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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 163

Capítulo 163 — Me perdoa

José Alves

O Snake está vigiando cada passo do pessoal que anda com a Samantha, e foi assim que fiquei sabendo que ela estava no hospital. Eu liguei, e ela confirmou que tinha passado dois dias por lá e me convidou para ir até o apartamento onde ela mora agora com o namorado, Atlas Wilson.

Eu tenho meu pé atrás com o cara. Snake me contou o passado dele. Um cara que aceita um acordo que resulta na morte do pai não passa muita credibilidade.

Snake me disse que se estivesse no lugar do Atlas teria feito o mesmo; na verdade, “eu mesmo teria matado”, ele disse. Mas eu não. Mesmo o pai do Atlas sendo um cretino, o sangue sempre grita.

Acho que é por isso que sempre rolou essa minha resistência com a Samantha: porque ela não é sangue.

Cheguei no apartamento e, porra, minha irmã está vivendo muito bem. Olhei por tudo, me prendi a cada detalhe, a cada peça rara que tinha ali, principalmente na que estava bem na minha frente. Cabelos castanhos, olhos intensos, traços delicados e uma boca que, puta que pariu, era convidativa para cacete. O macacão jeans deixava clara a beleza que tinha por baixo dele.

“O nome dela é Athena, não "gatinha", e ela sabe muito bem quem você é!”

Meu cunhado estraga-prazeres me falou. Enquanto os dois conversavam, eu só me prendia a ela: o sorriso, a voz, o jeito de menina-mulher. E para minha tristeza, ela saiu, e ficou somente o idiota do irmão dela.

Nossa conversa começou “bem”, se é que podemos chamar aquilo de bem. Samantha é quem me ajuda, ela me deve isso. Por tudo que minha mãe fez por ela, por tudo que ela tirou de mim quando apareceu.

Minha mãe passou nossa infância toda dizendo:

“Ela é frágil.”

“Se não cuidarmos dela, ela vai morrer.”

“Samantha não tem ninguém.”

Até no seu leito de morte, foi em Samantha que ela pensou:

“É sua obrigação amá-la e cuidar dela.”

Obrigação… palavra do caralho.

Amor não se obriga, se sente. Principalmente nesse negócio de irmãos.

Amor de irmãos é inquebrável. Irmãos são cúmplices, parceiros, amigos, essas paradas. Irmãos se defendem, se protegem e, quando precisam, lutam lado a lado. E o principal: irmãos não são para dividir, e sim para somar. Mas quando a Samantha apareceu, ela dividiu, afastou minha mãe e ainda a matou.

Sim! A matou.

Ela não tinha câncer, mas naquele dia, o dia que ela salvou a Sammy, foi onde tudo começou.

“A senhora tem câncer.”

Foram as palavras do médico. A transfusão de sangue a debilitou, pois ela não sabia de sua condição até aquele momento. E depois disso… tudo só desandou, até o dia de ela partir.

Eu gosto da Sammy, mas eu nunca vou esquecer o que aconteceu.

— O que você está insinuando? — Atlas me perguntou.

— Não estou insinuando. — respondi, irritado. — Estou dizendo. Se minha mãe morreu… foi por culpa da sua mulher.

Ouvimos um barulho e, quando olhamos, minha irmã estava ali. Pálida para cacete, respirando devagar como se o simples ato fosse sofrido.

— O quê? — a voz dela saiu carregada de dor.

— Sammy. — Eu a chamei. Merda, uma coisa é eu falar para os outros, outra é deixar ela descobrir. Ela não tinha que descobrir…

— Minha culpa? — ela perguntou com a voz embargada. — A mamãe… morreu por minha causa?

— Querida… — Atlas disse, dando um passo em sua direção enquanto eu estava travado no lugar. Mas ele não a alcançou a tempo. Minha irmã desabou.

— SAMANTHA! — Atlas e eu gritamos ao mesmo tempo e corremos até ela.

— Amor… — Ele a segurou antes que ela batesse a cabeça no chão.

— Sammy… — falei em um sussurro.

— Sai daqui. — Atlas disse em um tom mortal, levantando com a Samantha.

— Eu quero… — ele não me deixou terminar.

— Você não quer nada, você quer ir embora da minha casa, quer sumir da vida da minha mulher. — Atlas disse, caminhando com ela em direção ao quarto.

— José… — Samantha me chamou.

— Tô aqui, Sammy. — Corri até ela, mas Atlas não me deixou tocá-la.

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