Capítulo 171 — Estamos prontos
Declan Reed
Eu era grato por ter todos aqui comigo nesse momento, mas não conseguia tirar a atenção da porta. Esperava ansioso pelo momento em que ela se abrisse e minha mulher saísse de lá viva, bem, e carregando nosso filho no ventre.
Noah estava ao meu lado, e Athena agarrada a mim. Nossa garota agora é uma mulher, mas ainda tem o mesmo jeitinho da menininha que vimos crescer.
A porta finalmente abriu e por ela saiu uma enfermeira que veio direto a mim.
— Senhor Reed?
— Sim. — respondi, me soltando de Athena.
— A cirurgia se encerrou. O doutor Cross sai em alguns minutos para falar com o senhor.
— Como está minha mulher? E meu filho?
— O doutor irá explicar tudo em breve. Ele só me pediu para avisar que acabou.
— Ok, agradeço.
A mulher me deu um sorriso, depois se retirou. Athena e Penelope se afastaram por um instante e Ju e Sammy se aproximaram.
— Meu pai costumava dizer que notícia ruim é a primeira a encontrar o caminho. — Ju disse em um tom encorajador, e pegou a minha mão. — O que eu quero dizer é que, se algo ruim tivesse acontecido, nós já saberíamos. Ela está bem, e acredito do fundo do meu coração que o bebê também.
— Obrigado, Ju.
Ela colocou a mão no meu rosto.
— Estamos aqui, Declan, sempre. Não esqueça nunca disso.
Assenti com lágrimas nos olhos.
O tempo foi passando e nada de o Elijah aparecer, e aquilo começou a me incomodar. Ouvimos passos pesados vindos do corredor. Quando olhamos, era o Dom.
— Desculpem o atraso. Taylor me deu um remédio que me fez apagar. E a merda do celular estava no silencioso. — Ele avisou.
— E aí, como ela está? — Taylor perguntou.
— Estamos aguardando o Elijah. — Atlas respondeu por mim.
— Ele quem fez a cirurgia? — Dom perguntou.
— Participou, mas foi um outro médico quem fez. Diz que é um dos melhores cirurgiões do país. — Noah disse.
— Doutor Green?
— Ele mesmo. — Noah respondeu ao Dom.
A porta abriu e Elijah saiu de lá de dentro, com um outro homem ao seu lado que imaginei ser o doutor Green.
— Reed. — Elijah começou. — Esse é o doutor Green.
— Doutor, como foi? Como está minha mulher? Conseguiu salvar meu filho? Por favor, me diz…
— Calma, senhor Reed, uma coisa de cada vez. — O homem passou os olhos por todos ao meu redor. — Costello, quanto tempo. — O homem disse ao Dom.
— Bom te ver também, Ryan. Agora nos diz: como eles estão? — Dom disse firme e o médico voltou para mim.
Ele me deu um sorriso.
— Eles estão bem, senhor Reed.
Senti meus joelhos cederem. Se Noah não tivesse segurado meu braço, eu teria caído ali mesmo. O alívio me atingiu como uma onda física, lavando o terror das últimas horas.
— Tem certeza? — perguntei, precisando ouvir de novo. — Os dois?
— Os dois — doutor Green confirmou. — A cirurgia foi um sucesso absoluto.
O alívio tomou conta de todos. As meninas choravam, se abraçavam.
— Fizemos por videolaparoscopia, como planejado. Assim que entramos com a câmera, confirmamos a gravidade: o abscesso era grande e estava pressionando a parede posterior do útero. — o médico explicou.
— Foi por pouco, Declan. Se tivéssemos esperado mais algumas horas… — Elijah completou.
Ele balançou a cabeça, afastando o pensamento, e o doutor Green voltou a falar.
— Conseguimos drenar toda a infecção e lavar a cavidade abdominal para parar a sepse. Encontramos o projétil alojado no músculo psoas, bem perto de onde o saco gestacional está implantado. Removemos a bala com cuidado.
— E o bebê? — Noah perguntou por mim, já que eu ainda estava tentando processar que ela estava salva.
A expressão de Elijah ficou séria por um instante, e foi ele quem respondeu.
— O útero é um órgão muito reativo. Durante a lavagem da infecção, ela começou a ter contrações uterinas. O monitor fetal oscilou.
Meu sangue gelou novamente, mas ele ergueu a mão rapidamente e continuou.

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