e eu não… demos esse passo. Eu nunca tive um namorado, nunca estive intimamente com ninguém. Já tive rolos na adolescência e na faculdade, mas passei tanto tempo em hospitais, e sendo vigiada pelo meu irmão e pelos outros caras, que deixei essa coisa de “namorar” de lado por muito tempo.

Até o Oliver aparecer, é claro. Me apaixonei por ele assim que meus olhos se encontraram com os dele. Aqueles olhos mel que parecem ler até minha alma. Chega a ser loucura.

A porta do elevador se abriu. O apartamento estava silencioso.

— Oliver… — chamei e fui caminhando para a sala. — Olie! — falei um pouco mais alto até que ele surgiu no corredor, sem camisa, cabelo molhado, com uma das suas bermudas largas típicas de um jogador de basquete.

Meu jogador…

— Oi, gatinha. Falei para me avisar quando chegasse. — ele se aproximou envolvendo os braços na minha cintura, e eu logo passei os meus por seu pescoço.

— Quis fazer uma surpresa. — Oliver desceu os lábios até os meus, somente em uma carícia.

— E que surpresa deliciosa… — ele sussurrou antes de tomar a minha boca. O beijo dele me desarmou inteira.

Não foi apressado, nem bruto. Foi quente. Intencional. Como se Oliver estivesse me dizendo sem palavras o quanto me queria… e o quanto se segurava.

Minhas mãos subiram sozinhas pelas costas dele, sentindo a pele quente, firme, viva. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça, e isso me assustou e me excitou na mesma medida. Eu nunca tinha sentido aquilo. Nunca tinha sentido alguém assim.

— Olie… — murmurei contra a boca dele, sem saber exatamente o que queria dizer.

Ele me apertou um pouco mais contra o próprio corpo, e foi aí que eu senti. A dureza dele contra mim. O calor. A resposta imediata.

Meu coração disparou.

Oliver percebeu na hora. Sempre percebia tudo quando se tratava de mim. Ele se afastou um pouco, só o suficiente para me olhar nos olhos.

— Athena… — a voz dele saiu baixa, controlada. — A gente não precisa ir rápido. Eu não quero… — ele respirou fundo. — Não quero te forçar a nada.

Aquelas palavras doeram de um jeito estranho, porque eu queria. Muito.

— Você não está me forçando — respondi, a voz trêmula, mas firme. — Sou eu. Eu quero… você.

Os olhos dele escureceram. Desejo, cuidado, paixão. Tudo misturado.

Ele me beijou de novo, mais lento agora, como se tivesse entendido que aquele não era um beijo qualquer. Não era pressa. Era descoberta.

As mãos dele me guiaram até o sofá com cuidado, como se eu fosse algo frágil e precioso ao mesmo tempo. Quando me deitou, não se jogou sobre mim. Ficou ali, sustentado pelos próprios braços, presença inteira, olhar preso ao meu.

O coração dele batia tão perto que eu podia sentir.

Ele foi me despindo sem pressa, como se cada gesto fosse uma promessa. Minha roupa ficou para trás pouco a pouco, até restar só a lingerie fina demais para esconder o quanto eu tremia.

O ar tocando minha pele me deixou consciente de tudo.

Então ele me tocou. Cada toque vinha com uma pergunta silenciosa, e eu respondia sem palavras: com um suspiro, um arrepio, um leve movimento do corpo que denunciava o quanto eu queria mais.

Quando seus dedos deslizaram pela minha pele, eu engoli em seco. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça: quente, sensível, como se tivesse acordado depois de anos adormecido.

— Oliver… — murmurei, sem saber exatamente o que estava pedindo.

Ele encostou a testa na minha, a respiração misturada à minha.

— Relaxa… — sussurrou. A voz baixa, firme, segura. — Confia em mim.

E eu confiei.

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