Capítulo 180 — Marinaaa
Taylor Laurent
Meu grandão está bem, mas anda manhoso para cacete. Nem parece o tal “dominador” que ele enche a boca para dizer que é. Mas o que importa é que, depois do susto que ele me deu, meu amor vai viver e em breve sai do hospital.
Dom ficou chateado, pois são poucos os dias que ele consegue ir visitar a mãe, e bem nesse final de semana, que ele teria essa chance, está internado. Então me ofereci para ir no lugar dele. A Diva não podia me acompanhar, então Sammy e Atlas se ofereceram.
Athena também veio. Confesso que no primeiro momento eu não curti saber dessa “amizade”, uma pontada de ciúme me atingiu, mas logo passou quando eles me explicaram como isso começou.
A viagem até a casa de repouso foi tranquila. Athena foi me orientando sobre a Marina. Alzheimer não é uma doença fácil. Ela comentou que Marina não se lembra do Dominic, que ela tem raros momentos de lucidez, mas as memórias são sempre de quando ele era pequeno. Também me disse que o passado se tornou o seu presente e que o futuro, para ela, nem existe.
Isso mexeu comigo. Saber a dor que meu grandão deve sentir ao ver a mãe assim...
Chegamos e a conversa com a diretora do lugar estava agradável até que…
— Ela sumiu… A Marina sumiu!
Preciso dizer: minha vida em Manhattan está muito mais agitada do que foi por todos os anos que passei em South.
Sequestros, bandidos, tiros, conspirações, traidores e agora? O sumiço de uma idosa!
— Mia, como assim ela sumiu? A verifiquei não faz muito tempo. — a diretora disse à cuidadora.
— Eu também tinha verificado, mas ela estava agitada, dizendo coisas sem nexo. Decidi deixá-la no quarto até a hora da visita. Mas quando cheguei, ela não estava.
— Ninguém some assim. — Atlas disse sério. — Vocês não têm câmeras? Ela não pode ter entrado em algum quarto por engano?
— Já verifiquei, solicitei ao nosso segurança que visse as imagens. Ele disse que avaliaria e logo viria com notícias.
— E vamos ficar aqui esperando? — falei irritada.
— Precisamos das imagens primeiro. — A responsável respondeu.
— Então agiliza! — rebati exaltada.
— Vamos olhar por aí, ela gosta do jardim e da sala de música. — Athena disse.
— Sim, Mia, coloque todo mundo para verificar novamente. Eu irei até o Cal para ver as câmeras.
— Vou com você. — Atlas disse à mulher, que assentiu, e os dois saíram. Athena e Mia também saíram para procurar pelas dependências.
— Tay, se acalma. — Sammy disse, segurando minha mão. — Provavelmente ela está em algum outro quarto.
— Não, Sammy, tem coisa aí. Tô sentindo isso.
Meu celular tocou e, quando olhei para o visor…
— Que maravilha… — resmunguei. Samantha olhou para o aparelho em minha mão.
— Você não vai atender?
— De jeito nenhum. Ele vai perceber só no meu “alô” que tem algo errado.
Recusei a chamada, mas Dominic é persistente. Ele ligou mais umas três vezes, e em todas elas eu o rejeitei.
— Chega, eu não vou ficar esperando. Vou dar uma volta por aí.

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