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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 166

Capítulo 166 — Levar embora

Declan Reed

Atlas me ligou para contar do David e do José.

Dom me ligou para contar do Noah.

Chris me ligou para me pedir para concluir o que Atlas começou sobre o Sebastian.

Mas a ligação que mais me preocupou foi a do Noah.

Porque Noah me ligou pedindo ajuda para o tio… de novo.

É sempre assim… desde que abrimos a empresa. Ele se perde nas contas, na empresa, nas “mulheres”, e, quando as coisas chegam no limite, ele corre para quem?

Para o Noah.

“Porque você é meu único sobrinho”.

“Porque somos Blake”.

“Porque você é o que me resta”.

“Porque eu fui o único que acreditei em você”.

“Porque eu mandei um pervertido para a cadeia… por você”.

Essas são as frases típicas dele. Ele é bom com elas, sabe como usá-las com o Blake. Meu melhor amigo nunca foi bom com relacionamentos, sentimentos, essas paradas todas. Mas Noah é bom em uma coisa, e isso se chama “gratidão”.

Se você fizer algo de bom para ele? Pode ter certeza de que ele nunca mais irá esquecer.

É por isso que, mesmo com ciúmes da Juliet, Noah aceitou o Chris de volta entre nós, porque ele não hesitou em ajudar quando o George voltou. E também porque, no fundo, somos amigos, todos nós, há muito tempo.

Um dia, depois de uma briga da qual nem me lembro o motivo, Lawson se afastou. Mas agora nós cinco estamos unidos novamente.

— Declan, você me ouviu? — A voz da Jenny me tirou dos meus pensamentos.

— Desculpa, amor. — Levantei da poltrona e fui até ela. — Acabei de falar com o Noah e estava digerindo a conversa.

— Está tudo bem? — ela perguntou confusa. A Jen está conosco há anos e sabe por cima sobre a relação do Noah e do tio; não os detalhes, somente que ele é grato pelo tio.

— O de sempre, o tio dele com problemas. — Sentei-me na beirada da cama. — E o Noah largando tudo, principalmente a Juliet sozinha na empresa, para socorrê-lo.

— Noah ama muito esse tio, né?

Dei um sorriso para ela e desci meus lábios até os dela.

— Não sei bem se chama amor, mas ele gosta sim. — Passei a mão em seu rosto. — E você, como está?

Jenny saiu da UTI ontem no final do dia, mas hoje pela manhã ela teve uma febre alta. Colheram alguns exames, mas até agora não voltaram com os resultados.

— Acordei melhor. Eu sinto os calafrios ainda, mas, fora isso, tô bem. — Coloquei a mão na testa dela para ver se a febre realmente tinha ido embora.

— Acho que sua febre está voltando — falei preocupado.

— Eu acho que meu corpo está quente assim porque você me encheu de cobertores.

— Você estava com calafrios, pequena, só queria te esquentar.

— Esquentou demais. — Ela sorriu, mas eu vi algo ali. Jenny dizia que estava bem, mas a verdade era outra.

— Amor, me diz a verdade — pedi.

— Eu tô bem… — ela disse daquele jeito doce dela, colocando a mão no meu rosto. — A verdade é que eu queria poder ir embora, mas sei que isso é impossível por enquanto.

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