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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 170

Capítulo 170 — Voar

Christopher Lawson

Passei o resto do dia com a Penelope. Oliver apareceu e disse que iria ao Brooklyn levar o José junto da Athena. Quis questionar, mas ele só respondeu: “Tá tranquilo”. Dom também falou comigo; Atlas já tinha dado o start sobre Sebastian, e Declan concluído.

Minha encrenca decidiu que queria fazer coisa de casal. Deitamos no sofá com um balde de pipoca e ela colocou um filme que nunca a imaginei assistindo. Um daqueles romances água com açúcar que, como diz meu irmão, dá diabetes só de assistir.

O dia foi caminhando para o fim. A noite começou a cair, pensei que as coisas se manteriam assim. Tranquilas.

Até que recebi mensagem do Noah.

“Declan está com problemas”

Ele não disse muita coisa. Liguei para ele, que não atendeu. Liguei para o Dom, e nada. Mas então consegui falar com o Atlas.

— Jenny está no centro cirúrgico. Risco para ela, e para o bebê.

Só respondi um “tô indo”.

Contei para a Penelope e decidi levá-la comigo. Uma porque Jenny era sua amiga, e outra porque não queria deixá-la sozinha com Sebastian ameaçando vir buscá-la. Temos uma boa segurança, mas nada é perfeito. Se fosse… Cyrus nunca teria entrado e Jen hoje não estaria lutando pela vida.

Chegamos no hospital. Estavam quase todos lá.

— Cadê o Dom? — perguntei para o Atlas.

— Ninguém conseguiu falar com ele.

Peguei o celular e mandei uma mensagem:

“Grandão, estamos no hospital… Jen”

Mas não tive retorno. Jenny já estava há uma hora na cirurgia. Declan recusava tudo que era oferecido: café, água, socar alguém. Penelope se aconchegou ainda mais em mim; notei Juliet fazer o mesmo em Noah, e Sammy em Atlas.

Meus olhos foram até Declan, que observava cada um de nós com nossas mulheres, e naquele momento me senti mal por ele. Beijei o topo da cabeça da Penelope.

— Já volto, encrenca.

Ela assentiu. Olhei para Noah, depois para Atlas, que logo fizeram o mesmo que eu.

Declan estava agora encostado na parede, braços cruzados, cabeça baixa. Noah parou de um lado dele, Atlas do outro e eu fiquei bem na sua frente.

— Explica melhor. — Atlas pediu a ele.

— Não tem muito o que dizer. A bala causou uma infecção, ela estava com febre, calafrios. Elijah foi claro: ou tiramos a bala e arriscamos o bebê, ou deixamos e perdemos os dois.

— Então o procedimento não é risco para a Jen? — Atlas perguntou.

Reed levantou a cabeça e o encarou.

— Minha mulher vai ficar arrasada se perder o bebê. Eu vi isso nos olhos dela. Eu posso não perder a Jenny naquela sala, e cara, eu espero por Deus que eu não a perca. — Lágrimas escorreram pelo rosto dele. — Só que ela nunca mais vai ser a mesma se ela sair de lá sem ele.

— Sairão os dois. — Noah disse com convicção. — Me informei e o cirurgião é o melhor do país, e eu confio no Elijah. — Ele colocou a mão no ombro do Declan, antes de concluir. — E você também precisa confiar.

— Estou tentando me apegar a isso. — Declan respondeu a ele. — A toda esperança que me resta.

— Vai dar tudo certo, irmão. Jenny vai sair bem lá de dentro e o bebê também. — Atlas reforçou.

— E caso algo aconteça com o bebê, todos nós estamos aqui por você e pela Jenny. — eu garanti.

Declan pareceu acreditar em cada palavra que dissemos e ficou mais tranquilo. Athena e Oliver apareceram. Notei que meu irmão estava estranho e o puxei de lado.

— Fala. — mandei, já cruzando os braços.

— Aqui não é lugar. — ele me respondeu.

— O lugar quem faz sou eu, Olie, e eu tô mandando falar. — o rebati, irritado.

Oliver suspirou, passou a mão no cabelo, olhou para a Athena, que estava agarrada ao Declan o consolando (ele e Noah conhecem a garota desde pequena e a tratam como irmã). Voltei minha atenção ao meu irmão, que agora me encarava.

— Não é sobre ela, se é isso que está pensando.

— Então me diz o que é, pois tenho uma imaginação bem fértil.

— Lembra do campeonato? Dos jogos amadores?

— Sim. — Respondi. Meu irmão perdeu a chance na faculdade de ir para a NBA, e agora teve a chance de participar de um campeonato amador, onde estavam cheios de olheiros.

— Um dos caras gostou de mim.

— Isso é ótimo! — disse, o puxando para mim. Mas meu irmão não parecia feliz.

— É sim, meu sonho é jogar no profissional.

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