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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 182

Capítulo 182 — Pelo seu bem

Athena Wilson

Me ofereci para acompanhar a Taylor na visita à Marina. Eu sempre acompanho o Dom e a Diva quando posso; antes de ficar doente, Diva e Marina eram grandes amigas.

Taylor e eu não nos conhecemos muito. Temos um bom convívio, mas não somos melhores amigas; não por falta de afinidade, mas porque não tinha rolado oportunidade ainda. Por esse motivo, não me importei com seu ciúme. Na verdade, até entendo; eu também teria do Olie em uma situação dessas.

Seguimos o caminho todo até a casa de repouso conversando. Ela é direta, mas é uma pessoa muito amável. Tudo parecia estar dentro do normal, até Mia, uma das cuidadoras, nos avisar sobre Marina.

“Ela sumiu.”

Meu coração apertou. Marina tem Alzheimer. Ela ainda não está naquele estágio final, sabe? Aquele que muitas pessoas chegam, onde perdem tudo, até mesmo a capacidade de falar.

Ela já não tem mais a memória de curto prazo e sua formação de memória recente já é bem afetada. Com as medicações e terapias, ela ainda consegue decorar rostos, como o meu.

“A garota das histórias”.

Mas em dias agitados? Nem de mim ela se lembra, assim como não lembra do Dom. E isso… dói no coração. É por esse motivo que todos nos desesperamos por saber que ela sumiu. Marina não se lembra como atravessa uma rua, não lembra onde mora, nem mesmo quem ela é.

E uma pessoa assim sozinha, nas ruas de Nova York… sabe Deus o que pode acontecer.

Mas como a Mia sempre diz: “O anjo da guarda da Marina nunca dorme”.

E ele não dormiu mesmo, porque mandou o José para salvá-la. O que é estranho, porque a pergunta do meu irmão foi a mesma que a minha.

O que ele está fazendo aqui?

Eu sei que meu irmão não o quer em nossa casa, e Sammy disse que foi ela quem avisou que estaria aqui. Mas por que ele veio? Eu não concordei com o que meu irmão fez com ele, na surra, na forma que o tratou. Acredito que existam outros meios de se entenderem.

Mas Oliver me contou a história dos irmãos Samantha e José, e ele foi o aproveitador. Por anos abusou do amor e da gratidão da Sammy. Não que eu não acredite que as pessoas possam mudar… eu acredito. Só que José vai ter que provar, e muito, para meu irmão que ele realmente está disposto a mudar.

Disposto… porque ninguém muda da noite para o dia. A gente se dispõe a isso e, com o tempo, depois de algumas contas fechadas e pagas… a gente muda.

Senti meu telefone vibrar no bolso da calça. Marina estava mais calma, Mia a estava medicando. Me afastei e atendi.

— Bom dia, minha gatinha… — a voz do Oliver veio do outro lado.

— Bom dia, meu amor, mas… — Olhei para o relógio na parede. — Acho que a manhã já passou, o sol já está lá em cima faz tempo. — respondi e ele riu.

— Desculpa, amor, fiquei até tarde mexendo em uns documentos da loja. Acordei agora há pouco, peguei o celular e vi sua mensagem. Ainda está na casa de repouso?

Me virei para ver Marina, que agora estava bem e tranquila, antes de responder.

— Sim. A mãe do Dom havia sumido, saímos em sua busca e, graças a Deus, o José…

— José?! — Oliver me interrompeu.

— Sim, o irmão da Sammy apareceu e pulou para tirá-la da rua onde vinha um carro em alta velocidade.

— Hum… — foi tudo que ele respondeu.

— Tudo bem? — perguntei confusa.

— Tirando o fato de que o José apareceu milagrosamente no momento em que vocês precisavam… tá tudo bem.

— Olie, Atlas ainda está implicando com ele. Essa foi a maneira que ele encontrou de ver a irmã.

— E seu irmão tem motivos para isso. — ele rebateu.

— Eu sei, mas ele está tentando. Quem somos nós para julgá-lo?

— Desculpa, gatinha, mas eu tenho motivos para julgá-lo. Eu vi bem o que José fez com a Sammy todos esses anos, sei bem quem ele é. Acho lindo você ter esse coração e jamais pediria para que mudasse seu jeitinho. Mas, quando se trata do José, fico com o pé atrás.

— Tudo bem, eu entendo todos os lados.

— Porque você é linda… — Oliver disse de forma carinhosa, e senti meu rosto esquentar. — Mas agora me diz… — ele começou, mudando de assunto. — Como está a mãe do Dom?

— Está bem, ela ficou agitada na hora, mas foi medicada. E como eu disse, José a salvou. No final, foi ele quem saiu machucado.

— Um arranhão não vai matá-lo.

— Eu sei disso, mas não muda o fato de ele ter se ferido.

Nesse momento vi Taylor, junto dos outros, entrando e vindo em nossa direção.

— Amor, o pessoal está voltando. Vou falar com a Tay e dar uma última olhada na Marina.

— Tudo bem, assim que chegar me avisa. Precisamos conversar. — O tom dele havia mudado.

— Sobre?

Oliver respirou fundo antes de me responder.

— Conversamos pessoalmente, ok?

Senti algo dentro de mim se remexer, como se meu corpo soubesse antes de mim que não ia gostar da conversa.

— Não pode só me dizer o assunto? — pedi com a voz em um sussurro.

— Pessoalmente, Athena. O assunto pede olho no olho.

— Oliver… você tá me assustando.

Ele deu uma risada, mas notei que ela não tinha humor algum. Pelo contrário, ela carregava uma certa tristeza.

— Tá tudo bem, amor.

— Promete? — perguntei com a voz embargada, porque algo me dizia que não estava nada bem.

— Prometo. — ele respondeu firme, e respirei mais aliviada.

Encerrei a ligação e me aproximei dos outros. Taylor conversava com Dawson, a diretora da casa de repouso. Ela decidiu tirar a Marina daqui por um tempo. Claro que a mulher tentou convencer a Tay de que aqui era o melhor lugar, que foi uma fatalidade o que aconteceu, mas que não se repetiria.

Mas a Taylor estava impassível. Enquanto todos discutiam sobre a saída da Marina, notei José no canto. Seu braço e seu rosto tinham alguns ralados e alguns pontos sangravam. Me aproximei dele, que estava com a cabeça baixa e as mãos no bolso.

— Precisamos limpar esses ferimentos. — falei assim que parei à sua frente.

José levantou a cabeça e seus olhos castanhos para encontrar os meus. A forma como ele me olhou, a intensidade…

— Eu tô bem, princesa, não se preocupe.

— Bem? Esses machucados me dizem outra coisa. — eu disse, segurando com cuidado o braço dele. José colocou a mão sobre a minha, com uma delicadeza que contrastava com o cara impulsivo que ele era.

— É sério, eu tô bem. — a voz dele saiu baixa, rouca.

— Tudo… tudo bem então. — respondi, tirando a mão do seu braço.

Senti alguém se aproximar. Quando olhei, era o Atlas.

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