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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 184

Capítulo 184 — A mágoa vence o amor

Oliver Lawson

Pensei ter descoberto o que era amor quando conheci a Juliet. Eu não me importava com a diferença de idade, com o divórcio, com as crianças e muito menos com as cicatrizes que ela carregava.

Na minha cabeça, isso era amor.

Mas eu não podia estar mais enganado. Em partes, claro, pois eu amo a Juliet e daria minha vida por ela e pelas crianças, assim como daria pelo meu irmão. Mas foi aí que descobri que meu amor por ela é de “família”, coisa de irmãos.

Com a Athena foi diferente. Meu coração bateu mais forte do que foi com a Ju. Eu não queria só protegê-la; eu queria estar com ela, beijá-la, senti-la… Cara, eu queria tudo com essa garota.

Minha garota. Minha gatinha.

Só que eu tenho um sonho.

Um sonho que, como diz meu irmão, eu derramei muito “suor e sangue” para alcançar. Athena vale o mundo para mim, assim como o Chris, a Ju, as crianças, Sammy, Cece… enfim, minha família.

Mas meu sonho também tem peso, pois foi pelo que lutei a minha vida toda. Conversei com a Ju ontem e ela disse que eu não podia mais esconder da Athena minha partida.

Só que eu também não posso levá-la comigo. Ela precisa de atenção por sua saúde, precisa de estabilidade, e eu não conseguiria dar nada disso a ela lá.

Athena merece o mundo. Essa ausência não seria justa com ela, e nem comigo, que ficaria me cobrando por não dar a atenção que ela merece. Chegando lá, vou precisar me dedicar 100% nos treinamentos, no time, nas vitórias… na minha carreira.

Em nossa conversa, Juliet disse algo que ficou gravado no meu peito:

“Se for para ficarem juntos… o universo tem tudo preparado.”

Resumindo: se for para ficarmos juntos, vai acontecer. Só que não posso, nem quero, pedir para Athena me esperar. Nem pedir para entrar em um relacionamento à distância. Mas, cara… me afastar dela vai doer para caralho. E vendo ela agora, nesse exato momento, tão vulnerável, triste, magoada, com o coração partido bem na minha frente… Está me doendo mais do que qualquer dor que já senti na minha vida.

— Ok, a gente namora à distância até tudo se ajeitar, amor. Eu aguento. — ela tentou negociar, desesperada.

— Gatinha, namoro à distância? Sério que acha que isso vai dar certo?

— Eu vou com você então. — Athena disse, limpando as lágrimas rapidamente, tentando encontrar uma solução prática. — Eu já me formei, Oliver. Eu tenho o dinheiro da minha mãe, posso viver de qualquer lugar, posso aprender espanhol. Eu vou com você.

Respirei fundo, sentindo o peso da minha decisão esmagar meu peito. Eu sabia que ela diria isso. Athena é leal, é corajosa. Mas ela não tem ideia do que me espera lá.

— Não, Athena. — falei, tentando manter a voz firme, embora por dentro eu estivesse tremendo. — Você não pode ir.

— Como não? — ela levantou do sofá, a indignação substituindo o choque. — Oliver, não existe "não posso". Nós somos um casal. Se você vai, eu vou.

— Não é tão simples assim! — passei as mãos pelo cabelo, frustrado. — Eu vou ser o novato, Athena. O americano que precisa provar que vale o investimento. Vou treinar de manhã, de tarde e de noite. Vou viajar constantemente para jogos em outros países da Europa.

— E eu vou estar lá te apoiando!

— Você vai estar lá sozinha! — rebati, e o silêncio caiu pesado entre nós. — Você vai ficar trancada em um apartamento ou quarto de hotel, num país onde não fala a língua, sem seus amigos, sem sua família, enquanto eu fico ausente 90% do tempo focado na minha carreira. Eu não posso fazer isso com você. Não posso te levar para ser uma sombra na minha vida.

— Você está decidindo por mim? — a voz dela saiu baixa, perigosa. — Você está dizendo que eu não aguento?

— Estou dizendo que você tem uma saúde frágil, Athena! — soltei, e me arrependi no mesmo segundo ao ver a mágoa nos olhos dela. — Se você tiver uma crise lá, quem vai te acudir? Eu vou estar em quadra. E se… — parei, mas o dano estava feito. — Eu não posso viver com essa preocupação. Eu preciso de foco total.

Athena me olhou como se não me conhecesse.

— Foco total… — ela repetiu com escárnio. — Então eu sou uma distração?

— Não! Você é a minha vida! Mas é exatamente por isso que precisa ficar. Aqui você tem o Atlas, a Sammy, os médicos, sua vida. Lá… lá é só incerteza.

— Eu não tenho crises há meses, meus exames estão em dia, eu vou continuar me cuidando e eu... eu estou esperando o transplante. — ela argumentou, a voz trêmula pela urgência.

— Athena, não faz isso...

— Isso o quê? Lutar por nós?

— Gatinha... o melhor para você é ficar. Eu já decidi.

Ela negou com a cabeça, pegando suas coisas com as mãos trêmulas.

— Eu preciso sair daqui.

— Athena, espera! — tentei segurar o braço dela, mas ela se esquivou como se eu queimasse.

— Não me toca.

Ela se trocou correndo. Eu tentei mais uma vez, mas ela se afastou com dor nos olhos. Athena saiu do meu apartamento sem nem mesmo olhar para trás.

— Merda! — Soquei a almofada do sofá.

Coloquei minha bermuda, peguei uma camiseta do Chris que estava jogada ali e corri atrás dela.

Não podia deixar nossa conversa acabar assim. Não com ela nervosa comigo desse jeito.

Peguei o elevador e subi para seu apartamento. Assim que a porta se abriu, eu a vi entrando em sua sala. Quando me viu, ela se virou para o corredor, mas eu a alcancei.

— Athena! Para, por favor! Vamos conversar!

Eu segurava seu pulso com cuidado, mas ela se manteve de costas para mim. Mesmo sem ver seu rosto, eu ouvia seu choro. Ouvi passos atrás de mim; Atlas vinha da cozinha.

— O que está acontecendo? — Atlas perguntou, parando ao nosso lado, alternando o olhar entre a irmã e eu.

Athena se desvencilhou do meu toque, se virou, e vi seu rosto molhado pelas lágrimas. Os olhos… com a mesma dor que os meus.

— Ele vai embora, Atlas! — Athena gritou, a voz estridente, quebrada. — Ele vai para a Espanha e não quer me levar! Ele terminou comigo porque sou um "peso" para a carreira dele!

— Eu não disse isso! — Me defendi, fechando a distância entre nós. Queria segurá-la e fazer aquela dor dela parar. — Eu disse que não quero que ela fique sozinha lá!

Atlas suspirou, passando a mão no rosto.

— Oliver… — Atlas me olhou com repreensão. — Eu te disse que seria difícil contar, mas não achei que você faria desse jeito.

Athena congelou. As lágrimas pararam por um segundo, substituídas por uma compreensão horrorosa. Ela olhou para o irmão.

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