Capítulo 179 — Difícil de alcançar
Atlas Wilson
Cara, tudo o que eu mais queria era curtir a gravidez da minha mulher como um casal normal, só que parece que a normalidade, nesse momento, era a coisa mais difícil de se alcançar.
Mas, pelo menos, entre todos os nossos problemas, Jenny e o bebê estavam fora de perigo e Dominic estava se recuperando. A nossa jogada contra Sebastian surtiu efeito. O cara pirou, mas o dinheiro falso e o contrato bem-feito o deixaram sem ação.
Como fizemos?
Mostramos a ele o dinheiro (um que só existe no sistema).
Dinheiro na tela, ele não poderia recuar, pois o combinado foi: “Ou ela, ou um bilhão”.
Só que ele não sairia assim tão fácil. Já que ele gosta de contratos, eu fiz um para ele. E Chris usou sua fama de ex-Boss para garantir que ele assinasse antes da transferência.
E o babaca assinou.
E o pior: um cara que se diz tão negociador assinou sem ler. E nas entrelinhas estava claro: “Que ele nunca mais chegaria perto da Penelope e abriria mão, em livre e espontânea vontade, de todo o dinheiro.”
Sebastian não aceitou, disse que o enganamos. Mas tínhamos testemunhas, um contrato assinado e nosso território.
Ou seja: aqui não é Los Angeles. Quem manda aqui somos nós!
Resumindo: um problema a menos para nos preocupar. Mas era só um, porque muitos outros ainda estão por aqui. Como, por exemplo: José querendo vir visitar minha mulher; David, que ainda não sei se é um traidor ou não; e minha irmã… que ainda não sabe que seu namorado decidiu aceitar a proposta da Liga ACB e viaja para a Espanha em duas semanas.
— Amor, você por acaso ouviu alguma coisa que eu disse?
Samantha chamou minha atenção. Levantei da cama e fui até ela, que brigava com as roupas, com o espelho, até comigo.
— Desculpa, querida, estava perdido em meus pensamentos.
— Perguntei o que acha desse?
— Amor, qualquer coisa que vestir está perfeito.
— Não é bem assim. Não quero assustar a senhora Costello, quero estar apresentável.
Eu sorri para ela, a abracei por trás.
— Querida, como eu disse, o que escolher vai ser perfeito.
Dom sempre visita a mãe nos finais de semana em que está de folga, e esse seria um deles. Mas com seu incidente, ele não vai poder comparecer. Mas Taylor fez questão de cumprir com o combinado, e claro que minha mulher não deixaria a amiga fazer isso sozinha.
Conheço a senhora Costello há anos. No começo, quando a doença a acometeu, eu e os caras ainda acompanhávamos o Dom nas visitas, mas depois ela se esqueceu de nós, assim como do Dom, e era triste demais ver aquilo.
Deixamos um pouco de lado, nossas visitas se tornaram esporádicas. Mas o Dom é um ótimo filho e nunca abandonou a mãe.
Ouvimos batidas na porta. Era minha irmã.
— A Tay já chegou, vocês estão prontos?
— Sim. — respondi, pegando na mão da Samantha e a puxando para fora do quarto antes que ela decidisse trocar de roupa pela vigésima vez.
Chegamos na sala. Tay nos aguardava junto de Diva e Georgina.
— A Athena vai com a gente. — avisei, e Taylor me olhou confusa. Eu fui responder, mas minha irmã respondeu antes de mim.
— Eu visito a dona Marina com o Dom e a Diva de vez em quando. Acho que um “rosto” conhecido pode ajudar, já que o Dominic não vai estar. E a Diva vai ficar com a Jen hoje.

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