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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 176

Capítulo 176 — Te caço no inferno (Pt II)

Taylor Laurent

— DOMINIC!!

Gritei e corri os dois passos que faltavam até ele, puxando-o para mim antes que batesse no chão.

— Dom, acorda, fala comigo. — Passei a mão no rosto dele. — Dominic, eu juro que se você morrer, eu vou te atormentar no inferno, que até o capeta vai pedir para sair.

— GAYER, CHAMA AJUDA!!! — Chris gritou antes de parar ao meu lado.

— Caralho, grandão, eu te disse para não correr. — Chris falou, mas ele não acordou. Ele permanecia desmaiado. O sangue do ombro dele agora molhava minha roupa, quente demais, rápido demais.

Encostei a testa na dele, fechei os olhos e deixei as lágrimas caírem.

— Por favor, amor… — minha voz saiu em pedaços.

O estacionamento começou a se mover ao nosso redor.

Passos apressados. Vozes se sobrepondo. Um rádio chiando. Gayer apareceu primeiro, depois Coletti, depois gente que eu nem vi chegar. Tudo aconteceu rápido demais e, ao mesmo tempo, lento como um pesadelo.

— Afasta um pouco, Taylor. — Chris pediu, ajoelhando do outro lado do Dominic.

— Não. — respondi automática, apertando o corpo dele contra o meu. — Não vou sair daqui.

— Tay… — a voz do Chris quebrou. — Não quero que saia, só que dê espaço porque a ajuda está chegando.

— Eu dou... quando eles chegarem. — respondi com a voz embargada, logo em seguida ouvi a sirene.

Uma ambulância entrou no estacionamento cantando alto, luzes vermelhas refletindo nos carros, nas poças de óleo no chão, no sangue do meu grandão espalhado pela minha roupa.

Dois paramédicos saltaram com a maca, seguidos por mais dois. Um deles já vinha falando, avaliando tudo com os olhos rápidos demais.

— Masculino, adulto, ferimento ainda de origem desconhecida no ombro…

— São os pontos que abriram, de um tiro que ele levou há uma semana. — falei para um dos paramédicos, a voz trêmula.

Ele se agachou, tocou no Dominic.

— Pressão? — o que estava em pé perguntou.

— Caindo rápido. — o homem respondeu.

— Saturação?

— Baixa. — ele levantou os olhos para encontrar os do colega. — Ele está perdendo muito sangue.

Notei quando os dois me olharam por um segundo, aquele olhar que profissionais dão quando sabem que a coisa é grave, mas não podem dizer.

— Precisamos colocá-lo na maca agora. — o paramédico falou firme.

Chris me segurou pelos ombros.

— Tay… deixa eles trabalharem.

Assenti. Eu queria segurar a mão dele, mas as minhas tremiam demais. Meus braços também. Minhas pernas então… não sabia nem se eu conseguiria levantar usando elas.

Eles deslizaram a maca para baixo do Dominic, com cuidado. Um deles cortou a camiseta, outro pressionou o ombro. O sangue parecia não parar.

— Ei… — inclinei o rosto até o dele. — Dominic Costello, você disse que se sobrevive a mim, nada te derruba… não esquece disso, Thor.

Não tive resposta. Dom ainda estava desacordado.

Eles o levantaram e começaram a ir em direção aos elevadores.

Eu andei junto. Não pedi permissão. Apenas fui.

— Amor, quando você acordar… — falei andando ao lado da maca, segurando a mão dele. — Eu vou te amarrar na cama. Vou esconder suas armas. Vou te deixar de castigo por um mês inteiro. Sem sair, sem brigar, sem bancar o herói. Que se foda o FBI, se for preciso te aposento!

O paramédico olhou para mim de relance enquanto ajustava algo no peito dele.

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