Capítulo 175 — Te caço no inferno
Taylor Laurent
Assim que Dominic saiu, Jenny voltou para o quarto. Ela estava dormindo e todos nós concordamos em deixá-la descansar. Saímos os sete do quarto, deixando-a com uma enfermeira.
Elijah apareceu e comentou sobre a mensagem do Dominic, e que a segurança do hospital já estava ciente. Declan nos sugeriu irmos embora, mas eu não sairia daqui sem meu grandão de jeito nenhum, e Penelope também se recusava a ir sem o Chris.
Noah ligou para o Gayer, que avisou que estava a cinco minutos do hospital e que iria direto para o estacionamento. Coletti, o agente subordinado do Dominic, me ligou.
— Senhorita Laurent.
— Coletti, já te disse que é Taylor. — respondi, bufando.
— Tenho dois agentes já no hospital. Como o chefe mandou, eles estão indo fazer a segurança de vocês até que ele retorne da revista.
— Ok, estamos na sala de espera no quarto andar. — O avisei.
Ele me informou o nome dos agentes e logo em seguida encerrou a ligação. Contei para o Noah, que ficou aliviado com a notícia. Enquanto eu… estava me segurando para não descer.
Meu telefone tocou. Olhei para a tela e era o Adam.
— Estrelinha. — a voz dele era um sussurro.
— Adam, o que houve? Onde você está? Dominic te achou?
— Ei, me escuta. Eu tô vendo o FBI nesse momento, ele e o Brooklyn. Mas eles foram rendidos.
— Que merda! — xinguei, e Noah se aproximou.
— Taylor… — Fiz sinal para que ele esperasse um minuto e voltei a falar com Adam.
— Então ajuda eles, porra. — falei irritada.
— Eu vou, mas preciso encontrar a brecha.
— Não encontra, cria uma, caralho!! — gritei, me esquecendo que estava no hospital.
Quando levantei os olhos, ao meu lado, fora o Noah, já estavam Declan e Atlas. Adam ficou em silêncio.
— Adam?! — chamei, e nada. — Adam!! — falei irritada, e foi aí que notei que a ligação tinha caído.
— Conta. — Noah me disse assim que guardei o celular.
— Adam viu Dom e Chris serem rendidos. Ele estava indo ajudar.
— Vou ligar pro Gayer agora. — Noah me avisou.
— Coletti me avisou que tinha dois agentes já aqui no hospital.
— Então vamos esperar. — Atlas disse.
Esperar? Essa palavra não fazia muito parte do meu vocabulário.
— Eu vou até lá. — eu disse.
— De jeito nenhum. Tem homens treinados vindo para fazerem o trabalho deles. — Declan disse, segurando meu braço.
— Acho que nos conhecemos bem o suficiente, Reed, para saber que o que não vai rolar “de jeito nenhum” é eu ficar aqui. — puxei meu braço com tudo. As meninas, vendo nossa interação, se aproximaram.
— Tá tudo bem? — Sammy perguntou, parando do meu lado.
— Está. — respondi a ela, forçando um sorriso.
— Taylor, eu te entendo. Mas Gayer também já está no hospital, ele acabou de me avisar. — Noah disse em um tom firme.
— Sei que não curte esperar, mas é o ideal agora. Dom vai enlouquecer com a gente se deixarmos você descer. — Atlas falou em um tom mais pacificador.
Mas algo dentro de mim gritava. Era uma sensação ruim, como se o Dominic estivesse precisando de mim. Eu não sabia explicar.
— Tudo bem. — falei séria. — Vou beber uma água.
— Vou com você. — Declan disse. Ele queria garantir que eu fosse ficar nesse andar e não ir atrás do Dom.
— Não precisa, estranho. — O chamei pelo apelido que usei quando nos conhecemos.
Assim que virei no corredor, dei de cara com os agentes que Coletti disse.
— Senhorita Laurent. — um deles me cumprimentou.
— Vocês precisam descer. — os avisei. — O nosso informante acabou de me ligar dizendo que o Dom foi rendido. — eles se entreolharam e notei algo ali. Um olhar rápido demais, cúmplice demais.
— Ok. Nós vamos.
O bom de crescer na rua, no meio de cretinos… é que você aprende a reconhecer um quando encontra com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar